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O Dia Mundial dos Oceanos (World Ocean Day) é celebrado em 8 de junho. O objetivo desta data é relembrar a importância dos oceanos para o equilíbrio da vida no planeta Terra. E, para isso, são realizadas várias atividades de conscientização civil sobre os perigos enfrentados atualmente pelos oceanos. Os oceanos constituem dois terços da superfície terrestre e são o principal regulador térmico do planeta. Hoje, o grande desafio é minimizar o impacto que as atividades humanas estão provocando nos oceanos. É importante conscientizar governos, populações e demais entidades para a urgência de criar medidas que protejam os oceanos. fundo do mar com vegetação e peixes Origem do Dia dos Oceanos O Dia dos Oceanos foi criado durante a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro. A data é celebrada desde 1992, no entanto, a ONU (Organização das Nações Unidas) apenas oficializou a comemoração em 2008.

pensamento dia

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Frase

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Lao Zi ou Laozi (também conhecido como Lao-Tzu, Lao-Tze e Lao Tsé, (literalmente "Velho Mestre") foi um filósofo e escritor da Antiga China. É conhecido por ser o autor do importante livro Tao Te Ching, por ser o fundador do taoismo filosófico e por ser uma divindade no taoismo religioso e nas religiões tradicionais chinesas. Embora seja uma figura lendária, Lao Zi é geralmente situado por volta do século VI a.C. Pensa-se que foi contemporâneo de Confúcio, mas alguns historiadores acreditam que ele viveu no Período dos Estados Combatentes, algures nos séculos V e IV a.C. É uma personagem-chave na cultura chinesa: tanto os imperadores da dinastia Tang como as pessoas hodiernas do apelido Li consideram-no o fundador da sua linhagem. O trabalho de Lao Zi tem sido adoptado por vários movimentos antiautoritários e pelo legalismo chinês. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Lao_Zi]

 

domingo, 2 de março de 2008

A Origem da Corrupção - Stephen Kanitz

Para não me alongar, este artigo do brilhante Stephen Kanitz é um dos mais bem articulados que conheço sobre a questão da corrupção (conheça a sua página oficial: http://www.kanitz.com). Pena que não dá para coloca-lo integralmente aqui no post, mas recomendo fortemente, a quem se interessar pelo tema, que clique no link, ao final do texto para conhece-lo.
Por ter exercido funções de direção no Governo Federal e na iniciativa privada posso dizer que vi e vivenciei muitas situações que poderiam ser apontadas como "de corrupção". Tinham todos os indícios e componentes. Todavia, como os atos de corrupção não deixam registros formais (salvo quando descobertos) é impossível tratar da questão abertamente.
Denunciar corrupção exige nomes, datas, documentos, gravações, provas cabais e concretas. E tudo isto é muito raro de se reunir, por óbvias razões. A expectativa de impunidade também é um fator primordial para a manutenção desse "status quo" perverso na administração pública (principalmente) e privada brasileiras. E é sempre bom registrar que corrupção é algo que remonta às origens das sociedades organizadas pela raça humana. Onde existir dinheiro público ou negócios sendo fechados (grande, médios ou pequenos) haverá sempre a sombra da corrupção. É inevitável.
Por isto o artigo do Stephen Kanitz, escrito em 1999 (nada mudou...), vai no âmago da questão. Leiam-no - os interessados - para abrir um pouco mais o leque de entendimento desta "doença endêmica" que aflige o nosso país.
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A Origem da Corrupção
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"O Brasil não é um país intrinsecamente corrupto. Não existe nos genes brasileiros nada que nos predisponha à corrupção, algo herdado, por exemplo, de desterrados portugueses.

A Austrália que foi colônia penal do império britânico, não possui índices de corrupção superiores aos de outras nações, pelo contrário. Nós brasileiros não somos nem mais nem menos corruptos que os japoneses, que a cada par de anos têm um ministro que renuncia diante de denúncias de corrupção.

Somos, sim, um país onde a corrupção, pública e privada, é detectada somente quando chega a milhões de dólares e porque um irmão, um genro, um jornalista ou alguém botou a boca no trombone, não por um processo sistemático de auditoria. As nações com menor índice de corrupção são as que têm o maior número de auditores e fiscais formados e treinados. A Dinamarca e a Holanda possuem 100 auditores por 100.000 habitantes. Nos países efetivamente auditados, a corrupção é detectada no nascedouro ou quando ainda é pequena. O Brasil, país com um dos mais elevados índices de corrupção, segundo o World Economic Forum, tem somente oito auditores por 100.000 habitantes, 12.800 auditores no total. Se quisermos os mesmos níveis de lisura da Dinamarca e da Holanda precisaremos formar e treinar 160.000 auditores."
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"Países avançados colocam seus auditores num pedestal de respeitabilidade e de reconhecimento público que garante a sua honestidade..."
"Uma mãe inglesa e americana sonha com um filho médico, advogado ou contador público. No Brasil, o contador público foi substituído pelo engenheiro..."
"Bons salários e valorização social são os requisitos básicos para todo sistema funcionar, mas no Brasil estamos pagando e falando mal de nossos fiscais e auditores existentes e nem ao menos treinamos nossos futuros auditores..."
"Como o custo da auditoria é muito grande para ser pago pelo cidadão individualmente, essa é uma das poucas funções próprias do estado moderno..."


"O capitalismo remunera quem trabalha e ganha, mas não consegue remunerar quem impede o outro de ganhar roubando. Há quem diga que não é papel do Estado produzir petróleo, mas ninguém discute que é sua função fiscalizar e punir quem mistura água ao álcool. Não serão intervenções cirúrgicas (leia-se CPIs), nem remédios potentes (leia-se códigos de ética), que irão resolver o problema da corrupção no Brasil. Precisamos da vigilância de um poderoso sistema imunológico que combata a infecção no nascedouro, como acontece nos países considerados honestos e auditados. Portanto, o Brasil não é um país corrupto. É apenas um país pouco auditado..." (continua)
(leia o artigo completo no link A Origem da Corrupção - Stephen Kanitz)*
* Este artigo foi publicado na Revista Veja, edição 1600, ano 32, nº 22, de 2 de junho de 1999, página 21.
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