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Esopo (Nessebar, 620 a.C. – Delfos, 564 a.C.) foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares. A ele se atribui a paternidade da fábula como gênero literário. Sua obra, que constitui as Fábulas de Esopo, serviu como inspiração para outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine. Malgrado sua existência permaneça incerta e pouco se saiba quanto à origem de várias de suas obras, seus contos se disseminaram em muitas línguas pela tradição oral. Em muitos de seus escritos, os animais falam e têm características humanas. Biografia: O fabulista grego teria nascido no final do século VII a.C. ou no início do século VI a.C. Heráclides do Ponto na obra Acerca dos Samios, afirmava que Esopo nascera na Trácia. Em suas origens, porém, várias hipóteses foram formuladas: Frígia, Egito, Etiópia, Samos, Atenas, Sardes e Amório. A hipótese de sua origem africana hoje é bastante creditada: o mesmo nome "Esopo" poderia ser uma contração da palavra grega para "etíope", um termo usado pelos gregos para se referir a todos os africanos subsaarianos. Além disso, alguns dos animais que aparecem nas fábulas de Esopo eram comuns na África, mas não na Europa (devemos ter em mente a diferente distribuição na época de animais como o leão berbere, hoje extinto). Também deve ser notado que a tradição oral de muitos povos africanos (mas também dos povos do Oriente Próximo e dos Persas) inclui contos de fadas com animais personificados, cujo estilo muitas vezes se assemelha ao de Esopo.* Certo é que morreu em Delfos, tendo sido executado injustamente, segundo descreve Heródoto (Histórias, II, 134) e a Suda. Segundo Heródoto, Esopo foi escravo do filósofo Janto (Xanto), um cidadão de Samos, juntamente com uma outra escrava chamada Rodópis [https://pt.wikipedia.org/wiki/Esopo]

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Morreu Ernesto Nazaré

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4 de fevereiro de 1934 - O tango de Ernesto Nazaré

Jornal do Brasil: o desaparecimento do maestro Ernesto Nazaré


Ernesto Nazaré começou a estudar piano com sua mãe, Carolina da Cunha Nazaré, e sua primeira composição foi a polca-lunduVocê Bem Sabe, dedicada ao seu pai, Vasco Loureiro da Silva Nazaré, a qual foi editada e colocada à venda. 

Ernesto formou-se, passou a dar aulas e continuou a compor. Vendia milhares de partituras, mas devido à falta de regulamentação do direito autoral não conseguia receber o suficiente para sobreviver.

Por causa de problemas financeiros o autor vendeu os direitos de Brejeiro, uma de suas composições mais famosas e considerada o marco do tango brasileiro, para a Editora Fontes e Cia. por 50 mil réis. A música foi gravada pela banda da Guarda Republicana de Paris. 

O sucesso Apanhei-te Cavaquinho foi uma das suas únicas composições que ele denominou como choro. A valsa Dora foi dedicada a Teodora Amália de Meireles com quem Nazareth se casou, aos 23 anos. Para sustentar a família, o pianista trabalhou como escriturário no Tesouro Nacional.

Em 1917, começou a tocar na sala de espera do Cine Odeon. As pessoas lotavam o cinema para ouvi-lo tocar mais do que propriamente para ver o filme. Em 1910 já compusera o tango brasileiro Odeoninspirado naquele cinema.

 Em 1919 arrumou emprego na Casa Carlos Gomes, que mais tarde passou a chamar-se Carlos Wehrs. Lá Ernesto executava as partituras que os fregueses interessavam-se em comprar. 

Compôs fox-trots, sambas e até marchas de carnaval por um breve período, em 1920. Participou, como pianista, da inauguração da Rádio MEC, em 1923. Os admiradores do artista arrecadaram dinheiro e deram-lhe um piano de cauda italiano da marca Sanzin, que hoje faz parte do acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro.

Surdez e loucura
Ernesto Nazaré começou a apresentar sinais de surdez aos 54 anos. Seis anos depois foi internado no Instituto Neurosifilis da Praia Vermelha com graves perturbações mentais, sendo transferido para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá de onde desapareceu misteriosamente. O corpo do maestro foi encontrado três dias depois em uma represa. 

O escritor Mário de Andrade e o maestro Villa-Lobos estavam entre os admiradores do compositor. Villa-Lobos reconheceu que o maestro foi uma das mais notáveis figuras da música brasileira, e o escritor fez uma conferência sobre a obra de Nazaré na Sociedade de Cultura Artística em São Paulo.

Leia mais sobre este grande personagem da música brasileira clicando aqui.

Comentário do Blog - É lamentável que a memória coletiva do nosso país não seja mais, diligentemente, provocada pelos que deveriam ser responsáveis por ela. Em qualquer outro país do mundo civilizado Ernesto Nazareth estaria colocado no olimpo das suas grandes personalidades e venerado a cada ano. Aqui, mal lembramos que ele morreu neste dia, em 1934. 
Foi um dos maiores artistas da história brasileira; admirado no mundo internacional da música. Morreu muito pobre, louco e abandonado após fugir de um hospício.
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