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Bem vindo

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O Dia do Cachorro-Quente é comemorado em 9 de setembro. Esta data é uma homenagem ao sanduíche mais famoso do mundo (ao lado dos hambúrgueres, claro): o cachorro quente! Também conhecido como Hot Dog Day, o Dia do Cachorro-Quente não é muito popular no Brasil. Obviamente, não existe melhor maneira de celebrar o Dia do Cachorro-Quente do que se deliciando com um vasto banquete com diversos tipos diferentes de hot dogs. As pessoas que não consomem produtos de origem animal podem fazer as suas versões de cachorro-quente com salsichas à base de vegetais ou grãos. Nos Estados Unidos, país considerado o “berço do cachorro-quente”, o National Hot Dog Day é celebrado anualmente em 23 de julho, promovido pela National Hot Dog and Sausage Council. mão segurando hot dog Origem do Dia do Cachorro-Quente Acredita-se que o Dia do Cachorro-Quente seja uma homenagem à suposta data de criação deste tipo de sanduíche, em 9 de setembro de 1884, na cidade de Nova York. O cachorro quente teria sido inventado por um imigrante alemão. Ele teve a incrível (e simples) ideia de colocar uma salsicha dentro de um pão, que é uma forma bem prática de se alimentar. Pronto, isso bastou para ser um dos lanches mais famosos do mundo!

pensamento dia

pensamento dia

Frase

Frase
Samuel Langhorne Clemens (Florida, Missouri, 30 de novembro de 1835 - Redding, Connecticut, 21 de abril de 1910), mais conhecido pelo pseudônimo Mark Twain, foi um escritor e humorista estadunidense crítico do racismo. É mais conhecido pelos romances As Aventuras de Tom Sawyer (1876) e sua sequência Aventuras de Huckleberry Finn (1885), este último frequentemente chamado de "O Maior Romance Americano". Ele obteve grande êxito como escritor e palestrante. Seu raciocínio perspicaz e suas sátiras incisivas renderam-lhe a admiração de seus pares e o enaltecimento dos críticos, e Twain manteve boas relações com presidentes, artistas, industriais e a realeza europeia. Ele foi laureado como o "maior humorista americano de sua época", sendo definido por William Faulkner como o "pai da literatura americana". {https://pt.wikipedia.org/wiki/Mark_Twain}

 

segunda-feira, 7 de março de 2011

A internet como força mítica. Quem conceitua é Marcelo Gleiser

[Texto editado para republicação]

A

lguns leitores já me questionaram sobre a reprodução dos artigos do Dr. Marcelo Gleiser no blog. O argumento é a inexistencia de relação entre a atividade do grande fisico e astrônomo brasileiro e seus escritos com o "conteúdo" da Oficina de Gerencia. Sempre discordo deles em relação a essa postura crítica. 
Os artigos de Marcelo Gleiser são antes de tudo e já o disse antes,  pinceladas de erudição, saber e principalmente de cultura inteligente. Por que não trazer estes topicos e assuntos para a leitura e o conhecimento dos internautas que acessam o blog?
Aliás, já questionei estes meus leitores muitas vezes sobre esse negocio de "conteúdo do blog". Acho uma forma de limitação sobre algo que é criação do blogueiro (escrevo em caráter geral). Meu blog, como os demais blogs é criação de quem o produz. É minha fantasia, minha ficção, minha invenção... É minha forma de expressão, minha circunstância naquele momento... Como posso simplesmente limitar-me sobre mim mesmo? 
O que procuro manter são compromissos. Compromissos de não escrever tolices, de não "operar" em frequências de baixo calão, de não disseminar preconceitos e principalmente o compromisso de difundir, espalhar e divulgar assuntos edificantes e instrutivos, matérias e temas esclarecedores e tópicos positivistas.
O foco do blog, como sabem os que o acompanham nestes dois anos (desde agosto de 2007), está dirigido para o que chamo de "mundo corporativo". Contudo, não posso me furtar em passar para as pessoas que vêm aqui visitar a Oficina de Gerencia - de certa forma confiando na minha proposta de publicar para entretê-las - aqueles assuntos que eu gosto e desejo compartilhar e comentar. É isto!    
Portanto, ao publicar um artigo como este abaixo, do astrônomo, fisico, professor, escritor e articulista Marcelo Gleiser estou dividindo o meu prazer de conhecer idéias novas  e inteligentes de pessoas como ele. 
Vamos ao artigo porque já me estendi demais. Como sempre, uma aula de ciência, humanismo e historia do grande cientista brasileiro. 
Os links colocados no texto do artigo foram colocados pelo autor do blog


http://www.clipart-fr.com/en/data/gif/bullets-1/animated_gif_bullets_291.gif
São Paulo, domingo, 06 de março de 2011

http://epoca.globo.com/edic/346/criacao02.jpg
MARCELO GLEISER

A internet como força mítica

Mitos unem povos, como faziam poemas homéricos, e hoje as redes sociais têm como marca a força mítica

O MUNDO, e em particular o Oriente Médio e o norte da África, está em polvorosa. Na Tunísia, no Egito e, agora, na Líbia, uma enorme mobilização social está levando a mudanças políticas dramáticas.

Cientistas políticos de naipes diversos preveem que essas ações marcam o começo de uma profunda transformação mundial, não apenas localizada no sul e leste do Mediterrâneo: uma democratização global, uma nova ordem, talvez semelhante em parte às revoluções que varreram a Europa em 1848.

A mobilização parte, principalmente, de jovens que vivem nas autocracias seculares de países muçulmanos -desempregados apesar de um bom nível educacional, desesperançados- que decidiram, corajosamente, redefinir seu destino com suas próprias mãos.

É bem verdade que o desfecho das manifestações nesses países, e possivelmente em outros (como Bahrein e Iêmen), permanece incerto. Por outro lado, o desejo de derrubar tiranos que estão no poder por décadas em regimes brutais está crescendo irreversivelmente e não será abafado pela violência.

Uma mobilização transnacional dessa grandeza seria inimaginável dez, ou mesmo cinco, anos atrás. Por trás das manifestações, unindo os descontentes, está a internet, em particular os programas de interação social Facebook e Twitter.

Jovens do mundo inteiro, de Bali à Rússia, do Quênia à Jordânia, trocam informações e criam alianças usando meios totalmente novos.

Uma mensagem de texto tem precedência sobre um telefonema; uma mensagem no Twitter resume uma atividade ou um grito de ação comunitária; uma página no Facebook define valores sociais, laços familiares, grupos religiosos, esportivos, políticos, unindo pessoas, ganhando uma estatura mítica.

Penso na Grécia Antiga e no poder mítico da poesia de Homero, autor dos poemas épicos "A Odisseia" e "A Ilíada", obras que definiam, em grande parte, o que significava ser grego em torno do século 7º a. C., quando a "Grécia" se espalhava em forma de ferradura desde o sul da Itália até o norte da África.

A poesia de Homero distinguia os valores de um povo, criando um senso de identidade. "Sou grego, pois Homero é meu bardo." Mitos unem povos, e os programas de interação social têm hoje uma força mítica.

Ser jovem é saber como participar no Twitter e no Facebook, é entender o novo código de conduta digital e segui-lo. Quando surgiu o rádio e, depois, a TV, muita gente achou que seria o fim da civilização. O mesmo com a internet e suas mídias sociais.

Na rede, a liberdade pode ser virtual, mas tem gosto de real. E aqueles que sentem o seu gosto, que veem a importância de pensar criticamente sobre a sociedade e a possibilidade de manifestar posições contrárias ao regime sem ser morto ou preso não querem ter as asas cortadas.

Ninguém poderia ter previsto que a invenção do Eniac, o primeiro computador eletrônico, de 1946, levaria ao PC, à internet, ao Facebook. Uma vez que uma ideia toma corpo, ela se espalha de formas imprevisíveis, redefinindo o possível.

Que a luta desses milhões de pessoas leve a resultados concretos e duradouros. Também querem contribuir na criação da nova ordem mundial. E têm todo o direito de buscar esse objetivo.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"


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