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||| 17 de abril DE 2026 ||| 6ª feira ||| Dia Internacional das Lutas Camponesas e Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária ||| "Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe" (Oscar Wilde) |||

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O Dia Internacional das Lutas Camponesas é celebrado anualmente em 17 de abril. A data foi instituída pela Via Campesina em memória do "Massacre de Eldorado dos Carajás" (1996), no Pará, marcando a resistência camponesa mundial, a luta pela reforma agrária, justiça social e soberania alimentar. Origem: Criado após o assassinato de 19 trabalhadores rurais sem-terra em 17 de abril de 1996. Foco: Ação global pela reforma agrária, contra o agronegócio predatório e em defesa dos direitos dos trabalhadores do campo. No Brasil, a data também é conhecida como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Ações: Historicamente, abril é um mês de intensas mobilizações, ocupações e marchas organizadas pelos movimentos sindicais rurais. A data é um marco para refletir sobre a agricultura familiar, a produção de alimentos saudáveis e o acesso à terra.


Sofia Prokofieva Sofia Leonidovna Prokofieva (14 de maio de 1928 – 7 de maio de 2025), foi uma escritora, poetisa, tradutora, dramaturga, roteirista e autora soviética e russa de livros infantis e contos de fadas e histórias mágicas para crianças em idade pré-escolar. Suas obras receberam diversos prêmios internacionais, incluindo o Prêmio Kodai no Japão para o melhor livro infantil e o Prêmio Nacional de Literatura "Caneta de Ouro da Rússia". Seus contos de fadas foram traduzidos para mais de vinte idiomas, muitos dos quais foram adaptados para o cinema e para animações.


domingo, 15 de março de 2009

Emilio Odebrecht na Folha de São Paulo: Oportunismos ou Oportunidades?

Emílio Odebrecht vai, a cada coluna domingueira, justificando a aposta que a Folha de São Paulo fez nele. Está cada vez mais elaborado nos seus textos. Criando frases e se soltando. Deixando aquela postura tipo "queixo-duro" de empresário.

Seus artigos recentes, comparados aos do início de sua "carreira" como colunista da Folha, estão com estão mais criativos e abordando temas mais subjetivos sem perder o toque do DNA de quem herdou e conseguiu fazer prosperar uma das maiores grifes do mundo corporativo do Brasil.


Neste artigo ele aborda uma interessante dicotomia. Oportunidades e oportunismos. Leiam uma das frases do texto:

  • "Aproveitar oportunidades é uma coisa; outra, bem diversa, é agir de maneira oportunista. Organizações sérias optam pela primeira e evitam cuidadosamente a segunda."

Nestes tempos de crises e consequentes oportunidades o pensamento de Emílio Odebrecht é mais que compatível com as realidades que nos cercam a todos. Confiram, por favor.



São Paulo, domingo, 15 de março de 2009



http://www.digirolamo.com.br/images/emilio.jpg
EMÍLIO ODEBRECHT

Oportunidade ou oportunismo

NOS DICIONÁRIOS , oportunidade é definida como circunstância favorável para a realização de algo; é um ensejo. Já oportunismo, entre outras coisas, significa comportamento de quem subordina seus princípios a interesses momentâneos.

O Brasil já foi definido como uma terra de oportunidades. Continua sendo. Aqui ainda há muito por fazer. Por exemplo, estradas, portos, escolas, hospitais, saneamento básico e bibliotecas, incentivo à cultura, desenvolvimento tecnológico e educação de qualidade.

Continuamos um solo fértil para iniciativas empresariais, com demandas latentes à espera de quem as satisfaça. A conjuntura é difícil, mas não nos impede de dizer que somos um país economicamente estável, com população crescente e cuja distribuição de renda tem melhorado -fatores que incentivam a atividade produtiva.

Convém lembrarmos, porém, que empresas competentes são aquelas que tiram partido das oportunidades de forma sustentável, pautando suas ações por uma visão de longo prazo.

Iniciativas que visam o ganho fácil e imediato costumam ser efêmeras.

Oportunidades devem ser aproveitadas quando claramente se encaixam no foco de atuação da empresa. Aplicar dinheiro em pechinchas sem conexão com a atividade-fim pode ser uma temeridade, por maior que pareça o retorno prometido.

Operações deste tipo só fazem sentido se resultarem em maior capacidade produtiva, ganhos de sinergia e melhores bens e serviços para os consumidores.

Empresas devem criar riqueza nova, não apenas reciclar a antiga, porque a atividade econômica precisa agregar valor à coletividade para legitimar-se socialmente.

Aproveitar oportunidades é uma coisa; outra, bem diversa, é agir de maneira oportunista. Organizações sérias optam pela primeira e evitam cuidadosamente a segunda.

Bons negócios pedem intuição para serem percebidos e criatividade para serem cultivados. Empresas donas de sólida visão do futuro sabem da importância de tais predicados.

As companhias que usam bem as chances que surgem encaram desafios com bravura e têm ousadia para atuar em escala não apenas local mas mundial. São essas as características das jovens multinacionais brasileiras que hoje operam com êxito em todo o globo.

O bom empresário é aquele que sabe usar a força das circunstâncias e que, além de não deixar escapar as oportunidades com que depara, também as cria. Não contempla o mundo, transforma-o.


EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna.




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