||| 04 de setembro DE 2026 ||| 6ª feira ||| Dia Internacional da Saúde Sexual ||| *Reflexão: "Conservar algo que possa recordar-te seria admitir que eu pudesse esquecer-te". -- William Shakespeare . |||

 

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No dia 4 de setembro, o mundo celebra o Dia Mundial da Saúde Sexual. Este dia é uma oportunidade para refletir sobre a importância da saúde sexual em nossa vida e nas comunidades ao redor do globo. A saúde sexual é um componente essencial do bem-estar integral, afetando não apenas nossa saúde física, mas também nossa saúde emocional e mental. Neste artigo, exploraremos a importância da saúde sexual, os desafios que muitas pessoas enfrentam e como promover uma saúde sexual positiva em todo o mundo. A saúde sexual vai além da ausência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e gravidez indesejada. Ela engloba uma ampla gama de aspectos, incluindo a capacidade de expressar nossa sexualidade de maneira satisfatória, segura e consensual. Isso envolve o acesso à informação sexual precisa, educação, serviços de saúde sexual, direitos sexuais e reprodutivos e relações sexuais baseadas no respeito mútuo. Embora tenhamos avançado consideravelmente na promoção da saúde sexual nas últimas décadas, ainda enfrentamos desafios significativos. A discriminação com base na orientação sexual, identidade de gênero e outras características pessoais continua a ser uma barreira para muitas pessoas. Além disso, a falta de acesso a serviços de saúde sexual, incluindo contraceptivos e educação sexual abrangente, afeta negativamente a saúde de muitos indivíduos em todo o mundo. A promoção da saúde sexual é um compromisso contínuo que todos podemos assumir. Aqui estão algumas maneiras de contribuir para um mundo com melhor saúde sexual: Educação Sexual: Promova a educação sexual aberta e baseada em evidências em escolas, comunidades e em casa. A educação é uma ferramenta poderosa para a prevenção de DSTs e gravidez indesejada. Respeito à Diversidade: Respeite todas as formas de orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero. Todos têm o direito de viver sua sexualidade de forma autêntica. Acesso a Serviços de Saúde: Lute por políticas que garantam o acesso igualitário a serviços de saúde sexual, incluindo contraceptivos, exames de DSTs e aconselhamento. Consentimento: Promova a importância do consentimento em todas as relações sexuais. O consentimento mútuo é fundamental para relações sexuais saudáveis e seguras. Quebra de Estigmas: Trabalhe para eliminar estigmas relacionados à saúde sexual e mental. O estigma pode impedir que as pessoas busquem ajuda quando necessário. O Dia Mundial da Saúde Sexual é um lembrete para todos nós sobre a importância de promover a saúde sexual em nossas vidas e comunidades. Ao abordar desafios como a discriminação, falta de acesso a serviços e desinformação, podemos criar um mundo onde todos tenham a oportunidade de viver uma vida sexual saudável e satisfatória. Vamos aproveitar esta data para inspirar a mudança positiva e construir um futuro onde a saúde sexual seja um direito fundamental para todos.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Uruguai acorda do pesadelo de uma ditadura nefasta e inicia seu retorno sofrido à democracia.

9 de março de 1985 — A volta da democracia uruguaia
Jornal do Brasil: Uruguai
A ditadura uruguaia foi implantada em 1973 e só acabou em 1985, com a eleição de Julio Maria Sanguinetti. Dois meses antes da posse do novo governo, 63 presos políticos foram libertados. Sanguinetti assumiu a presidência com a promessa de que entregaria à Justiça os casos mais graves de corrupção e de atentado aos direitos humanos. O compromisso não foi cumprido, e no fim de seu mandato Sanguinetti sancionou a Lei de Caducidade Punitiva do Estado, que anistiava militares e policiais que torturaram e assassinaram militantes políticos durante a ditadura.

O novo presidente governaria um país devastado por graves problemas financeiros. O Uruguai perdera 15% do seu Produto Interno Bruto - soma de todas as riquezas produzidas no país - em três anos. E, se fosse atender a todos os compromissos da dívida externa, como juros, amortizações etc., gastaria 90% das suas reservas, e só lhe restariam 10% para importar o que o país necessitava. Enquanto os jovens emigravam em massa para outros países em busca de uma vida melhor, o governo tinha de pagar 250 mil aposentadorias e pensões a 188 mil pessoas, isso em um país de 3 milhoes de habitantes. Havia casos em que uma só pessoa recebia quatro ou até cinco benefícios. O efetivo militar era de 70 mil homens, número excessivo para a reduzida população do país. Os militares gozavam de muitos privilégios e estavam infiltrados em todas as áreas da economia. 
Grupos ligados aos direitos humanos acusavam os militares de terem assassinado 32 uruguaios dentro do próprio país e outros 132 fora do Uruguai, durante a Operação Condor – esquema de cooperação firmado entre os militares do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, para perseguir opositores aos regimes em toda a América do Sul. 

Lei de Anistia pode ser anulada
O Congresso Nacional uruguaio aprovou por 69 votos contra 2, em fevereiro deste ano, a anulação da anistia concedida aos militares envolvidos em casos de tortura. A última palavra sobre a inconstitucionalidade da lei de anistia será da Suprema Corte de Justiça, que terá 110 dias para se pronunciar.
A discussão sobre a anistia foi reaberta pelo atual presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que, por meio da Procuradoria da Justiça, pediu a revisão da lei para o caso de uma estudante sequestrada enquanto escrevia a frase "abaixo a ditadura" em um muro. A estudante, que era militante comunista, acabou sendo morta em 1974 em uma unidade militar. 

 

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