||| 22 de março DE 2026 ||| domingo ||| dia mundial da água ||| "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". (Carlos Drummond de Andrade) |||

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O Dia Mundial da Água é comemorado anualmente em 22 de março. Esta data internacional foi criada em 1992, visando alertar a população sobre a importância da preservação da água para a manutenção de todos os ecossistemas no planeta. Para isso, todos os anos o Dia Mundial da Água aborda um tema específico sobre este recurso natural de absoluta importância para a existência da vida. A conscientização sobre a urgência da economia deste recurso natural é uma das principais metas desse dia. A água limpa e potável é um direito humano garantido por lei desde 2010, de acordo com a ONU - Organização das Nações Unidas. Origem do Dia Mundial da Água O Dia Mundial da Água foi instituído pela ONU através da resolução A/RES/47/193, de 21 de fevereiro de 1992. Conforme a resolução, o dia 22 de março é a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra. Neste mesmo dia, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que apresenta entre as principais normas: A água faz parte do patrimônio do planeta; A água é a seiva do nosso planeta; Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados; O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos; A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores; A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo; A água não deve ser desperdiçada nem poluída, nem envenenada; A utilização da água implica respeito à lei; A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social; O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. A importância da água e a necessidade de preservá-la mão amparando gota de água caindo da torneira A água é essencial para vivermos e termos saúde. De acordo com a ONU, cerca de 80% das mortes e doenças está relacionada ao consumo de água não tratada. Apesar de parecer um recurso inesgotável - a maior parte do nosso planeta é constituído de água -, ela está acabando. Isso se explica por vários motivos, por exemplo: apenas cerca de 2,7% da água que existe pode ser consumida, porque a grande parte dela é salgada; a população está aumentando cada vez mais; grande parte da água é imprópria para consumo em decorrência da poluição. Acresce que, de toda a água doce disponível no planeta para consumo, 60% da água é utilizada na agricultura, enquanto apenas 9% é utilizada nas nossas casas. No caso do Brasil, é importante lembrarmos, ainda, que cerca de 90% da energia elétrica é produzida pela força da água, nas usinas hidrelétricas. O Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo. Mas, de acordo com a ONU, cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo têm pouquíssima água disponível. O Kuwait, por exemplo, é um país muito rico em petróleo, mas tem uma grande carência de água e, assim, precisa importá-la de outros países. Há países onde a água é disputada. Isso acontece em decorrência da exploração de rios localizados em territórios diferentes. É o caso de Israel, Líbano e Jordânia, que lutam pela Colinas de Golã, onde está localizada a nascente do rio Jordão. O rio Nilo, o maior do mundo, motiva a briga entre o Egito, Sudão, Etiópia e ainda outros países. Neste caso, há países exigindo a partilha do rio, cujo monopólio pertence ao Egito e ao Sudão. A Etiópia, construiu uma enorme barragem e entrou na disputa exigindo acesso às águas do rio Nilo. Por tudo isso, garantir que todos tivessem acesso à água, bem como conscientizar a população sobre a sua preservação, deveria ser um compromisso de todos os Estados.




quarta-feira, 10 de março de 2010

Alexandre Magno. Conheça sua historia. (Blog Historia Militar)

Apresento-lhes o blog Historia Militar (clique no logotipo) que "descobri" nas andanças de pesquisas no Google. Gostei de cara. Além de abordar temas da Historia é especializado em Historia Militar.
Meus amigos e leitores sabem que sou fissurado por este assunto e a empatia foi imediata. Já me inscrevi na lista de seus seguidores e tomei a liberdade, sem perguntar pro dono, de "surrupiar" este post  do Carlos Daroz (autor) cujo perfil coloquei ao final do texto.  Ai meu amigo, "juntou a fome com a vontade de comer"... Historia Militar e Alexandre Magno é uma dose dupla de satisfação. Não resisti e trouxe o post para cá. 
Deixei um recadinho para o professor Carlos e espero que ele me visite para ver como ficou o seu post no meu blog. Acho que ele não vai achar ruim. Além do mais é conterraneo, lá de Pernambuco. Recomendo a visita para quem gosta do tema.


PERSONAGENS DA HISTORIA MILITAR - ALEXANDRE, O GRANDE


* 356 a.C., Macedônia
+ 13/06/323 a.C., Babilônia


Alexandre era filho de Filipe II da Macedônia, que se tornou rei em 338 a.C., dominando toda a Grécia, com exceção de Esparta. Aos treze anos de idade recebeu como preceptor ninguém menos que Aristóteles, um dos homens mais sábios de sua época e de todos os tempos. Com ele Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ética, ciências físicas e naturais, medicina, geografia; e conheceu as obras de autores como Eurípides e Píndaro.
Ao mesmo tempo, o príncipe se interessava pelas artes marciais e pela domesticação de cavalos. Na arte da guerra, Filipe II, militar experiente e corajoso, instruiu o filho com conhecimentos de estratégia e de comando. Alexandre, com 18 anos, pôde mostrar seu talento quando, à frente de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas, na Batalha de Queronéia, em 338 a.C.
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Depois do assassinato de seu pai, em 336 a.C., Alexandre assumiu o trono da Macedônia enfrentando resistência em algumas cidades gregas. Com o poder nas mãos, o jovem rei, que viria a ser conhecido como Magno (ou o Grande), deu início à expansão territorial do reino e ao seu ambicioso projeto de conquistar o Império Persa. Contava com um exército poderoso e organizado, dividido em infantaria, cuja principal arma eram lanças de grande comprimento, e cavalaria, que constituía a base do ataque rápido contra o inimigo.
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Em 334 a.C., Alexandre cruzou o Helesponto - o estreito de Dardanelos, na atual Turquia -, e, já na Ásia, avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou a vitória. Prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia. Diante das perdas, o rei da Pérsia, Dario 3º, foi ao encontro do inimigo. Na batalha de Isso, em 333 a.C., consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império.
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Mapa mostrando as campanhas militares de conquista empreendidas por Alexandre
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Em seguida, Alexandre empreendeu a conquista da Síria em 332 a.C. e entrou no Egito. Seu sonho, além de aumentar em poder e em glória, era unir a cultura oriental à ocidental. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do Oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Mas a tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.
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Em 332 a.C. fundou, no Egito, Alexandria cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da Antigüidade. Um ano depois, Alexandre enfrentou novamente Dario III na batalha de Gaugamela, cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario, Alexandre foi proclamado rei e sucessor da dinastia persa em 330 a.C.
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No ano 328 a.C casou-se com Roxana, filha do governante da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre IV. Em 327 a.C. dirigiu suas tropas para a Índia, onde fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, às margens do Rio Hidaspe. Ao chegar ao Rio Bias, porém, suas tropas, exaustas, se negaram a continuar.
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Alexandre decidiu regressar à Pérsia, empreendendo uma viagem penosa, sob ataque de povos hostis, na qual foi ferido mortalmente e acometido de uma febre misteriosa, que nenhum de seus médicos soube curar. Alexandre morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com apenas 33 anos de idade.
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O império que edificou, em doze anos, ia do rio Indo ao rio Nilo, com as culturas helênica e oriental se misturando e produzindo uma nova civilização que, talvez, tenha sido o maior legado de Alexandre à humanidade.
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O Império Macedônico em 323 a.C.
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Perfil do autor do blog: 


  • Carlos Daróz : Historiador, professor e pesquisador. Especialista em História Militar, Mestre em Operações Militares e sócio do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB). Meu currículo: http://lattes.cnpq.br/6263305850710284

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