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O Dia Mundial dos Oceanos (World Ocean Day) é celebrado em 8 de junho. O objetivo desta data é relembrar a importância dos oceanos para o equilíbrio da vida no planeta Terra. E, para isso, são realizadas várias atividades de conscientização civil sobre os perigos enfrentados atualmente pelos oceanos. Os oceanos constituem dois terços da superfície terrestre e são o principal regulador térmico do planeta. Hoje, o grande desafio é minimizar o impacto que as atividades humanas estão provocando nos oceanos. É importante conscientizar governos, populações e demais entidades para a urgência de criar medidas que protejam os oceanos. fundo do mar com vegetação e peixes Origem do Dia dos Oceanos O Dia dos Oceanos foi criado durante a Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que ocorreu no Rio de Janeiro. A data é celebrada desde 1992, no entanto, a ONU (Organização das Nações Unidas) apenas oficializou a comemoração em 2008.

pensamento dia

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Frase

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Lao Zi ou Laozi (também conhecido como Lao-Tzu, Lao-Tze e Lao Tsé, (literalmente "Velho Mestre") foi um filósofo e escritor da Antiga China. É conhecido por ser o autor do importante livro Tao Te Ching, por ser o fundador do taoismo filosófico e por ser uma divindade no taoismo religioso e nas religiões tradicionais chinesas. Embora seja uma figura lendária, Lao Zi é geralmente situado por volta do século VI a.C. Pensa-se que foi contemporâneo de Confúcio, mas alguns historiadores acreditam que ele viveu no Período dos Estados Combatentes, algures nos séculos V e IV a.C. É uma personagem-chave na cultura chinesa: tanto os imperadores da dinastia Tang como as pessoas hodiernas do apelido Li consideram-no o fundador da sua linhagem. O trabalho de Lao Zi tem sido adoptado por vários movimentos antiautoritários e pelo legalismo chinês. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Lao_Zi]

 

domingo, 20 de maio de 2012

Paul Krugman explica - e muito bem - a crise do euro.


Desnecessário apresentar Paul Krugmam, professor, escritor, prêmio Nobel de economia em 2008 e colunista de sucesso do New York Times. É um dos mais lúcidos e acreditados economistas do planeta. Ele escreve aos domingos para a Folha de São Paulo e seus artigos levam a marca da inteligência e da didática de um professor. São sempre excelentes. Não os publico na totalidade, pois a maioria tem cunho muito técnico e seriam enfadonhos para nós, os seres comuns que vivemos em outra realidade.
O artigo que está abaixo fugiu (um pouco) a essa regra. Krugman nos oferece uma brilhante análise da crise econômica que assola a Europa e a Zona do Euro como ainda não havia lido em nenhum outro jornal ou revista. Se o leitor ainda não entendeu direito essa famosa crise que aparece todos os dias e em todos os jornais do mundo inteiro vai compreendê-la lendo esse texto. 


São Paulo, sábado, 19 de maio de 2012Mundo

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A resposta europeia para a crise econômica foram medidas de austeridade, cortes ferozes de gastos
Subitamente se tornou fácil perceber como o euro -aquela grande e equivocada experiência de construção de uma união monetária desacompanhada de união política- pode se desmantelar.
Não estamos falando de uma perspectiva distante, aliás.
Isso não precisa acontecer. O euro (ou a maior parte dele) ainda pode ser salvo. Mas a tarefa requereria que os líderes europeus, especialmente os da Alemanha e do BCE (Banco Central Europeu), começassem a agir de modo muito diferente do que vêm fazendo nos últimos anos. Precisam deixar de dar lições de moral e enfrentar a realidade; precisam deixar de contemporizar e, pelo menos uma vez, agir antes da crise.
Eu bem que gostaria de me declarar otimista.
A história, até aqui: Quando o euro foi criado, surgiu uma grande onda de otimismo na Europa. A Espanha e outros países passaram a ser vistos como investimentos seguros e começaram a receber grandes influxos de capital; essa entrada de dinheiro alimentou imensas bolhas no setor de habitação e imensos deficit comerciais. E então veio a crise financeira de 2008 e o capital desapareceu, causando severas contrações em diversos países que vinham em expansão até ali.
A resposta europeia foram medidas de austeridade; cortes ferozes de gastos em um esforço para reassegurar os mercados de títulos. Mas, como qualquer economista sensato poderia ter dito (e o fizemos, o fizemos), esses cortes aprofundaram a depressão nas economias europeias em crise, o que tanto solapou a confiança dos investidores quanto resultou em crescente instabilidade política.
E agora finalmente surge o momento da verdade.
A Grécia é o ponto focal, por enquanto. Os eleitores, compreensivelmente irritados com políticas que resultaram em desemprego de 22%, voltaram-se contra os partidos que as propuseram. E porque toda a elite política grega foi, na prática, forçada a endossar uma ortodoxia econômica fadada ao fracasso, a repulsa dos eleitores resultou em um ganho de poder para os extremistas.
Mesmo que as pesquisas estejam erradas e a coalizão governista de algum modo conquiste maioria na próxima votação, a partida está basicamente perdida. A Grécia não quer e não pode manter as políticas que a Alemanha e o BCE exigem.
O que acontece agora? No momento, a Grécia está passando por uma chamada "corridinha aos bancos". O BCE está, na prática, financiando essa corrida aos bancos, ao emprestar os euros de que a Grécia precisa para honrar os saques; se e (provavelmente) quando o Banco Central decidir que não pode mais fazê-lo, a Grécia se verá forçada a abandonar o euro e voltar a emitir uma moeda própria.
A demonstração de que o euro é de fato reversível resultaria, por sua vez, em corridas aos bancos espanhóis e italianos. O BCE teria de uma vez mais decidir se vai oferecer financiamento irrestrito; caso não o faça, o euro pode simplesmente estourar por completo.
Todos nós, portanto, temos grande interesse no sucesso europeu -mas cabe aos europeus conquistar esse sucesso. (Tradução de PAULO MIGLIACCI)


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