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Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de julho de 1894 – Los Angeles, 22 de novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley. Mais conhecido pelos seus romances, como Admirável Mundo Novo e diversos ensaios, Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias, literatura de viagem e guiões de filmes. Passou a última parte de sua vida nos Estados Unidos, vivendo em Los Angeles de 1937 até sua morte, em 1963. No final de sua vida, Huxley foi amplamente reconhecido como um dos principais intelectuais de sua época. Ele foi nomeado para o Prêmio Nobel de Literatura sete vezes e foi eleito Companheiro de Literatura pela Royal Society of Literature em 1962. Huxley era humanista e pacifista. Ele cresceu interessado no misticismo filosófico e universalismo, abordando esses temas com obras como A Filosofia Perene (1945) - que ilustra semelhanças entre misticismo ocidental e oriental - e As Portas da Percepção (1954) - que interpreta sua própria experiência psicodélica com mescalina. Em seu romance mais famoso Admirável Mundo Novo (1932) e seu último romance A Ilha (1962), ele apresentou sua visão de distopia e utopia, respectivamente. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley}

 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Demitir é o mais fácil... E depois?

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Demitir é o mais fácil.

H
á muito tempo li em um livro despretensioso, um velho bordão que fez enorme sucesso no inicio dos anos noventa. Dizia ele: "Jamais corte o que pode ser desatado". O livro, na verdade uma brochura, ficou 158 semanas entre os mais vendidos na lista do New York Times. O seu titulo em português era "Pequeno Manual de Instruções para a Vida" publicado pela Ediouro e cujo autor, H. Jackson Brown Jr., especializou-se em escrever esse tipo de literatura. Vou repetir a frase que, aliás, por minha pesquisa não é do autor do livro. Mas isso não me interessa aqui.
  • "Jamais corte o que pode ser desatado"
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Muito bem, quero dizer aos leitores do blog que essa frase - aparentemente tão simplória - tornou-se um lema em toda a minha vida desde que a li pela primeira vez. A partir dai sempre refleti e muitas vezes, quando ao enfrentar um problema o meu primeiro impulso era o de "chutar o balde", arrasar, arrebentar, demolir, destroçar, romper... Sempre perguntava a mim mesmo: 

- Será que não posso desatar esse nó?
Devo dizer que em muitas oportunidades foi impossível deixar de "cortar", mas nunca antes de procurar o desate, o acordo, o entendimento e a compreensão do problema; fosse ele de que espécie fosse. E devo acrescentar que esses casos foram maioria.
A propósito lembro-me de um episódio no inicio da minha vida profissional, lá pelos idos de 1971. Era eu um jovem engenheiro chefiando uma obra com mais de 300 homens. A cidade onde trabalhava - no norte de Minas gerais - era tão desprovida de condições que a construtora não achou um profissional, com experiência, disposto a chefiá-la. Sobrou para mim, um recém-formado que apesar de feliz da vida por estar trabalhando tinha sido contratado para ser um mero engenheiro auxiliar.
Assumi a chefia com todo entusiasmo e aquela "coragem da ignorância". Apoiado pelo velho "Mestre Alfredo", encarregado geral da obra e meu grande mentor, fui tocando e obtendo resultados positivos para a empresa. Ocorreu que a quantidade de empregados demitidos pela obra, ou seja, por mim, chamou a atenção do diretor da empresa que viajou para o local a fim de ver o que estava ocorrendo.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9Evgf7R63c8yo9Zu636QGWvBKgE_yWCemVliriIetKQ_czrWzm3bwTOW8h78MXgE9iPaJ4Hw_h5-Lf-aNI2vgLC0MlGfi5niodnkkKnD_pI1N9I96eCD6eh4K9_1bOGQi0UTpmOHggsE/s400/demissao_justa_causa.jpgPor sua experiência não foi difícil chegar à conclusão que tudo se resumia à minha falta de experiência para manejar os instrumentos do poder colocados à disposição de quem chefia. A natural arrogância de um jovem profissional, eu mesmo, que "virou um pequeno líder" no meio da peãozada, não admitia erros e falhas. Por qualquer motivo eu mandava o peão embora. Era um absurdo! Entretanto eu estava "seguro dos meus atos" e me achando um sucesso total.
Muito bem! Esse diretor mostrou-me a situação e falou-me outra frase que também nunca mais esqueci. Disse ele, Chico Viana, que foi meu principal orientador durante o inicio da minha carreira: 

- "Meu caro Drummond, para quem tem o poder, demitir de primeira é o mais fácil. Não sabedoria nisso. Não há inteligência. Se for para simplesmente demitir quem comete erros e falhas não é necessário ser um chefe, um líder. Basta ser um capataz, um encarregado."
Lembro-me que foi uma revelação para mim quando compreendi o que ele estava dizendo. Hoje, para ser atual, eu diria que recebi ali, um "choque de gestão". Mudei completamente desde então.  
Para quem tem a responsabilidade de liderar e gerenciar é vital saber conter a agressividade do poder absoluto. Os grandes problemas que gravitam em torno dos grandes executivos não são nunca resolvidos com bravatas, atitudes raivosas, rosnados, gestos espetaculosos, humilhação de subordinados e preocupação com pesquisas de satisfação de quem não está vivendo aquela realidade. O Estado Absolutista já foi devidamente enterrado há muito tempo, muito embora algumas lideranças teimem em não perceber
É necessário antes de tudo a flexibilidade da análise, a vivência, o equilíbrio emocional e a segurança de quem sabe o que quer. Não há segredo nessa fórmula. Descortesia, grosseria, incivilidade, indelicadeza, insensibilidade,  rudeza e rusticidade são escudos para esconder a insegurança de quem tem a responsabilidade do poder, mas não se sente capaz de utilizá-lo com competência, envergadura, habilidade, idoneidade, inteligência, proficiência, talento, tato e vocação. É assim mesmo!
http://www.corbisimages.com/images/42-26225159.jpg?size=67&uid=ed9d57ae-e61b-4a20-9ef4-0f97c46f5087
No Brasil de hoje está sendo muito badalado o estilo "xerifão" atribuído à Senhora Presidenta da Republica. Isso é muito ruim porquanto cria uma indesejável publicidade para um produto ruim, que não funciona. Não concordo com ele. Acumulo mais de 35 anos de experiência em cargos e situações de gerência e liderança e posso dizer com suficiente autoridade, sem falsa modéstia, que esse gênero "feitor de senzala" não constrói, não agrega e não produz resultados. 
Espero e rezo para que não seja este o estilo e a forma da nossa Presidenta comandar seu time e consequentemente o País. Prefiro acreditar que essa notícia seja meramente uma "lenda", uma figura de marketing.
                                          
[Artigo original de Herbert Drummond]

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