||| 01 de junho DE 2026 ||| 2ª feira ||| dia nacional da imprensa ||| Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente. (William Shakespeare) |||

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O Dia Nacional da Imprensa é comemorado no dia 01 de junho. A data foi escolhida em 1999 para homenagear o dia em que começou a circular pelo Brasil a primeira publicação do periódico Correio Brazilienze, em 1808, criado pelo jornalista Hipólito José da Costa. O Correio Brazilienze era impresso mensalmente em Londres, mas foi o primeiro jornal a exercer a atividade jornalística e formar opinião pública no Brasil. Antes disso, até o governo de Fernando Henrique Cardoso, o Dia Nacional da Imprensa era comemorado no dia 10 de setembro, data em que começou a circular o jornal Gazeta do Rio de Janeiro, também no ano de 1808.

pensamento dia

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Frase

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Mohandas Karamchand Gandhi (Porbandar, 2 de outubro de 1869 — Nova Deli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido como Mahatma Gandhi ("Venerável Gandhi", sendo Mahatma um título), foi um advogado estadista, líder espiritual e ativista indiano. Considerado também um líder religioso, além de nacionalista, anticolonialista e especialista em ética política indiana. Ficou conhecido por ter empregado a resistência não violenta para liderar a campanha bem-sucedida pela independência da Índia do Reino Unido e, por sua vez, por inspirar movimentos pelos direitos civis e pela liberdade em todo o mundo. O título honorífico Mahātmā (do sânscrito: "de grande alma", "venerável"), aplicado-lhe pela primeira vez em 1914 na África do Sul, é agora usado em todo o mundo. O aniversário de Gandhi, 2 de outubro, é comemorado na Índia como Gandhi Jayanti, um feriado nacional e em todo o mundo como o Dia Internacional da Não Violência. Gandhi nasceu e foi criado em uma família hindu no litoral de Guzerate, oeste da Índia, e se formou em Direito no Inner Temple, Londres, Inglaterra. É comumente — embora não formalmente — considerado o Pai da Pátria indiana, também chamado de Bapu (Guzerate: carinho por pai, papa). Seguia o princípio da não violência incorporado à desobediência civil, e empregou pela primeira vez a desobediência civil não violenta como advogado expatriado na África do Sul, na luta da comunidade indiana pelos direitos civis. Após seu retorno à Índia em 1915, começou a organizar camponeses, agricultores e trabalhadores urbanos para protestar contra o imposto sobre a terra e a discriminação excessiva. Assumindo a liderança do Congresso Nacional Indiano em 1921, Gandhi liderou campanhas nacionais para várias causas sociais e para alcançar o Swaraj ou o autogoverno. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi}

 

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Protesto deu certo. Campanha de Marta Suplicy retira do ar peça de campanha preconceituosa.


Ontem, nos unimos à onda de protestos contra a peça de publicidade da campanha da candidata Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo [leia aqui]. O movimento deu certo. A publicidade foi retirada do ar. Espero que a equipe de campanha não queira ser muito "esperta" e deixar a mesma propaganda apenas retirando a pergunta que gerou o protesto (veja imagem acima). Se fizer isto, não terá atendido aos protestos e vai se desmoralizar mais ainda. Vai repetir aquela velha piada "de colocar dois bodes, fedorentos, na sala para depois das reclamações, retirar um e deixar o outro".

Até o Presidente Lula e a direção do partido da candidata se posicionaram contra a (infeliz) iniciativa. Alguém - "iluminado" - na equipe da candidata teve a "brilhante" idéia. Isto acontece, muito, nos trabalho de equipes em projetos de duração e foco determinados. Uma campanha política é um dos projetos mais complexos para se "tocar". É comum que componentes do time, na hora do "pega prá capar", surgirem com uma ou várias idéias, estapafúrdias, mas que ninguém percebe na hora que são desastrosas. São inúmeros os casos catalogados de projetos que fracassaram assim. É , neste momento, que entra a marca do líder. Não a do chefe ou do gerente, mas a "mão" do líder . Se ele existir, naquele grupo, perceberá, antes de qualquer outro, as conseqüências das funestas idéias e as vetará. Com certeza, muitos de vocês já viram ou vivenciaram algo semelhante acontecer no mundo corporativo em que porventura pertençam; nas suas próprias famílias ou de amigos; e onde quer que se reúnam pessoas para desenvolver um projeto.

Fico satisfeito pela reação da opinião pública. O protesto - rápido e preciso - mostra que nossa sociedade evoluiu e está atenta. Não permite mais a exploração, deformada, da intimidade alheia nas campanhas políticas; e por analogia, em nenhuma outra situação que envolva pessoas públicas (principalmente). O próprio Presidente da República, correligionário da candidada, condenou a iniciativa.

A propósito, lembro que em 1898, o então candidato, Lula foi uma das maiores vítimas dessa abominação. Na primeira tentativa para se eleger Presidente da República chegou ao 2º turno e a campanha do seu opositor - Fernando Collor - "sacou" contra ele o caso (pessoal) da sua filha Lurian. Absolutamente pessoal. Naquele momento a sociedade reagiu de forma inversa à de hoje; aceitou a iniqüidade. Julgou (e condenou) o então candidato, ex-torneiro mecânico Lula, a ponto de tirar-lhe muitos votos. Lembro-me disso como se fosse hoje. Um horror! Uma atitude obscena da exposição pública de uma questão familiar e pessoal, mas que, naquele ano de 1989, foi "admitida" por grande parte do eleitorado (e de várias camadas sociais).

Pelo menos esse ganho, de qualidade, no comportamento social podemos contabilizar. A opção, desumana e maldosa, da campanha da candidata Marta Suplicy só teve apoio dos fanáticos, ignorantes e preconceituosos. Estes sempre vão existir, mas mostram-se cada vez mais, uma minoria barulhenta e - nestes casos deve ser assim mesmo - flagrantemente marginalizada pelos cidadãos de bem que tomaram conhecimento do fato.
Leiam, abaixo, a matéria do Estadão.com sobre a retirada da publicidade.

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PT decide tirar do ar pergunta que faz ataque à vida pessoal de Kassab

(Por Guilherme Meirelles, Gabriel Manzano Filho, Vera Rosa e Roldão Arruda)

"O comando da campanha de Marta Suplicy (PT) vai tirar do ar o comercial de TV que trata da vida privada do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição. Diante dos protestos de eleitores que viram preconceito na propaganda de Marta, perguntando se Kassab é casado e tem filhos, a equipe petista avaliou ontem que é melhor recuar para evitar mais desgaste.
A propaganda dividiu o partido, provocou protestos de eleitores e mais um problema para a campanha petista, que já vive situação difícil. Em conversas reservadas, dirigentes do PT definiram a nova estratégia como "um tiro no pé".
Na opinião do cientista político Alberto Carlos Almeida, do Instituto Análise, questionar a vida pessoal do oponente, perguntando se é casado e se tem filhos, foi um erro que deverá marcar a carreira política de Marta e não terá nenhum efeito eleitoral. Para ele, pode acontecer até o contrário: ela perder votos em setores da classe média, como os que apoiaram Soninha, do PPS.
O primeiro sinal de que o comercial causou fissuras no PT partiu do Comitê Pró-Marta Prefeita formado por gays, lésbicas, bissexuais e travestis. Em nota distribuída ontem pela manhã, o comitê classificou a propaganda de preconceituosa e moralista. Também pediu "com veemência" que o comercial não seja mais exibido.
Para Julian Rodrigues, que faz parte do comitê e também da coordenação setorial LGBT do PT nacional, Marta não pode apelar para um discurso "obscurantista e conservador" na disputa. "O que ocorreu é incompreensível", afirmou.
Almeida, autor de dois lançamentos bem-sucedidos, A Cabeça do Brasileiro e A Cabeça do Eleitor, comparou a tentativa de explorar a vida pessoal de Kassab com o episódio de 1989, quando o então candidato à Presidência Fernando Collor revelou que seu rival Luiz Inácio Lula da Silva tinha uma filha fora do casamento - Lurian, fruto de sua ligação com Miriam Cordeiro. "Ali o efeito eleitoral, se existiu, foi pequeno e talvez tenha se devido mais à maneira como a TV Globo editou a notícia."
Como ele, também o professor Marco Antonio Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas, entende que o gesto pode se voltar contra o PT, "pois com ele o partido rasgou a sua história". "Hoje não há mais o efeito Lurian", diz o professor.
Mesmo tendo decidido retirar a propaganda do ar, o PT considerou a reação descabida. O coordenador-geral da campanha de Marta, deputado Carlos Zarattini (SP), distribuiu no fim da tarde uma nota na qual atribui tudo a "insinuações" feitas por "alguns veículos".
Para Zarattini, a equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil de Kassab, "em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito de o eleitor conhecer, em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do País".
Ele também disse, em sua nota, que as insinuações "absurdas e cínicas" sobre invasão de privacidade do outro candidato são inaceitáveis. "Basta lembrarmos da história de Marta, protagonista das principais lutas em defesa dos direitos da mulher e das liberdades individuais", destacou.

DOSAGEM
As reações negativas estão levando o PT a reavaliar o tom da campanha daqui para a frente. Em reunião realizada ontem, integrantes dos partidos que apóiam a coligação de Marta reafirmaram que é preciso demarcar trajetórias e biografias. O difícil será definir a dose de agressividade.
A idéia é nacionalizar a disputa, pegar carona na popularidade do presidente Lula e exibir as "forças políticas" que apóiam os dois candidatos. "O tom vai ser duro e a linha de confronto vai continuar", garantiu o vereador eleito Jamil Murad (PC do B), que participou da reunião.
A estratégia, porém, prevê a substituição dos ataques pessoais pela ênfase no duelo político. "Vamos mostrar que do lado de Marta estão as forças políticas que puseram o Brasil na rota do desenvolvimento e, de outro, as que atolaram o País", disse Murad.
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