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O Dia Internacional de Nelson Mandela é celebrado anualmente em 18 de julho, data de nascimento de Nelson Rolihlahla Mandela. A efeméride homenageia um dos maiores defensores da liberdade, da igualdade, da democracia e da reconciliação do século XX. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data convida pessoas de todo o mundo a seguirem o exemplo de Mandela por meio de ações de solidariedade, voluntariado e compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Origem da data Em 2009, a Assembleia Geral da ONU proclamou oficialmente o 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela, e a primeira celebração ocorreu em 2010. A criação da data reconhece a extraordinária contribuição de Mandela para a promoção da paz, dos direitos humanos, da democracia, da justiça social e da resolução pacífica de conflitos. Quem foi Nelson Mandela? Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, na aldeia de Mvezo, na África do Sul, e faleceu em 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos. Formado em Direito, tornou-se advogado e dedicou grande parte da sua vida à luta contra o apartheid, o regime de segregação racial que, durante décadas, negou direitos fundamentais à população negra sul-africana. Por sua atuação política, Mandela foi preso em 1962 e permaneceu encarcerado durante 27 anos, passando a maior parte desse período na prisão de Robben Island. Após sua libertação, em 1990, liderou as negociações que contribuíram para o fim do apartheid e para a realização das primeiras eleições democráticas multirraciais da África do Sul. Em 1994, tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul, conduzindo um processo de reconciliação nacional baseado no diálogo, no respeito e na igualdade entre todos os cidadãos. Nelson Mandela Prêmio Nobel da Paz Em 1993, Nelson Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, juntamente com Frederik Willem de Klerk, em reconhecimento aos esforços para promover uma transição pacífica para a democracia na África do Sul. A premiação destacou seu compromisso com a paz, a tolerância, a justiça e a solução pacífica dos conflitos, tornando-o uma referência mundial na defesa dos direitos humanos. (https://www.calendarr.com/brasil/dia-internacional-de-nelson-mandela/)

pensamento dia

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Frase

Frase
Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918 – Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Subsaariana, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e pai da moderna nação sul-africana, onde é normalmente referido como Madiba (nome do seu clã) ou "Tata" ("Pai"). Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, recusou esse destino aos 23 anos ao seguir para a capital, Joanesburgo, e iniciar sua atuação política. Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em um jovem advogado na capital e líder da resistência não violenta da juventude, acabando como réu em um infame julgamento por traição. Foragido, tornou-se depois o prisioneiro mais famoso do mundo e, finalmente, o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país como uma sociedade multiétnica. Mandela passou 27 anos na prisão — inicialmente em Robben Island e, mais tarde, nas prisões de Pollsmoor e Victor Verster. Depois de uma campanha internacional, foi libertado em 1990, quando recrudescia a guerra civil em seu país. Em dezembro de 2013, foi revelado pelo The New York Times que a CIA americana foi a força decisiva para a prisão de Mandela em 1962, quando agentes americanos foram empregados para auxiliar as forças de segurança da África do Sul a localizá-lo. Até 2009, ele havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado de direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre. Em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, 18 de julho, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela]

 

domingo, 1 de novembro de 2009

"Cultura da Desconfiança" existe mesmo? Leia a respeito. (Emilio Odebrecht/Folha de São Paulo)

Trago ao blog mais um artigo do empresário Emílio Odebrecht. Faz um tempo que não publico nada dele, pois seus ultimos escritos estavam fora da temática da Oficina de Gerencia. Hoje não! Ele nos traz um assunto importante e sempre atual, apesar de existir desde o inicio do mundo. Refiro-me à dicotomia entre a confiança e a desconfiança abordadas no artigo sob o título de “Cultura da Desconfiança”.
Leiam abaixo dois pequenos trechos que estão no artigo:
  • [...] "Ocorre que a desconfiança a priori não favorece o diálogo. Precisamos inverter essa situação. O mundo está cheio de exemplos do bom uso do princípio oposto - o da confiança." [...] "Confiar é um princípio universal, atemporal. É uma escolha e é um valor. Desconfiar não é um valor." [...]
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Penso que alcançar o nível de se conseguir eliminar a cultura da desconfiança que nossa sociedade exercita com tanto ardor é uma utopia. Entretanto é necessario que  o debate seja incentivado.  A desconfiança custa muito caro aos cofres publicos e às corporações. Sem duvidas é ela a grande mantenedora dos organismos de controle que existem tanto na administração publica quanto na privada.  A cultura da desconfiança se suporta sobre uma gigantesca estrutura de controles e controladores. Por conta dos atos - muito mais divulgados nas midias - de corrupção e desgoverno esta maquina está cada vez mais poderosa junto à opinião publica. É natural que assim seja...
O tema, obviamente, está no centro das discussões em função da atuação mais visivel de instituições publicas especializadas em exercer controle formal sobre as empresas e corporações. E são muitas. São tribunais (federais e estaduais), controladorias, corregedorias, institutos, ONGs e auditorias; sem falar nos organismos policiais ou derivados cuja finalidade é operar nas dobras da cultura da desconfiança.
Longe de mim desprezar esse trabalho essencial para organizações que necessitam manter a transparência quanto à utilização dos recursos publicos e privados também (a rigor, hoje em dia, dificilmente se conseguirá separar as duas coisas). Entretanto estou ao lado daqueles que consideram excessiva a valorização e o poder que estão cercando o trabalho destes orgãos. 
Flagrantemente está ocorrendo uma inversão de valores. Os fiscais estão sendo mais importantes do que os executivos; os auditores mais valorizados do que os  gerentes. Esta constatação é inegável e isto não faz parte do equilibrio natural das coisas. As consequencias deste desvio  jamais poderão ser parte do senso comum e no futuro causarão prejuizos maiores do que aqueles para os quais estas corporações foram criadas para coibir.
Fico por aqui. Vamos ao artigo porque Emilio Odebrecht tem autoridade para escrever sobre o tema. É executivo de sucesso e passou a sua vida empresarial sendo fiscalizado pelos órgãos de controle. Leiam o que tem a dizer.
São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009




http://www.digirolamo.com.br/images/emilio.jpg
EMÍLIO ODEBRECHT


A cultura da desconfiança

           Os jornais das últimas semanas reservaram espaços generosos para um debate tenso e acalorado sobre o papel de organismos de controle e fiscalização criados na administração pública brasileira.
           Não pretendo participar focando no que está posto - que são as atribuições das instituições concebidas para auxiliar os gestores governamentais - porque isso é apenas um efeito. Prefiro olhar para a causa - e a causa é um fenômeno chamado cultura da desconfiança.(grifo é do blog)
          As relações entre empresas, entre estas e o poder público e entre o poder público e a sociedade deveriam ser pautadas pelo princípio da confiança.
           Entretanto, a cultura da desconfiança impôs ao servidor público e a todos aqueles que com ele se relacionam um emaranhado de medidas que tem levado o Estado ao imobilismo.

sb10063205i-001, Bruno Muff /Photographer's Choice RF

           Quando o ministro Hélio Beltrão, no final da década de 1970, empreendeu sua cruzada pela desburocratização, ele definiu como condição básica para o êxito de seu projeto o crédito na palavra e no compromisso de cada um com a verdade.
.........Uma declaração de próprio punho tinha que ter tanto valor quanto uma certidão emitida por um cartório. Não deu certo e continua alta a popularidade do ato de se desconfiar, seja no setor público, seja no privado. Neste, a inexistência de delegação em muitas empresas é uma demonstração de que também não existe a condição preliminar: líderes que confiam em seus liderados.
.........Ocorre que a desconfiança a priori não favorece o diálogo (grifo é do blog). Precisamos inverter essa situação. O mundo está cheio de exemplos do bom uso do princípio oposto - o da confiança.
.........Todos conhecem o caso do economista Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2006 por ter criado em Bangladesh um banco voltado para o microcrédito. As pessoas que o procuram não dispõem de qualquer ativo para oferecer como garantia pelo empréstimo tomado, além da própria palavra. Se comprometem a pagar o que lhes for emprestado e pagam. Merecedoras de confiança, honram os contratos.

75042542, Peter Bono /Stock Illustration RF

           Confiar é um princípio universal, atemporal. É uma escolha e é um valor. Desconfiar não é um valor. Confiar é também um atributo daqueles que são movidos pelo espírito de servir. A confiança decorre do respeito entre as pessoas e o respeito é fruto da disciplina nos relacionamentos. Este trinômio é a chave da questão.
           O Brasil está pagando um preço muito elevado por ter permitido que esse clima de eterna suspeita contaminasse a vida do país. Caminhar no rumo da construção de uma sociedade de confiança trará bons resultados para todos nós.

EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna


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