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Bem vindo

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O Dia da Ressaca é comemorado anualmente em 28 de fevereiro no Brasil. Todo mundo adora beber uns bons drinks com os amigos, mas quando alguém exagera na bebida, surge a velha e indesejada ressaca. A ressaca é uma resposta do organismo humano, que alerta quando o corpo está intoxicado pelo álcool. Dores de cabeça, enjoos e desidratação são alguns dos sintomas mais comuns da ressaca. O dia da ressaca não é muito popular no Brasil, mas as pessoas que resolvem “comemorar” esta data, reúnem os amigos e compartilham histórias de bebedeiras e ressacas, enquanto tomam uns drinks. Home bêbado dormindo em mesa com copo e garrafa de bebida Esta data também pode servir para lembrar as pessoas que costumam ficar constantemente de ressaca sobre os cuidados básicos para amenizar os sintomas ou mesmo prevenir este desconforto. As principais dicas são: Beber bastante líquido, de preferência água ou água de coco, chá verde e sucos naturais; Não comer alimentos fritos, dando preferência para assados; Sopa e caldos são sempre muito bons para desintoxicar o organismo.




quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O drible, o passe e o gol (Tostão - Folha de São Paulo)

Mais uma vez Tostão e seu texto inteligente.
Esqueça que ele está comentando sobre futebol e pense que está produzindo uma metáfora para o mundo corporativo. Aproveite a sabedoria de sua experiência e observe que excelentes conselhos podem ser retirados de sua coluna, escrita há poucas semanas, para a Folha de São Paulo.
Leia o trecho a seguir retirado do artigo e confirme se não tenho razão:
  • [...] "A criatividade é a capacidade de, em uma fração de segundos, encontrar uma solução diferente, perceber as posições e os movimentos de todos os que estão à sua volta e calcular a velocidade da bola, dos companheiros e dos adversários. Hoje, especialistas chamam isso de inteligência cinestésica."
[.]
Preciso falar mais alguma coisa? Acho que não.
Então, convido-o a ler este artigo do Dr. Eduardo Gonçalves de Andrade, o nosso eterno Tostão e imaginar que os personagens sejam não mais os jogadores de futebol que ele cita, mas os habitantes do mundo corporativo com os quais lidamos a cada dia.
Garanto-lhe que será um ótimo exercicio de inteligencia.

São Paulo, domingo, 02 de agosto de 2009



TOSTÃO
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O drible, o passe e o gol

O passe deve ser tão valorizado quanto o gol, como os bonitos e decisivos que foram dados por Hernanes e Cleiton Xavier


NA COLUNA anterior, escrevi que, para ser um ótimo jogador, é preciso, antes de tudo, conhecer e executar bem as coisas comuns e essenciais.
Disse ainda que é necessário aprender a regra antes da exceção. Parece óbvio, mas não é.
Quando era professor de medicina, notava que um grande número de alunos sabia e gostava mais das coisas raras, das exceções, do que da regra. Eles pareciam saber muito, porém sabiam pouco. Não sabiam as coisas básicas. Isso ocorre em todas as atividades.
No futebol, podemos dizer que os fundamentos técnicos da posição (passe, drible, finalização, desarme, cruzamento) são a regra.
É preciso fazê-los bem para ser um ótimo jogador. Não é o que muitas vezes acontece.
Alguns atletas extremamente habilidosos e criativos não vão para a frente por causa dessa deficiência. Outros, mais técnicos que habilidosos, têm mais sucesso.
A habilidade é a intimidade com a bola, a capacidade de dominá-la, colá-la aos pés e escondê-la do adversário. O drible é uma mistura de habilidade e técnica.
A criatividade é a capacidade de, em uma fração de segundos, encontrar uma solução diferente, perceber as posições e os movimentos de todos os que estão à sua volta e calcular a velocidade da bola, dos companheiros e dos adversários. Hoje, especialistas chamam isso de inteligência cinestésica.
A bola não procurava Romário, como gostavam de dizer. Romário estava sempre livre para fazer o gol porque sabia, antes dos outros, aonde a bola ia chegar.
O sonho dos treinadores é transformar o futebol em um jogo cada vez mais exato, mais de técnica, como é o caso do vôlei.
Assim, eliminariam os acasos, e as estratégias seriam mais valorizadas. Bastaria treinar bastante e repetir no jogo. Os melhores ganhariam sempre dos piores. O futebol perderia o encanto.
O talento é a síntese das virtudes e das deficiências. Nenhum talento individual é suficiente se o atleta não tiver também talento coletivo e ótimas condições físicas e emocionais.
Talento coletivo é a capacidade de se adaptar às características dos companheiros e de ter a consciência de que o brilho individual depende do brilho coletivo.
Dou mais valor ao passe decisivo -como os excepcionais dados por Hernanes, contra o Grêmio, e Cleiton Xavier, contra o Fluminense- que aos gols marcados por Dagoberto e Diego Souza nessas partidas.
Os passes foram muito mais bonitos e mais representativos de uma grande técnica.
Os gols são mais valorizados que os passes. Quando se fala da carreira de um jogador, principalmente de um meia ou atacante, conta-se sempre o número de gols que ele fez.
Ninguém sabe quantos foram os passes decisivos para gols.
O artilheiro é o herói, mesmo se for um grosso e atrapalhar o futebol coletivo da equipe.
Se o drible é o mais lúdico dos lances, e o gol define o resultado (muitas vezes, não há relação entre o placar e a história da partida), o passe é o mais solidário dos fundamentos técnicos do futebol.
O passe é a união, a ponte entre o individual e o coletivo, entre o desejo, a ambição e a razão.
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