||| 18 de fevereiro DE 2026 ||| 4ª feira ||| "quarta-feira de cinzas" 2026 ||| Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo |||"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete". (Aristóteles) |||

Bem vindo

Bem vindo

18 de Fevereiro: Consciência que Transforma. O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo não é apenas uma data no calendário, mas um convite urgente à reflexão. O alcoolismo é uma doença crônica que impacta não apenas a saúde física do indivíduo, mas também seus laços familiares, sociais e profissionais. Reconhecer que o consumo de álcool se tornou um problema é, acima de tudo, um ato de coragem. O estigma e o silêncio costumam ser os maiores obstáculos, mas a recuperação é possível e o primeiro passo é a informação. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando dificuldades, lembre-se: você não precisa carregar esse peso sozinho. Existem braços abertos prontos para ajudar. Onde buscar apoio: Alcoólicos Anônimos (AA): Reuniões de apoio mútuo em todo o Brasil. CAPS AD: Centros de Atenção Psicossocial especializados em álcool e drogas (pelo SUS). Profissionais de Saúde: Psicólogos e médicos especializados. Escolha a vida. Escolha o cuidado. O recomeço começa hoje.


Friedrich Wilhelm Nietzsche (Röcken, 15 de outubro de 1844 – Weimar, 25 de agosto de 1900) foi um filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor alemão. Escreveu vários textos criticando a religião, a moral, a cultura contemporânea, a filosofia e a ciência, exibindo certa predileção por metáfora, ironia e aforismo. Suas ideias-chave incluíam a dicotomia apolíneo e dionisíaco, o perspectivismo, a vontade de poder, a morte de Deus, o Übermensch e o eterno retorno. Sua filosofia central é a "afirmação da vida", que envolve o questionamento de qualquer doutrina que drene energias expansivas, não importando o quão histórica e socialmente predominantes sejam essas ideias. Seu questionamento radical do valor e da objetividade da verdade tem sido extremamente debatido e sua influência continua a ser substancial, especialmente na tradição filosófica continental compreendendo existencialismo, pós-modernismo e pós-estruturalismo. Suas ideias de superação individual e transcendência tiveram um impacto profundo sobre diversos pensadores entre o final do século XIX e o início do século XX, que usaram tais conceitos como pontos de partida para suas próprias filosofias. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche}


domingo, 11 de maio de 2008

"Crimes há, criminosos não há" - por Eliane Cantanhêde


Já disse antes e repito agora, que considero Eliane Cantanhêde a melhor colunista do jornalismo brasileiro. Assim, direto e reto. Leio tudo que ela escreve e muito de outros grandes colunistas. Ela é a minha preferida. Sei que não é (e nem poderia) ser uma uninimidade, mas é a minha opinião. Por isto, entre outras motivações, claro, estou transcrevendo sua coluna de hoje na Folha de São Paulo.
Não farei comentário sobre o artigo, mas recomendo que todos os visitantes do blog o leiam com muita atenção. Raras vezes um jornalista, em espaço de jornal tão exíguo, terá conseguido resumir o lamentável momento que o Brasil vive no que diz respeito à sua cidadania. Basta a lembrança da absolvição do mandante do covarde assassinato da missionária Dorothy Stang, para nos deixar, os brasileiros, envergonhados e dar razão à jornalista.

Crimes há, criminosos não há

Em março de 1998, as queimadas em Roraima evoluíram para o que se chamou de "megaincêndio do século", mas a primeira foto de capa dos jornais foi de uma agência estrangeira. Só aí a imprensa nacional tomou-se em brios e deu o devido destaque.
O Norte volta à pauta. O principal mais-que-suspeito mandante do assassinato da irmã Dorothy foi inexplicavelmente (ou não?) inocentado, para espanto geral e vergonha brasileira, reforçados pela informação da Comissão Pastoral da Terra de que, de 1971 a 2007, houve 819 mortes por conflitos agrários no Pará, mas não há hoje um só mandante preso. Crimes houve, criminosos não há.
A reserva Raposa/Serra do Sol também virou um palco de guerra, com fazendeiros e índios armados, as autoridades da região divididas, a polícia sem saber para onde (e de quem) correr, enquanto o Planalto finge que é pró-todos, e o Supremo não decide pró-ninguém.
E o que dizer dos mortos no naufrágio de um navio que transportava pessoas como gado, sem registros legalizados, dando de ombros para a fiscalização e até para as multas? Foram 45 (ao que se saiba) pessoas, 45 brasileiros mortos. E pode ter mais. Quantas embarcações estão irregulares? Quantos passageiros estão ao deus-dará?
Vimos, com todo o horror que o caso merece, uma menina de cinco anos ser espancada, esganada e jogada do quinto andar de um apartamento de classe média em São Paulo. A comoção não pára nunca. Mas uma menina índia de cinco anos foi morta por dois homens armados que invadiram sua aldeia no Maranhão, na segunda-feira, na calada da noite. E a comoção, se houve, durou um dia, talvez algumas horas.
O Brasil é maior do que sua mídia, do que sua imprensa. Maior do que São Paulo, Rio, Brasília. Maior do que PT e PSDB. Maior do que Lula, Dilma, Agripino e dossiê. Mas continua um gigante sonolento quando quem sofre é o pobre, a periferia. Acorda, Brasil! (elianec@uol.com.br)

ººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººººº

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Sua participação me incentiva e provoca. Obrigado.