||| 29 de julho DE 2026 ||| 4ª feira ||| NÃO AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTIL ||| *Reflexão: “A confiança é ato de fé, e esta dispensa raciocínio.” -- Carlos Drummond de Andrade ||| Aqueça o inverno de quem mais precisa - doe agasalhos |||

 

Bem vindo

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A infância é a base sobre a qual construímos toda a vida. É nesse período que se formam aspectos essenciais do desenvolvimento emocional, social e afetivo. Por isso, proteger crianças e adolescentes não é apenas um dever moral, mas um compromisso coletivo com o presente e o futuro de cada pessoa no país. No Brasil, esse compromisso está previsto em lei. A Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabeleceram um marco importante: crianças e adolescentes são sujeitos de direitos. Isso significa, na prática, que eles não são propriedade da família nem objetos de tutela. São pessoas com direitos próprios: à vida, à educação, à saúde, à convivência familiar e comunitária, à dignidade e à proteção contra qualquer forma de violência. A legislação também determina que crianças e adolescentes devem receber proteção integral. Ou seja, a proteção deve ser prioridade absoluta e responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado. Sempre que houver risco ou violação de direitos, todos têm o dever de agir. Mais de três décadas após a criação do ECA, esse princípio ainda não se realiza plenamente. Crianças e adolescentes continuam expostos a diferentes formas de violência, inclusive a violência sexual, que é uma das mais graves violações de direitos. (https://www.childhood.org.br/porque-protegemos-as-criancas-e-adolescentes/)

pensamento dia

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Frase

Frase
Frederick Douglass, nascido como Frederick Augustus Washington Bailey (Condado de Talbot, c. fevereiro de 1818 – Washington, D.C., 20 de fevereiro de 1895) foi um abolicionista, estadista e escritor estadunidense. Chamado "O Sábio de Anacostia" ou "O Leão de Anacostia", ele foi dos mais eminentes afro-americanos do seu tempo, e dos mais influentes na história dos Estados Unidos, sobretudo durante o período da Guerra de Secessão e a consequente abolição da escravatura, para o que pressionou o então presidente Abraham Lincoln. Seu pensamento contestador contra os sistemas opressivos pregava a constante rebeldia, como expressou a um amigo abolicionista numa carta de 1848: "Sem luta não há progresso. Aqueles que professam em favor da liberdade, e ainda depreciam a agitação, são pessoas que querem ceifar sem arar a terra. Eles querem chuva sem trovão e raios. Eles querem o oceano sem o terrível bramido de suas muitas águas. Esta luta pode ser moral; ou pode ser física; ou pode ser ambas, moral e física; mas ela deve ser uma luta. O poder não concede nada sem demanda. Nunca concedeu e nunca concederá". (https://pt.wikipedia.org/wiki/Frederick_Douglass)

 

sábado, 16 de maio de 2009

César Maia escreve sobre Floriano Peixoto

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Já fazia algum tempo que não publicava a coluna de César Maia aqui na Oficina de Gerencia. É que o colunista escreveu muito sobre política partidaria (ou quase) e eu mantenho firme a linha de publicação do blog. Nada de política! Nada de Religião! Futebol, sim, pode!

Hoje, a coluna dele na Folha de São Paulo conta algumas histórias sobre um eminente personagem da História do Brasil. César Maia escreve sobre o Marechal Floriano Peixoto e traça uma relação entre o tumultuado governo dele (foi o 2º presidente do Brasil assumindo após a renuncia de Deodoro da Fonseca de quem era o vice) e o início do longo ciclo de políticos de São Paulo que exerceram um enorme período de hegemonia sobre as decisões do Brasil.
É uma tese interessante e eu mesmo não a tinha percebido ou lido nada a respeito. O estilo e a verve de César Maia garantem uma ótima leitura. Recomendo.




São Paulo, sábado, 16 de maio de 2009



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CESAR MAIA


Floriano Peixoto e SP
"170 ANOS do nascimento de Floriano Peixoto (30/4). Presidente de novembro de 1891 a 1894. Único oficial que participou do primeiro ao último dia da Guerra do Paraguai.
Dirigente maior do Exército, em 89, manteve uma postura profissional na conspiração que levou à República. Informado na última hora, foi neutralizado. A habilidade dos líderes políticos de São Paulo, no início da República, e a aliança com Floriano Peixoto explicam a hegemonia política que São Paulo (não tendo no Império) conquistou.
Compartilhou com Campos Sales o ministério no governo provisório e se aproximou do grupo paulista -Prudente de Moraes, Campos Sales e Rodrigues Alves. Promulgada a Constituição, o Congresso elegeu os primeiros presidente e vice da República. Formou na chapa Prudente de Moraes/Floriano Peixoto. Venceu Deodoro com 129 votos, contra 97 de Prudente. Floriano, com 153 votos, derrotou o almirante Wandenkolk, 57 votos, republicano de primeira hora.
Inconformado, Prudente de Moraes inicia uma obstrução parlamentar de forma a inviabilizar o governo de Deodoro. Este, sem vocação política, vai perdendo base parlamentar. Dissolve o Congresso em 3/11/1891 num golpe de Estado. O Congresso e a Marinha reagem e dão um ultimato a Deodoro, que renuncia. Floriano assume.
Abre-se um debate constitucional sobre se cabe ou não nova eleição. O relator é Campos Sales, que entende que Floriano é o presidente até o final do mandato de Deodoro. O Congresso ratifica. Floriano assume com seu estilo frio, sóbrio, impessoal. Em seu primeiro ministério, Rodrigues Alves é o ministro da Fazenda. Os primeiros motins são sufocados. O Senado, sob a liderança de Campos Sales, apoia Floriano.
Em 31/3/1892, 13 generais, Wandenkolk à frente, lançam um manifesto exigindo a renúncia de Floriano. São presos, reformados e, com líderes civis, desterrados. O processo não para. Articula-se uma revolta com parte da Marinha, liderada pelo almirante e ministro Custódio de Melo. Prudente de Moraes vacila, e Campos Sales contata o almirante. Leva-se ao ministério a proposta. Rodrigues Alves vota por nova eleição, fica isolado, acata e, junto ao grupo paulista, dá sustentação parlamentar a Floriano.
A Revolta da Armada -setembro de 1893- é respondida pelo Congresso, que autoriza Floriano a decretar estado de sítio quando precisar. Com tal apoio, Floriano reprime a rebelião até eliminá-la, em março de 1894, mês da eleição presidencial. Vence Prudente de Moraes. Os próximos presidentes após ele serão Campos Sales e Rodrigues Alves, abrindo o ciclo republicano de hegemonia paulista. Floriano morre em 1895, com 56 anos.


cesar.maia@uol.com.br

CESAR MAIA escreve aos sábados nesta coluna.


Esta publicidade é voluntária e publicada para compensar a utilização de material da Folha de São Paulo, no blog.

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