23 de set de 2012

Sentimentos e emoções... Você sabe a diferença?



Tenho regularmente publicado posts do blog espanhol "Nuestro Blog" (clique no logotipo abaixo) que é mantido pelo Grupo Finsi formado por três empresas: NM, formación y consultoría, Davinchi, Diseño y Nuevas Tecnologías e Producciones DolceBit. Elas formam "um grupo empresarial que engloba uma equipe multidisciplinar orientada a aportar soluções de forma global. Responde ao objetivo de satisfazer  cada vez mais às complexas necessidades organizacionais de seus clientes"
No campo dos conceitos organizacionais relativos aos recursos humanos, treinamento, liderança e afins considero a página do grupo uma das melhores que conheço na blogosfera e tanto é assim que abri inclusive uma tag para abrigar os posts que traduzo e publico aqui na Oficina de Gerencia (clique aqui). Assinei a newsletter deles e nunca me arrependi.
Só não produzo mais posts por conta do trabalho que dá para traduzir. O espanhol escrito é relativamente fácil de ler, mas a tradução para o português exige um pouco de tempo. 
Veja abaixo um pequeno vídeo promocional que explica o trabalho do Grupo Finsi.



Estou inclusive pensando em postar os artigos do Grupo Finsi mesmo em espanhol confiando que os leitores do blog não terão maiores dificuldades em lê-los. São excelentes e fico frustrado por não postá-los em maior número.
No texto abaixo a consultora Núria Fernández López que faz parte da equipe do Nuestro Blog aborda um tema dos mais interessantes e o faz com excelente nível de entendimento para os leitores. Vocês já pensaram em separar os sentimentos das emoções? Aposto que não. Pois a autora do artigo demonstra as diferenças entre os dois conceitos e nos passa informações muito úteis para compreensão das relações humanas. Leiam abaixo um curto trecho que coloco para suscitar a curiosidade dos leitores:
  • [...] "Alguns estudiosos das emoções centram a diferenciação entre sentimento e emoção na duração de cada uma, a emoção tem um tempo menor de registro do que o sentimento". As emoções, portanto seriam um estado de excitação ou perturbação mais ou menos espontânea e pode durar desde segundos até algumas horas. As emoções são curtas, mas o sentimento é longo.[...]

http://www.grupofinsi.com/img/fondoTop.jpg
Clique no logotipo acima e conheça esse blog sensacional

A confusão entre sentimento e emoção

As emoções são respostas automáticas e os sentimentos são o rótulo de reação emocional.
 
Sentimento e emoção são dois termos que muitas vezes nos levam à confusão. Em muitas ocasiões, emoção e sentimento são utilizados como sinônimos, ainda que sejam conceitos qualitativamente diferentes.
Certamente esta confusão entre os dois termos vem de longo tempo porque ao longo da história a utilização dos diversos termos emocionais não tem sido clara, precisa e limitada.
  • O sentimento surge de uma expressão originária do latim "sentire", que significa pensar, opinar, ou dar-se conta de algo.
  • O conceito de emoção vem do  latim "emotio" que significa "movimento ou impulso."
As emoções são um conjunto complexo de respostas químicas e neurais que formam um padrão. São respostas produzidas pelo cérebro provocadas por estímulos.
Os sentimentos, ao contrário, surgem da avaliação consciente que fazemos da percepção de nosso estado corporal durante uma resposta emocional. Os sentimentos são conscientes e as emoções são inconscientes tanto que são reações automáticas a estímulos. Emoções são produzidas, em linhas gerais, por estímulos exteriores e interiores (recordações, memórias, pensamentos, lembranças). Elas geralmente aparecem de repente, inesperadamente, bruscamente, manifestando-se na expressão  corporal. 
Assim que tomamos conhecimento das sensações (alterações) de nosso corpo ao receber esse estímulo, a emoção se converte em sentimento. Isto é, quando percebemos que o nosso corpo sofre uma mudança (por exemplo: lindas borboletas voando e nos tocando) e estamos conscientes disso, rotulamos o que estamos sentindo (a emoção), neste caso, teríamos um sentimento de surpresa, alegria, prazer, satisfação...
Alguns estudiosos das emoções centram a diferenciação entre sentimento e emoção na duração de cada uma, a emoção tem um tempo menor de registro do que o sentimento.
As emoções, portanto seriam um estado de excitação ou perturbação mais ou menos espontânea e pode durar desde segundos até algumas horas. As emoções são curtas, mas o sentimento é longo. Poderíamos dizer que um sentimento é como uma corrente e cada um dos seus elos são as emoções. As emoções necessitam de um evento que as dispare, o qual pode ser interno ou externo; se este evento desaparece, normalmente as emoções que o acompanham também deixam de existir.

As emoções são específicas e reativas, são respostas automáticas. O sentimento  por outro lado é um componente subjetivo das emoções, é a etiqueta que uma pessoa coloca em uma emoção.
Os sentimentos também têm uma duração que é proporcional ao tempo  em que nossa consciência pensa deles. Podemos sentir tristeza, mas somente quando a nossa mente se concentra em um episódio triste, podemos sentir medo, mas só quando nos sentimos ameaçados, quando paramos de focar a consciência no tema a sensação desaparece. É por isso que algumas técnicas de controle de pensamento em diferentes situações, por exemplo, estresse, ansiedade nos levam a focar o nosso pensamento a diferentes estímulos para provocar sentimentos diferentes.
Um dos grandes estudiosos de emoções Richard. S. Lazarus (1991) considera sentimento e emoção como conceitos interrelacionados, onde a emoção englobaria o sentimento de forma que o sentimento seria o componente subjetivo ou cognitivo das emoções, ou seja, a etiqueta que a pessoa coloca na emoção.
Outro conceito que também podemos incluir próximo da emoção e do sentimento é o estado de ânimo. Os estados de ânimo (bravura, coragem, destemor, ousadia) não são emoções, mas estados psicológicos mais ou menos duráveis ​​e a partir dos valores que emprestamos e interpretamos os acontecimentos.
São sentimentos a alegria, a felicidade, a raiva, o enfado, a preocupação, etc, e são estados de ânimo a euforia, a depressão, a ansiedade, a angústia, a apatia, etc.

A autora é Nuria Fernández López é uma das mais frequentes articulistas do Nuestro Blog e tem uma enorme lista de textos publicados, todos mui atuais e de fácil entendimento. Para procurá-los basta clicar aqui. Estão todos em espanhol, mas não vejo dificuldades na sua compreensão. Qualquer dúvidas é usar o tradutor do Google. 

15 de set de 2012

Você é resiliente? Descubra logo para não perder seu emprego.


Resiliência (física) é a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão. A psicologia tomou essa imagem emprestada da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, etc. - sem entrar em surto psicológico. 
No entanto, Job (2003) que em sua tese de pós graduação para a FGV intitulada "Os sentidos do trabalho e a importância da resiliência nas organizações" argumenta que o conceito trata de uma atitude de tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto de entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Para quem se interessar pelo tema vale a pena deter-se e ler o trabalho citado.
http://www.finsi.com/gestion_web/ftp/fotosproyectos/173f2642010131027.jpg
Tais conquistas, face essas decisões, propiciam forças em quem tem de decidir para enfrentar a adversidade. Assim entendido, pode-se considerar que "a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades." [texto retirado da Wikipédia]
Tenho algumas resistências em adotar conceitos "emprestados" de outros campos do conhecimento para servirem de apoio às "novas" idéias abraçadas por pesquisadores, autores de livros corporativos, consultores e palestrantes. E cada vez elas aparecem mais no universo corporativo. Eu as denomino de "nomes novos para conceitos velhos". A conceituação de "resiliência" não foge à regra, mas nesse caso eu a aceito bem, pois a comparação é bem colocada.
Veja ao lado uma definição de resiliência que extrai do trabalho de Fernando Job citado acima.
Tudo (ou quase) colocado na mesa, a nova caracterização para resiliência foi assim aceita, assumida e aplicada pelas empresas no mundo corporativo. Sendo uma característica de indivíduos fatalmente a resiliência é considerada uma particularidade pessoal e por consequência também passa a ser um atributo corporativo.
É mais ou menos assim: um profissional será tanto mais resiliente quanto mais experiencias estressantes tiver enfrentado e superado. A cada nova experiencia adversa superada ele ficará mais resistente e preparado para enfrentá-las. Esse personagem armazenará energias e vivências para cada vez mais saber comportar-se e equilibrar suas reações em meio às transformações e crises que venham ocorrer em sua carreira no futuro. Com as empresas seria a mesma situação. Ao conjunto dessas "camadas superpostas" de sobrevivência e sucesso da-se o nome de resiliência. Alguma similaridade com alguns conceitos como "veterano", "tarimbado", "duro na queda"... Vamos em frente.
Por consequência pode-se concluir que uma empresa ao conseguir reunir um grupo de empregados resilientes, principalmente em cargos de chefia, terá mais resiliência e assim estará melhor preparada para mudanças e enfrentamento de crises futuras. Simples assim? Nem tanto...
Na verdade há um exercito de estudiosos na área comportamental pesquisando a respeito dessa “habilidade” de empregados e empregadores conseguirem “armazenar” energias pela superação de situações estressantes e ameaçadoras em seus ambientes profissionais.
Com esse fundamento é logico que todos querem ser “resilientes”; ou então trabalhar em empresas com a marca da resiliência. Há muito que se conhecer sobre o assunto. Por enquanto trago-lhes esse artigo publicado no site da HSM dedicado à “Produtividade”.
O artigo em si traz alguns bons conceitos, mas no final se perde um pouco em definições comuns e no estilo autoajuda. Vale a pena a leitura para quem esteja curioso de saber se é ou não um... Resiliente.

Este post foi originalmente publicado em 21/05/2011. Resolvi atualizá-lo pela qualidade do tema e pelo número de acessos que recebeu desde a sua primeira aparição no blog. Realmente é um tema instigante.


http://www.hsm.com.br/sites/default/files/imce_arquivos/header_produtividade_0.jpg 
Tempo dos resilientes
Mais do que ser competente, eficiente e eficaz, antever os problemas e ser proativo, hoje o diferencial do profissional é ser resiliente. Veja a razão e aprenda como desenvolver esta característica na vida pessoal e profissional


Quase sempre me pego entre os encantos e devaneios do mundo de hoje, porém, nem sempre chego a uma conclusão. Ainda assim, tenho a convicção da grande dificuldade que o ser humano contemporâneo tem em lidar com suas frustrações.
Como sempre digo, pensar os problemas e as dificuldades tem sido uma tarefa fácil aos pensadores. No entanto, acredito na busca das soluções por meio da resiliência – uma difícil estratégia de equilíbrio.
A resiliência é um termo advindo da física e traz em sua essência a ideia de que uma estrutura elástica tem a capacidade de ser deformada ou esticada, voltando sempre a sua forma original. Para nós psicólogos, esta é a grande habilidade que o ser humano deve ter para administração de situações de conflitos e crises nos dias de hoje.
Alguém resiliente é capaz de passar por grandes momentos de dificuldade, tais como: traumas, situações estressantes, conflitos e crises dos mais diferentes tipos. O resiliente consegue sair destas situações positivamente transformado, como se tivesse atravessado o “inferno” e retornado de lá melhor estruturado.
É impressionante a quantidade de situações frustrantes e de conflitos que conseguimos administrar. Ser competente, eficiente e eficaz, antever os problemas e ser proativo são apenas algumas das características que, atualmente, são fundamentais para que sejamos bons profissionais. Mas, o que realmente tem sido um diferencial é a capacidade de resiliência que uma pessoa pode ter.
Mas talvez a complexidade em ser resiliente esteja nos elementos que a estruturam, muito mais do que na ação em si. Uma das principais características do resiliente é quanto a sua auto-estima, a qual não privilegia suas capacidades, mas a compreensão de suas limitações, fazendo com que exista um equilíbrio das forças, aliado a satisfação de suas próprias cobranças pessoais.
O desequilíbrio entre auto-estima e cobrança pessoal pode ser o grande desencadeador de conflitos, ou em alguns casos, até de patologias do psiquismo. Possivelmente a melhor estratégia para alcançar este equilíbrio seja a busca pela flexibilidade, não frente aos comportamentos do outro, mas sim a sua própria forma de agir no mundo.
http://3.bp.blogspot.com/_okPNlJ1Lc4o/SuukrGhBOBI/AAAAAAAAAAU/Uih6f8NozyY/s400/resiliente.jpg
Esta imagem não está no artigo original
Compreendendo isto como um fato, o passo seguinte é estabelecer relações humanas mais favoráveis, onde o dar e receber se torne natural e não apenas uma obrigação social ou mesmo uma estratégia formalizada. Ao entendermos que lidamos com pessoas e não com processos ou procedimentos, internalizamos outras possibilidades, as quais nos dão acesso a uma maior gama de ações na solução dos conflitos.
Buscar um pensamento independente é a próxima instância após percebermos a ampliação do universo no qual estamos inseridos. Ao pensarmos em um contexto profissional, a quantidade de variáveis que surgirão ao adequarmos nossas relações humanas nos criará novos papéis e possibilidades, que se não nos permitirmos pensar, toda ação irá por terra. Confira abaixo algumas dicas para se manter resiliente:
  • Mantenha a mente aberta. 
  • Não se esqueça de manter o bom humor, pois este ingrediente é o diferencial dos vencedores. Quem alimenta o ódio e o rancor, além de não alcançar seus objetivos, corre o risco de adoecer precocemente.
  • Busque perceber o tempo todo seus próprios sentimentos, pois desta maneira não será pego de surpresa por momentos incontroláveis. Aproveite e esteja atendo aos sentimentos das pessoas a sua volta, pois esta poderá ser sua “arma secreta” para evitar conflitos.
  • Mantenha-se sempre compromissado com a vida, vivendo plenamente seus planos e objetivos, podendo ressignificá-los a qualquer tempo, ou seja, refazer seus projetos.
Por fim acredito em três princípios básicos para a vida, os quais também servem aos resilientes:
  1. Priorize-se – você em 1º lugar pode fazer bem ao mundo todo!
  2. Recomece sempre – você sempre pode reescrever a sua própria história.
  3. Nunca desista – sempre há uma saída.
Autor- Maurício Figueiredo (Psicólogo e Pedagogo, pós-graduado em Luto. Consultor em Recursos Humanos. Psicólogo do Centro de Apoio Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Diretor do Instituto Atena de Psicologia Aplicada - http://www.mauriciofigueiredo.blogspot.com/)


Para melhor entender esse novo conceito que com certeza ainda vai envolver todos os profissionais no futuro, assista a seguir uma entrevista do autor do artigo ao site da HSM no YouTube. É bem interessante e ilustrativa.




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