||| 19 de agosto DE 2026 ||| 4ª feira ||| Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua ||| *Reflexão: "Plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores." — Jorge Luis Borges |||

 

Bem vindo

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O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua é celebrado anualmente no dia 19 de agosto. A data foi oficialmente instituída no Brasil por meio da Lei nº 15.187/2025.Esta data funciona como um marco essencial para conscientizar a sociedade, combater o preconceito e cobrar do poder público a implementação de políticas eficazes voltadas à habitação, saúde e assistência social. Origem Histórica: O Massacre da Sé: A escolha do dia 19 de agosto é uma homenagem à memória das vítimas do trágico episódio que ficou conhecido como o "Massacre da Sé" (ou Chacina da Sé), ocorrido em 2004. O ocorrido: Entre as noites de 19 e 22 de agosto daquele ano, 15 pessoas que utilizavam a Praça da Sé (no centro de São Paulo) como moradia improvisada sofreram ataques brutais e covardes na cabeça enquanto dormiam. As vítimas: O ataque resultou na morte de sete pessoas e deixou outras oito com sequelas graves e permanentes. A consequência: A gravidade e a crueldade do crime provocaram indignação e geraram uma forte mobilização popular. Isso impulsionou a organização de grupos em defesa dessa parcela da sociedade e levou à fundação do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR).Objetivos da DataVisibilidade: Tirar da invisibilidade social as mais de 350 mil pessoas que vivem atualmente nessa condição em todo o país.Garantia de Direitos: Reafirmar que cidadãos em situação de vulnerabilidade extrema têm direito constitucional à dignidade, saúde, educação e trabalho.Políticas Públicas: Cobrar e expandir a atuação de programas como o Consultório na Rua e os centros de atendimento especializado (Centros Pop e CREAS).

pensamento dia

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Frase

Frase
Leonardo di Ser Piero da Vinci ou simplesmente Leonardo da Vinci (Anchiano, 15 de abril de 1452 — Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata nascido na atual Itália, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística. Leonardo frequentemente foi descrito como o arquétipo do homem do Renascimento, alguém cuja curiosidade insaciável era igualada apenas pela sua capacidade de invenção. É considerado um dos maiores pintores de todos os tempos e, possivelmente, a pessoa dotada de talentos mais diversos a ter vivido. Segundo Helen Gardner, historiadora de arte, a profundidade e o alcance de seus interesses não tiveram precedentes e "sua mente e personalidade parecem sobre-humanos para nós, e o homem em si [nos parece] misterioso e distante". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Leonardo_da_Vinci]

 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sucesso e Fracasso (Tostão)

J
á faz tempo que não publico nada do Tostão e seu texto inteligente. Esqueça que ele está comentando sobre futebol e pense que esteja produzindo uma metáfora para o mundo corporativo. Aproveite a sabedoria de sua experiência  de celebridade consciente como jogador antes e jornalista hoje sem contar a vivência como médico profissional durante muitos anos. Observe que excelentes conselhos podem ser retirados de sua coluna, escrita para a Folha de São Paulo neste domingo mesmo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPFC2EPI7C_tXgTCvTmFL_GGd08KVVSWiJ7v2pUtHlECVabhABGzL-GZmlARXgQPFnn11iPAK__m9vgDFqVocRxitgmODXMJmzUCXarlS1dTDjrAxeUTaRVsls-_t_ouriCxuCvuyNyQQd/s400/sucesso.jpg
Sobre o que escreve o Tostão? Não só sobre sucesso e fracasso como indica o titulo da coluna, mas sobre as avaliações que fazemos sobre os outros e recebemos quando as metas são atingidas, os nossos projetos realizados e objetivos alcançados. Impossível fugir disso. 
Na coluna, por dever de oficio, Tostão refere-se a jogadores de futebol, tecnicos e dirigentes. É o atual universo corporativo dele. Entretanto se ao ler a coluna vocês, leitores, imaginarem empregados, chefes e diretores irão aprender as lições que o Tostão nos transmite.

Leia o trecho a seguir retirado do artigo e confirme se não tenho razão:
  • [...] "No futebol, há muitas maneiras de vencer e de perder. Por haver tantos fatores técnicos envolvidos nos resultados das partidas, além do imponderável, nem sempre os melhores são os vencedores." [...]
O mote do artigo de Tostão é o final - fracassado - da gestão de Luiz Gonzaga Beluzzo como presidente do Palmeiras. Beluzzo era e é uma celebridade no campo da economia e achou que mudaria a forma de comandar grandes clubes de futebol. Vinha coberto pela fama como economista e consultor de  governadores, presidentes da republica e partidos politicos. Terminou o seu mandato na semana passada considerado um dos piores presidentes que já passaram pelo Palmeiras. Há lições a se retirar desse episódio.  

Convido-o a ler este artigo do Dr. Eduardo Gonçalves de Andrade, o nosso eterno Tostão e garanto-lhe que será um ótimo exercicio de inteligencia.
  •  
São Paulo, domingo, 23 de janeiro de 2011


TOSTÃO

Sucesso e  fracasso


Por envolver tantos fatores, nem sempre, no futebol, os melhores são os vencedores


Vivemos em um mundo competitivo, habitado por pessoas orgulhosas e vaidosas, que quase só pensam em resultados e que gostam mais de serem aplaudidas que amadas.

Os apaixonados por resultados adoram estabelecer um perfil dos vencedores, que sirva para todas as atividades. A única coisa em comum é a vontade, uma mistura de algo indefinido com ambição. Mas cada um faz do seu jeito.

No futebol, há muitas maneiras de vencer e de perder. Por haver tantos fatores técnicos envolvidos nos resultados das partidas, além do imponderável, nem sempre os melhores são os vencedores.

Com frequência, um técnico erra, e o time acerta. Ou o contrário. Quando dá certo, o técnico é excepcional. Quando dá errado, é péssimo.

Isso não significa que os técnicos não sejam importantes. Vi vários mudarem a história de um jogo, para melhor ou para pior. É preciso ter competência para escolher, treinar, comandar, escalar, substituir, além de conviver com as críticas e os elogios, com o fracasso e o sucesso.

http://www.cidadedocerebro.com.br/links/art_sucesso_fracasso.jpg
Há, no entanto, uma supervalorização dos técnicos. É mais fácil escolher um herói ou um vilão. A partir da conduta dos treinadores, comentaristas analisam tudo o que acontece em um jogo. É uma maneira de valorizar seus conhecimentos, como se falasse: "Eu entendo o que o técnico fez".

Até dirigentes são avaliados pelos resultados dos times, como se isso dependesse sempre da administração do clube. Quando o time ganha, o planejamento e as contratações dos dirigentes foram perfeitas. Uma das coisas mais mentirosas do futebol é o planejamento. Explica todas as vitórias e derrotas.

Não sei se Belluzzo foi tão ruim, como a maioria diz. Ele reconheceu vários erros. De qualquer maneira, dizer que ele foi péssimo presidente do Palmeiras porque não conquistou títulos é uma grosseira simplificação.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi8RRDa9xh-uduNjgf4YjlimwXQLGDJG2HPKBJg2-mUsrJuy4kfkKEdJOt9_fDMlOHCiKL5ILIkpa4sMLrSZ7Np5u6h5Ydb2JPgEERM-UJSyvgOerUVWvI3ZAs43O5MwD2neZLbuuSz1kQ/s320/AVALIA%C3%87%C3%83O+FIGURA.gifUm dos erros de Belluzzo foi acreditar que técnicos caríssimos, como Luxemburgo, Muricy e Felipão, têm o poder de, sozinhos, conquistar títulos, e que Valdivia é um craque. Endividou mais ainda o clube.

Todos nós já fracassamos em vários momentos. Costumamos lembrar os sucessos e esquecer os fracassos. Há ainda os que não suportam o sucesso, que carregam um sentimento de culpa, real ou imaginário, como se não fossem merecedores.

Existem também os que, por soberba ou simplicidade, ignoram e desprezam o sucesso, como se estivessem acima das vaidades.
São as contradições da alma.

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