||| 17 de agosto DE 2026 ||| 2ª feira ||| Dia Nacional do patrimônio histórico ||| *Reflexão: "Plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores." — Jorge Luis Borges |||

 

Bem vindo

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O Dia do Patrimônio Histórico é celebrado anualmente em 17 de agosto, no Brasil. A data é dedicada à valorização, à preservação e à divulgação dos bens que ajudam a contar a história do país e a construir a identidade de seus diferentes povos e comunidades. Por que o patrimônio histórico é importante? Preservar o patrimônio histórico significa cuidar das marcas deixadas pelas diferentes gerações. Igrejas, casarões, sítios arqueológicos, praças, documentos, fotografias, obras de arte e outros bens materiais ajudam a compreender como as sociedades se desenvolveram e como diferentes acontecimentos moldaram o Brasil. A preservação também contribui para manter vivas as histórias de comunidades que muitas vezes tiveram pouca presença nos registros oficiais. Dessa forma, o patrimônio cultural ajuda a reconhecer a diversidade que caracteriza a sociedade brasileira. Patrimônio material e imaterial O patrimônio pode estar relacionado tanto a objetos e lugares quanto a conhecimentos e tradições. O patrimônio material inclui construções, monumentos, conjuntos urbanos, sítios arqueológicos, obras de arte, documentos e objetos de valor histórico, artístico ou cultural. Já o patrimônio imaterial está relacionado a práticas e conhecimentos transmitidos entre gerações, como festas, celebrações, danças, músicas, culinária, artesanato, formas tradicionais de expressão e modos de fazer. Assim, uma antiga construção e uma receita tradicional de uma comunidade podem ser igualmente importantes para preservar a memória de um povo. A origem da data no Brasil O dia 17 de agosto foi escolhido em homenagem ao nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, ocorrido em 1898, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Advogado, jornalista e escritor, ele teve papel fundamental na organização das políticas de preservação do patrimônio cultural brasileiro. Rodrigo Melo Franco de Andrade foi o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), criado em 1937. Durante sua atuação, participou da consolidação das ações de proteção do patrimônio histórico e artístico do país. O papel do Iphan Criado em 1937, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atua na identificação, proteção, preservação, restauração e divulgação de bens culturais brasileiros. O trabalho do instituto envolve diferentes tipos de patrimônio, incluindo edificações históricas, centros urbanos, sítios arqueológicos, acervos documentais e manifestações culturais. A preservação, no entanto, não depende apenas dos órgãos públicos. A participação das comunidades é fundamental para que os bens culturais continuem fazendo sentido para as pessoas que convivem com eles.

pensamento dia

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Frase

Frase
Sócrates (Alópece, c. 470 a.C. – Atenas, 399 a.C.) foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje. Através de sua representação nos diálogos de seus estudantes, Sócrates tornou-se renomado por sua contribuição no campo da ética, e é este Sócrates platônico que legou seu nome a conceitos como a ironia socrática e o método socrático (elenchus). Este permanece até hoje a ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de discussões, e consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de questões são feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Foi o Sócrates de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos da epistemologia e da lógica, e a influência de suas ideias e de seu método continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais que se seguiram a ele. { https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates }

 

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Ela de novo! A corrupção endêmica...

Está no ar mais uma grande operação da Polícia Federal com um daqueles nomes "criptografados" que já são uma marca da PF: Pasárgada.
Desta vez a rede pegou alguns peixes maiores. Veja um trecho da reportagem (imagem abaixo) da Folha de São Paulo de hoje (10/abril).
Porque trago ao blog mais um post sobre corrupção na administração pública? Resposta: para que não nos esqueçamos que essa máfia é incansável e intimorata, no mal sentido.
Vejam que a todo momento estão sendo denunciados os desbaratamentos e prisões de quadrilhas de assaltantes dos cofres públicos, mas mesmo assim esses caras não param de roubar. Parece que se acham ou invisíveis ou blindados para se esconderem do braço da lei. Incrivel!
Quem acompanha meus comentários já conhece minha opinião. Estou convicto que, em se tratando do dinheiro público, à disposição dos órgãos das administrações públicas federal, estadual e municipal, a corrupção é a regra e a probidade, a exceção.
Defendo que não há efetiva vontade política de se acabar com a corrupção endêmica que assola as administrações públicas. Os exemplos (poucos, é verdade) de instituições que conseguiram erradicar as facilidades para a prática da corrupção mostram que é possível, sim, combater com eficiência e eficácia essa praga que rouba os recursos tão necessários para o bem estar coletivo.
As leis existem, os mecanismos institucionais idem, técnicos honestos no governo e fora dele existem também. O que não existe é a vontade real, direta, determinada, de combater a corrupção.
A "Operação Pasárgada"da PF só nos mostra, com toda a sua grotesca nudez, como são sofisticadas as grandes quadrilhas de corruptos. Leiam abaixo, parte da reportagem de Paulo Peixoto, da Folha de São Paulo.
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Paulo Peixoto (Agência Folha, em Belo Horizonte)
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"A Polícia Federal prendeu ontem 51 pessoas em Minas Gerais, na Bahia e no Distrito Federal, suspeitas de desvio ile­gal de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municí­pios), que é repassado pela União. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em R$ 200 milhões, em três anos.
Entre os detidos há 16 prefei­tos (14 de MG, um deles afasta­do do cargo, e dois da BA), qua­tro procuradores municipais, nove advogados, um gerente da Caixa Económica Federal e até um juiz federal de Belo Hori­zonte, além de mais quatro ser­vidores do Judiciário.
Ao todo, o juiz-corregedor do TRF-1 (Tribunal Regional Fe­deral da 1a Região), Jirair Megueriam, expediu 53 mandados ie prisão, dos quais apenas dois não foram cumpridos.
Uma juíza federal também é suspeita de participação nas fraudes, mas não houve ordem de prisão para ela..
A PF manteve sob sigilo os nomes de todos os envolvidos, mas o cumprimento dos cem mandados de busca e apreen­são da operação, batizada de Pasárgada, acabou revelando os nomes de alguns suspeitos. Fo­ram os casos, por exemplo, dos prefeitos das cidades-pólo mi­neiras de Juiz de Fora, Carlos Alberto Bejani (PTB), e de Divinópolis, Demetrius Pereira (PSC).
Na casa de Bejani em Juiz de Fora, a PF ficou por quase seis horas. Encontrou R$ 1,12 mi­lhão em espécie (uma máquina ie contar dinheiro foi solicita­da para apurar o montante) e um revólver de uso exclusivo das Forças Armadas, duas pis­tolas e duas carabinas.
No sítio do petebista, ex-deputado estadual, a PF apreen­deu dois caminhões, uma camionete, um jipe, três quadriciclos e uma moto . A polícia vai checar se os rendimentos de Bejani são compatíveis com os bens.
A maioria dos suspeitos foi presa em casa, já que às 6h os agentes da PF estavam nas ruas cumprindo os mandados judi­ciais. No total, houve apreensão de R$ 1,3 mihão, US$ 20 mil, 38 veículos e dois aviões, além do sequestro de 'Vários imóveis".
"As provas são bem substan­ciosas. Estamos bem tranquilos quanto às medidas cautelares que cumprimos”, disse o delegado Mário Alexandre Aguiar, coordenador da operação.
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Modus operandi
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O esquema investigado há oi­to meses envolve prefeituras que têm dívidas com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Os municípios têm 6% do repasse mensal do FPM re­tidos para ser abatido no débito com o órgão da União.
Contatadas por lobistas, as prefeituras contratavam sem licitação um escritório de advo­cacia, que entrava com manda­do de segurança ha Justiça Fe­deral alegando que ò INSS esta­va retendo valores superiores aos 6% — o que não era verdade. Se o percentual alegado fosse 9%, o juiz determinava a libera­ção dos 3% excedentes.
O dinheiro era usado para pa­gar a todos os envolvidos no es­quema. No caso dó juiz, segun­do a PF, havia venda de senten­ças e suspeita de distribuição irregular de processos. Ele re­cebia "em dinheiro vivo mes­mo, isso está comprovado", se­gundo o delegado Aguiar.
Os lobistas também contatavam os .magistrados, e servido­res da Justiça remetiam os pro­cessos sempre para as mesmas varas: "o lobista oferecia a esses juízes vantagens indevidas para que eles concedessem as sentenças. As ações eram distribuídas em duas varas de forma fraudulenta."... (continua) -
(Colaboraram Andrea Michael e Pablo Solano)
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Veja, abaixo, a reportagem do Jornal Hoje, da Rede Globo, sobre as prisões dos corruptos.

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