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O Dia Mundial dos Oceanos (World Ocean Day) é celebrado em 8 de junho. O objetivo desta data é relembrar a importância dos oceanos para o equilíbrio da vida no planeta Terra. E, para isso, são realizadas várias atividades de conscientização civil sobre os perigos enfrentados atualmente pelos oceanos. Os oceanos constituem dois terços da superfície terrestre e são o principal regulador térmico do planeta. Hoje, o grande desafio é minimizar o impacto que as atividades humanas estão provocando nos oceanos. É importante conscientizar governos, populações e demais entidades para a urgência de criar medidas que protejam os oceanos. fundo do mar com vegetação e peixes Origem do Dia dos Oceanos O Dia dos Oceanos foi criado durante a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro. A data é celebrada desde 1992, no entanto, a ONU (Organização das Nações Unidas) apenas oficializou a comemoração em 2008.

pensamento dia

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Frase

Frase
Lao Zi ou Laozi (também conhecido como Lao-Tzu, Lao-Tze e Lao Tsé, (literalmente "Velho Mestre") foi um filósofo e escritor da Antiga China. É conhecido por ser o autor do importante livro Tao Te Ching, por ser o fundador do taoismo filosófico e por ser uma divindade no taoismo religioso e nas religiões tradicionais chinesas. Embora seja uma figura lendária, Lao Zi é geralmente situado por volta do século VI a.C. Pensa-se que foi contemporâneo de Confúcio, mas alguns historiadores acreditam que ele viveu no Período dos Estados Combatentes, algures nos séculos V e IV a.C. É uma personagem-chave na cultura chinesa: tanto os imperadores da dinastia Tang como as pessoas hodiernas do apelido Li consideram-no o fundador da sua linhagem. O trabalho de Lao Zi tem sido adoptado por vários movimentos antiautoritários e pelo legalismo chinês. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Lao_Zi]

 

sábado, 21 de junho de 2008

Yoani Sánchez,mulher, cubana, blogueira, poderosa...

"Generación Y es un Blog inspirado en gente como yo, con nombres que comienzan o contienen una "y griega". Nacidos en la Cuba de los años 70s y los 80s, marcados por las escuelas al campo, los muñequitos rusos, las salidas ilegales y la frustración. Así que invito especialmente a Yanisleidi, Yoandri, Yusimí, Yuniesky y otros que arrastran sus "y griegas" a que me lean y me escriban." (extraído do blog Generación Y)
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Leia esta matéria que retirei da Revista Veja - Edição 2062 e saiba como uma blogueira, mulher simples e desconhecida, foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. É leitura obrigatória para quem "habita" a blogosfera.
Trata-se de Yoani Sánchez (clique no link e leia mais sobre esta corajosa mulher cubana: Yoani Sánchez, blogueira cubana censurada, ganha o Prêmio Ortega y Gasset na Espanha .)
Trabalhos como o dela e de outros blogueiros famosos, como Cory Doctorow do Boing Boing (Leia reportagem com Cory Doctorow editor do Boing Boing ) demonstram que blogar não é só um divertimento ou passatempo. Pode ser muito mais que isso.
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Auto-retratoYoani Sánchez

Filóloga por formação e professora de espanhol para estrangeiros "por questão de sobrevivência", a cubana Yoani Sánchez Cordero, 32 anos, foi incluída na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time por causa do blog que escreve há um ano, o Generación Y, em que relata o cotidiano de Cuba. Por telefone, ela falou à repórter Renata Moraes.

O que a levou a criar o blog?
Estava farta de algumas coisas que afetam a vida da maioria dos cubanos e que não são contadas na televisão, nas rádios nem na imprensa oficial. Decidi, então, expor experiências pessoais, como a minha decepção com o resultado da votação do Parlamento, a falta de limão no mercado ou as coisas absurdas que acontecem na escola do meu filho Teo, de 12 anos. Com isso, penso contribuir para as mudanças que julgo necessárias em meu país.
Como consegue manter o blog?
Em Cuba, isso é uma aventura. Faço os textos em casa e depois busco um lugar onde possa me conectar. Lamentavelmente, só os altos funcionários do governo ou os estrangeiros que vivem no país podem ter uma conexão em casa. Dependo dos dois cibercafés públicos que há em Havana e dos hotéis. As filas nos cibercafés públicos chegam a durar três horas e os preços são proibitivos: entre 5 e 6 pesos conversíveis por hora, o que significa quase um terço do salário do cubano médio. Nos hotéis, é ainda mais caro. Por tudo isso, meu blog não tem uma atualização diária. Mas os visitantes me perdoam (a página tem em torno de 4 milhões de acessos por mês).
Existe censura do governo sobre o conteúdo do GENERACIÓN Y?
Direta, não. O que já ocorreu foram invasões de hackers que me insultaram e tumultuaram as discussões. Suponho que sejam pessoas que conheço, gente da imprensa oficial. Mas nunca houve censura explícita.
Entre 2002 e 2004, você morou na Suíça.
O que pretendia ao mudar-se para lá?
Ir embora definitivamente, por causa da situação econômica de Cuba. Conseguimos – eu, meu marido e meu filho – permissão para viajar, provando que iríamos visitar amigos.
E por que resolveram voltar?
Meus pais adoeceram e precisavam de mim. Tive medo de ser presa, mas voltei mesmo assim. Quando fui ao departamento de imigração pedir a repatriação, encontrei muitas pessoas que, por diversos motivos, decidiram voltar também, mesmo correndo o risco de sofrer represálias. Não recebi nenhuma punição, mas as autoridades da imigração me advertiram de que eu "nunca mais voltaria a sair do país".
Do que mais sente falta em Cuba?
De um transporte público que funcione e de mais facilidade para comprar comida, que é um motivo de neurose para qualquer dona-de-casa cubana. Mas sinto falta, principalmente, de um ambiente político neutro e da possibilidade de participar das decisões que afetam a vida de todos. Aqui, só recebemos ordens. O ambiente militarizado me sufoca. Sinto-me como um soldado, ouvindo o tempo todo expressões de guerra: "lutar", "resistir", "revolução".
Qual é a expectativa dos cubanos com a ascensão de Raúl Castro?
Infelizmente, sinto que, entre as pessoas da minha geração, reina a apatia política. Sentimos que o país não nos pertence. Neste sistema paternalista em que vivemos, fizeram com que sempre esperássemos por ordens que vêm de cima, o que criou uma espécie de paralisia. As pessoas precisam começar a sentir que esta ilha lhes pertence e parar de esperar as soluções do governo – ou de fazer planos de ir embora
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2 comentários:

  1. Magnífico exemplo da força de uma pessoa decidida, determinada e inconformada com sua realidade. Pessoas de fibra são poucas, mas mudam essa realidade mais dia menos dia. São elas que fazem a raça humana valer a pena.

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  2. Olá meu amigo Drummond,

    sempre que tenho um tempinho estou no pedaço, conferindo a excelente Oficina de Gerência. Tenho me dedicado mais à pintura de uma série de quadros que serão exposto no final de agosto, em Brasília, e depois em Cabo Frio e Teresópolis. Mas desta vez eu não consigo ficar apenas como leitor. Realmente, Yoani Sánchez é o exemplo do que está por vir, muito rapidamente: o poder está migrando das mãos de uns poucos ditatoriais "donos da verdade", para as mãos do cidadão comum, via internet. Certamente, há um risco de que tal poder acabe sendo cassado, mas no momento, felizmente, quem controla a internet está longe de se transformar num Fidel Castro & Cia.
    Enquanto os Estados Unidos, com todos os erros do Bush, continuar a ter a Constituição que tem, estamos livres do desastre da cassação. Infelizmente, os balseiros cubanos ainda vão existir por algum tempo. Enquanto isso, meu voto é : Vida longa para as Yoani do mundo!

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Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Sua participação me incentiva e provoca. Obrigado.