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John Ronald Reuel Tolkien, conhecido mundialmente como J. R. R. Tolkien (Bloemfontein, 3 de janeiro de 1892 – Bournemouth, 2 de setembro de 1973), foi um escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na atual África do Sul, que recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954. É autor das obras como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. Em 28 de março de 1972, Tolkien foi nomeado Comendador da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II. As suas obras foram traduzidas para mais de cinquenta idiomas, vendendo mais de 200 milhões de cópias e influenciando continuadamente gerações e gerações. Em 2008, The Times listou Tolkien como o sexto entre os maiores escritores Britânicos desde 1945. Em 2009, a revista Forbes listou as 13 celebridades mortas que mais lucraram no respectivo ano. Tolkien alcançou a quinta posição, com ganhos estimados em 50 milhões de dólares.[https://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien]


sábado, 28 de março de 2009

César Maia nos traz lições valiosas.

Desta vez César Maia saiu um pouco do casulo de colunista comedido e cheio de dedos para dizer o que pensa e colocar para fora seus talentos de analista politico e experiente administrador.

Neste artigo ele comenta sobre a postura do Partido Democrata dos EUA com fulcro em um artigo de Andrew (Drew) Westen escrito para o presidente Obama.

No texto, César Maia, faz colocações importantes sobre a postura que o Partido Democrata e consequentemente do governo Barack Obama está assumindo frente aos problemas que está encontrando. Confiram

Como gosto de fazer, recomendo aos leitores que promovam as "sinapses" entre os conceitos das palavras escritas por César Maia (que são dirigidas ao mundo politico) e o cotidiano do mundo corporativo. Principalmente no ultimo paragrafo. É um ótimo exercicio mental.




São Paulo, sábado, 28 de março de 2009


Política e posição fetal

DREW WESTEN* , DW, é consultor de psicologia social. Sessenta dias antes das eleições, escreveu longo artigo para Obama. O foco de DW é nunca baixar a guarda nem deixar o outro lado controlar a mensagem e as narrativas da campanha. Ele critica a estratégia usual do Partido Democrata (PD) de não ter posição firme.

"Se Obama não pode dizer a verdade sobre o que há de errado com o adversário, não está falando honestamente ao eleitor, independentemente de sua motivação", afirma. Quando se tem uma escolha entre opções, diz DW, décadas de pesquisas em psicologia social mostram dois princípios da persuasão: chegar à frente para contar o seu lado da história e preparar-se para atacar o que o outro deve dizer. Lista as dez maneiras de evitar que o PD tenha mais um final triste.

1.Na política não há criacionismo: use o conhecimento acumulado em comunicação de massa. O PD acha que responder a um ataque é realçar o ataque. Deve atentar à psicologia social sobre o que funciona ou não.

2. Pare de jogar damas se o outro lado joga xadrez. Os republicanos pensam seis lances à frente. O PD, um de cada vez.

3..Não confundir mensagens positivas/negativas com éticas/antiéticas:
  • "Eleitores votam com suas emoções, e se você se recusa a falar verdades negativas sobre o seu oponente, está enganando o eleitorado e pondo em risco sua eleição. Emoções positivas e negativas estão independentes dentro do cérebro. Se não bater logo, você cederá metade do cérebro. E não se ganha eleições com meio cérebro".
4. Se os ataques de seu adversário refletem um problema de caráter, ataque o caráter dele.

5. Focalize em "nós" se o adversário quer falar sobre "eles". Não deixe dividirem os valores entre "nós e eles".

6. Conte três histórias sobre o adversário, nem mais, nem menos.

7. Fortaleça a mensagem de mudança com dois ou três assuntos de impacto. Acredite nas campanhas políticas emocionalmente evocativas, embasadas em valores.

8. Prepare-se. Seu publicitário pode não servir para os debates.

9. Dirija-se ao olho do furacão, ao centro da tempestade. Não fuja.

10. A equipe de Obama, e ele mesmo, precisam olhar para dentro.

Por anos, o PD fugiu da controvérsia, abandonou o conflito, preocupado com temas "radioativos". Fale claramente sobre os valores que o levaram a tomar a posição que tomou. DW lembra que, de uma perspectiva psicológica, poucas ações são determinadas por um único motivo.

PD sempre ofereceu razões elevadas para não responder atacando. Suas razões vêm com evasivas: "Projetam covardia". E finaliza dizendo que, na política, é possível tomar qualquer posição, exceto uma posição fetal.


*
Drew WestenDrew Westen (Andrew Westen) é Professor dos Departamentos de Psicologia e Psiquiatria na Universidade de Emory, em Atlanta, Geórgia. Ele recebeu a sua formação universitária (BA) da Harvard University, um MA em Pensamento Político e Social da Universidade de Sussex (Inglaterra), e um doutorado in Clinical Psychology da University of Michigan , em Psicologia Clínica da Universidade de Michigan, onde lecionou introdução à psicologia, durante vários anos. Dr. Westen é o autor de três livros e mais de 150 artigos acadêmicos. Ele freqüentemente faz comentários sobre política e questões psicológicas na rádio, televisão e na imprensa. Ele é o autor de "O Cérebro Político: O Papel da Emoção em Decidindo o destino da Nação", e é o fundador da Westen Estratégias, LLC, uma consultoria política e empresarial." (...)

CESAR MAIA escreve aos sábados nesta coluna.

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