12 DE DEZEMBRO DE 2025 ||| 6ª feira ||| Dia Mundial da Saúde Universal. ||| "A fé e a esperança nos fazem ver o invisível, crer no incrível e receber o impossível"(Pensador) |||

Bem vindo

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O Dia Mundial da Saúde Universal, instituído pela ONU em 2012, é lembrado todos os anos em 12 de dezembro. A data destaca a importância da cobertura universal de saúde, garantindo que ninguém seja privado de atendimento por falta de recursos. Em 2025, o lema da campanha é “Custos de saúde inacessíveis? Chega!”, chamando atenção para os desafios que ainda persistem: milhões de pessoas continuam sem proteção adequada, enquanto outras enfrentam dificuldades financeiras para cuidar da própria saúde. Mais do que uma celebração, o dia é um convite à ação: governos, instituições e sociedade devem se unir para construir sistemas de saúde inclusivos, equitativos e sustentáveis. Afinal, saúde universal não é privilégio, é um direito humano fundamental.


Antonio Sebastiano Francesco Gramsci ( Ales, 22 de janeiro de 1891 – Roma, 27 de abril de 1937) foi um filósofo marxista, escritor, teórico político, jornalista, crítico literário, linguista, historiador e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia, história e linguística. Foi membro-fundador e secretário-geral do Partido Comunista da Itália, e deputado pelo distrito do Vêneto, sendo preso pelo regime fascista de Benito Mussolini. Gramsci é reconhecido, principalmente, pela sua teoria da hegemonia cultural que descreve como o Estado usa, nas sociedades ocidentais, as instituições culturais para conservar o poder.

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O povo ganha e Kadhafi está no fim.


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D
e toda essa luta da população contra o governo do ditador Muammar Kadhafi que se desenvolve na Líbia há uma lição, tão velha quanto a história. Os líderes do mundo inteiro já deveriam tê-la aprendido. O povo unido contra um governo opressor não pode ser vencido. Pode demorar, mas o final é inevitável e o estamos assistindo mais uma vez.
Kadhafi não acreditou nessa sentença que a história já impôs a tantos outros ditadores e está amargando uma derrota que deverá levá-lo ao fundo da vala por conta de sua insensatez. A queda completa da sua ditadura está decretada. As lutas que ainda se sucedem neste dia 22 de agosto são apenas focos dos estertores daqueles que têm muito a perder com a ruína de Kadhafi e seus asseclas. O próprio tirano está com paradeiro incerto. Fugiu? Está no palácio? Vai resistir até a morte como tem declarado? Ninguém aposta em qual será o final do mal-encarado e extravagante (ex) líder da Líbia no poder desde 1969.
A queda de Kadhafi certamente vai acelerar a do "presidente" da Síria, Bashar al Assad, que está há meses reprimindo protestos com mão de ferro e matando a população do seu próprio país que exige sua renúncia. É outro que não aprendeu a lição e vai, também, pagar um preço alto por sua insensatez..
É isso! O fim de Kadhafi é apenas a continuidade de uma revolução histórica que está varrendo o mundo dos povos muçulmanos com o descarte dos governos que oprimiram sua população mais pobre e privilegiaram os multimilionários xeques e seus comparsas com o dinheiro que jorra dos poços de petróleo. 
As revoltas já modificaram a geopolítica da região na Tunísia e no Egito. A Líbia já está com o passaporte na mão para entrar no "clube". No Marrocos a monarquia salvou-se ao entregar os anéis e preservar os dedos promovendo reformas.  Os próximos serão a Síria, o Iêmen e o Bahrein e não ficarão de fora em futuro subsequente todos os demais países que não se ajustarem às exigências que os protestos populares colocam nas ruas.
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O que vai ser do mundo após essas reviravoltas? Nenhum "profeta" se arrisca a prever. Será um cenário completamente novo que se desenha no bojo dessas mudanças tão drásticas? Como vão ficar os interesses dos países ricos do Ocidente que manipulam suas relações com esses ditadores apoiando-os (e abandonando-os) ao sabor das suas conveniências? Estes são alguns dos paradigmas novos que se impõem à futura história da humanidade.
Nada - nestes tempos bicudos - ocorre por acaso. Está tudo interligado. As crises econômicas nos países ricos, a recente onda de vandalismo em Londres, os protestos dos "indignados" na Espanha e dos estudantes  no Chile, as rebeliões e as guerras civis no Oriente Médio... Todos esses acontecimentos estão vinculados entre si pelo fio da história. Quem tem olhos para ver, verá..
Nenhum país do mundo, o Brasil muito menos por estar hoje em posição de protagonismo internacional, está livre dessa onda. Quem se apressar e entender o momento conseguirá surfar nesse tsunami que está se desenhando. Quem está protestando é o povão que não aceita mais as diferenças abissais entre pobres e ricos nas sociedades establecidas no planeta. Como disse um desses filósofos das crises é a "Voz rouca das ruas" que está rugindo em busca de mudanças que transformem em realidades os discursos bonitos e as promessas vazias dos seus líderes em épocas de campanhas políticas. 
Contudo, que o mundo ocidental não tenha grandes expectativas com a sequência dos acontecimentos que estão sendo vistos na Líbia. Alí os valores ainda estão no limite do tribalismo. Regiões inteiras têm culturas absolutamente díspares e chegam a ser inimigas. Haverá naturalmente um vazio de poder visto que não é visível nenhuma liderança rebelde que haja comandado os protestos e a revolução contra Kadhafi. O que une todos contra o ditador é a possibilidade da tomada do poder e o fim da ditadura que existe há mais de 40 anos. E depois que Kadhafi cair? Interrogação...


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Clique na tarja e leia reportagem da revista Veja sobre o tema
Cientistas políticos especializados falam na separação do país em regiões segundo costumes e religiões com a provável opção pela guerra civil. Afinal de contas as reservas de petróleo da Líbia são imensas e sua posição estratégica é privilegiada. Os grandes tubarões e "fazedores de guerras" devem estar lambendo os beiços como predadores que são, à espera de suas novas presas.
Outros acreditam que haverá uma forte intervenção da ONU (EUA à frente) e OTAN, leia-se a União Européia (Itália, Alemanha e França), buscando garantir o fornecimento dos muitos milhões de barris de petróleo que a Líbia produz. Isto irá provocar reações da Rússia e da China (com seus aliados) certamente. Todos vão querer sua parte no butim. Sempre foi assim e não será diferente agora.
Ou seja, a deposição do ditador será tão somente o início de uma nova realidade que ainda não pode ser prevista ou planejada; quanto mais construída. Grandes desafios aguardam as lideranças do planeta para saber o que vão fazer com a era pós-Kadhafi. E se a ela se somar à era pós-Al Assad?  Ai então será algo parecido com o caos.
Abaixo, coloquei uma série de fotos que capturei no site do jornal espanhol El País que bem demonstram - sem necessidade de legendas - o que está acontecendo na  Líbia.











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