||| 03 de novembro DE 2026 ||| 3ª feira ||| dia da Instituição do Direito de Voto da Mulher (1930) ||| Reflexão: “Nenhuma mulher deve ser privada de oportunidades por causa de seu gênero." --- O Pensador . |||

 

Bem vindo

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As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar em 24 de fevereiro de 1932, por meio do Decreto 21.076, do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. Vargas chefiava o governo provisório desde o final de 1930, quando havia liderado um movimento civil-militar que depôs o presidente Washington Luís. Uma das bandeiras desse movimento (Revolução de 30) era a reforma eleitoral. O decreto também criou a Justiça Eleitoral e instituiu o voto secreto. Em 1933, houve eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, e as mulheres puderam votar e ser votadas pela primeira vez. A Constituinte elaborou uma nova Constituição, que entrou em vigor em 1934, consolidando o voto feminino – uma conquista do movimento feminista da época. Histórico A década de 1920 assistiu a diversos movimentos de contestação à ordem vigente. Em 1922, por exemplo, houve importantes acontecimentos que colocavam em xeque a República Velha, entre eles a Semana de Arte Moderna, o Movimento Tenentista e a fundação do Partido Comunista do Brasil. Nesse contexto, ganhou força o movimento feminista, tendo à frente a professora Maria Lacerda de Moura e a bióloga Bertha Lutz, que fundaram a Liga para a Emancipação Internacional da Mulher – um grupo de estudos cuja finalidade era a luta pela igualdade política das mulheres. Posteriormente, Bertha Lutz criou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, considerada a primeira sociedade feminista brasileira. Essa organização tinha como objetivos básicos: “promover a educação da mulher e elevar o nível de instrução feminina; proteger as mães e a infância; obter garantias legislativas e práticas para o trabalho feminino; auxiliar as boas iniciativas da mulher e orientá-la na escolha de uma profissão; estimular o espírito de sociabilidade e cooperação entre as mulheres e interessá-las pelas questões sociais e de alcance público; assegurar à mulher direitos políticos e preparação para o exercício inteligente desses direitos; e estreitar os laços de amizade com os demais países americanos.” [ https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/a-conquista-do-voto-feminino/index.html ]

pensamento dia

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Frase

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Djamila Taís Ribeiro dos Santos (São Paulo, 1 de agosto de 1980) é uma professora, filósofa, escritora, feminista negra, acadêmica e ativista do movimento negro no Brasil e internacionalmente, com forte presença nas redes sociais. Escreve semanalmente no jornal Folha de S.Paulo e já foi colunista da revista CartaCapital. Em 2023, foi laureada com o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos e, no mesmo ano, foi a primeira brasileira a falar no Dia em Memória da Abolição da Escravidão e o Comércio Transatlântico de Escravizados, na Assembleia Geral das Nações Unidas. Ela também foi incluída na lista da BBC das 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo. Ainda, desde 2022, ocupa a cadeira número 28 da Academia Paulista de Letras. Ribeiro tem presença ativa no mercado editorial, seus livros já venderam mais de 1 milhão de cópias e é criadora e coordenadora do Selo Sueli Carneiro da Editora Jandaia e da Coleção Feminismos Plurais. Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas como o Italiano, Francês e Inglês. É uma autora reconhecida para os temas de gênero e feminismo negro. [ https://pt.wikipedia.org/wiki/Djamila_Ribeiro ]

 

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Emílio Odebrecht, como colunista da Folha da São Paulo, apresenta sua visão sobre a crise mundial.

Emílio Odebrecht nos traz hoje um artigo de quem tem a visão (nova) de uma empresa multinacional genuinamente brasileira - é o caso do grupo empresarial que ele próprio dirige - e que está atuando em várias partes do planeta.
A disputa pelo mercado no plano internacional não é coisa para amadores. É selvagem, predadora e próxima do "canibalismo corporativo". O Grupo Odebrecht tem se dado bem nessa selva, assim como outras grandes organizações brasileiras. Por isto o colunista Emílio Odebrecht sabe o que diz quando defende posturas novas para as conquistas que empresas do Brasil pretendam empreender no mercado internacional.
Vejamos um pequeno trecho do seu artigo:
  • (...) "Defendo, entretanto, que as empresas brasileiras tenham com esses potenciais clientes uma atitude diversa da que muitas vezes é adotada pelas corporações do hemisfério Norte. O grande erro destas tem sido chegar a uma nação pobre e não ter a premissa de que o desenvolvimento de seus negócios deve estar alinhado com o crescimento econômico e social local." (...)
É isso ai! Recomendo a leitura do texto pela experiência de quem o escreve e por apresentar um paradigma novo para as abordagens - quase sempre daninhas aos biomas em que se inserem - das empresas que buscam expansão de seus horizontes.





São Paulo, domingo, 22 de fevereiro de 2009



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EMÍLIO ODEBRECHT
A geração de riquezas

A EXPERIÊNCIA empresarial brasileira além das fronteiras nacionais é relativamente recente.

Até o final da década de 1980, podemos dizer que nossa economia era introvertida. Vendíamos pouco ao exterior e a presença de nossas empresas fora do país era mínima.

Por décadas, a política de substituição de importações estimulara os empresários a só cuidarem do mercado interno. Havia também pouco crédito para investimentos fora do país. Mas, com a abertura às importações nos anos 1990, tivemos de escolher: ou crescíamos ou acabaríamos esmagados pela concorrência externa.

Felizmente, crescemos. Hoje, o mundo se abastece com nossos produtos. E mais: organizações nacionais puseram-se a abrir filiais e a comprar empresas lá fora. Como resultado, em 2006, pela primeira vez, o volume de investimentos diretos do Brasil para o exterior foi maior que os aqui recebidos.

Foi valioso o apoio do governo para tanto, pois compreendeu que a internacionalização nos torna mais competitivos, traz novas tecnologias e estimula a agregação de valor nas várias cadeias produtivas.

Por isso, se o momento que o mundo vive é para alguns prenúncio de horizontes cada vez mais sombrios, para as empresas brasileiras pode oferecer novas janelas de oportunidades.

Nesse sentido, vejo amplos espaços de atuação, em especial nas nações da América Latina e da África. São, na maioria, países em busca do desenvolvimento e, portanto, carentes de quase tudo. Mas detentores de enorme potencial de riqueza, representado principalmente pelos recursos naturais de que dispõem.

Defendo, entretanto, que as empresas brasileiras tenham com esses potenciais clientes uma atitude diversa da que muitas vezes é adotada pelas corporações do hemisfério Norte.

O grande erro destas tem sido chegar a uma nação pobre e não ter a premissa de que o desenvolvimento de seus negócios deve estar alinhado com o crescimento econômico e social local.

Disso decorre um comportamento predador que tem feito com que países, principalmente na África, experimentem o drama de ver a exploração dos seus recursos inversamente proporcional à riqueza local que geram: quanto mais produzem, mais pobres ficam.

Sejamos diferentes. Nossas empresas globais devem, em cada país onde aportam, contribuir com o desenvolvimento local, gerando riquezas que sirvam à melhoria da qualidade de vida das pessoas, de forma que ocorra um crescimento casado.

Onde houver uma empresa brasileira, que esta atue como agente de prosperidade econômica e de justiça social.


EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingo nesta coluna.

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