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Bem vindo

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O Dia do Pediatra é celebrado anualmente no dia 27 de julho. A data foi escolhida por ser o dia da fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria, ocorrida em 1910. O Pediatra é o médico responsável por tratar de bebês e crianças. Além de todo o estudo que um médico deve possuir, o pediatra tem que ter jeito com crianças e saber falar com eles de maneira especial. Afinal, não é o mesmo tratar de um adulto que de uma criança! Por isso, os pediatras usam recursos, como brincadeiras, jogos e possuem seu consultório com brinquedos para distrair seus pequenos pacientes e tornar a consulta mais agradável. Os pediatras, inclusive, tem um juramento próprio no qual prometem solenemente: Eu, pediatra, prometo que farei pela Criança que me é confiada o que faria pelo filho de minha carne. E assim, minha consciência de nada me acusará. E poderei dormir o sono dos justos. Assim prometo. Calcula-se que no Brasil existam cerca de 20 pediatras por cada 100 mil habitantes e seja uma das especialidades mais solicitadas pela população, pois eles cuidam do bem mais precioso das famílias: os filhos!

pensamento dia

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Frase

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Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo ; (Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 – Genebra, 14 de junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino, considerado um dos maiores escritores do século XX. Sua obra, que dialogava com o surrealismo e a literatura fantástica, exerceu grande influência sobre o boom latino-americano e a literatura contemporânea em geral. Suas obras abrangem o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios, livros fictícios, religião e Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas do seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio. O escritor e ensaísta J. M. Coetzee disse que "Borges, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos" Laureado com inúmeros prêmios, também foi conhecido por suas posições políticas conservadoras, o que pode ter sido um obstáculo à conquista do Prêmio Nobel de Literatura, ao qual ele foi candidato por quase trinta anos. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges)

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

O espetáculo sequestrado: a bola rola sob a sombra da omissão da FIFA, na Copa 2026





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Em nome do futebol puro: por que não podemos nos calar, neste início de Copa?
 
A bola começou finalmente a rolar, mas o verdadeiro espetáculo da Copa do Mundo de 2026 corre o risco de acontecer fora das quatro linhas — ou em manifestações explícitas dentro delas. O que estamos presenciando nos bastidores é uma profunda vergonha para qualquer amante do esporte. O governo norte-americano transformou o maior espetáculo da Terra em um cenário de restrições arbitrárias, hostilidade migratória e uso político.

É inexplicável, injustificável e de baixíssimo nível. Delegações inteiras, árbitros e torcedores — que conquistaram o direito legítimo de estar ali, honrando as bandeiras de seus países — estão sendo recebidos com desrespeito na casa que deveria acolhê-los. Vimos coisas deploráveis e toscas neste início de evento, como os problemas com o árbitro somaliano e as restrições impostas à delegação do Irã.

Não estou aqui para protestar contra o governo de Donald Trump em si; as escolhas políticas dos americanos são problema deles. Protesto, sim, porque o esporte mais popular do mundo está sendo vilipendiado justamente na sede principal do torneio, e a dona do show está calada.

O que torna o cenário ainda mais revoltante é o silêncio covarde da FIFA. A federação finge neutralidade enquanto o evento é usado como palanque de sportswashing, mostrando que o dinheiro dos patrocinadores pesa mais do que os direitos humanos. Ao aceitar passivamente os bloqueios de vistos e o clima de intimidação, a liderança da entidade lava as mãos e se recusa a defender a integridade da sua própria competição. Quem garante, por exemplo, que o ICE (serviço de imigração americano) não se posicione nos portões dos estádios caçando torcedores em busca de indocumentados?


Em nome dos amantes do futebol puro, precisa-se de uma Copa sem politicagem. Mas, diante dessa passividade, o tiro da FIFA vai sair pela culatra: o protagonismo vai mudar de mãos. Tudo indica que as partidas serão palcos de protestos massivos e legítimos de jogadores, árbitros e torcedores.

Se essas manifestações acabarem suplantando o objetivo final e o brilho técnico do torneio, a culpa jamais será de quem protesta em nome da dignidade. A culpa será exclusivamente de quem permitiu que o futebol fosse sequestrado e transformado em blindagem ideológica. Essa não será apenas a Copa dos 48 países; será, acima de tudo, a Copa da resistência contra a omissão dos engravatados.

O novo espaço "Oficina na Copa" estará de olho na bola, mas não fechará os olhos para a história. Pelos gramados, pelas bandeiras legítimas e pelo futebol puro: o jogo começou, mas a resistência, pelo menos aqui, também.

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4 comentários:

  1. Adorei seu comentário,tudo verdade,tenho acompanhado as rádios,e os jornalistas radialistas tem comentado exatamente o que você descreveu e comentando a omissão da FIFA.Parabéns pelo comentário 👏🏻👏🏻👏🏻Angela D Martinelli

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    1. Obrigado, Angela. Volte sempre. Seu comentário e presença no blog são sempre bem-vindas.

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  2. Confesso que concordo com boa parte do texto. Se realmente estamos vendo delegações, árbitros e torcedores enfrentando dificuldades para participar de uma Copa do Mundo, é natural esperar uma posição mais firme da FIFA.
    Mas o que mais me chama a atenção é que essa discussão não começou agora. Quando penso em Copa e política, lembro imediatamente de 1978 na Argentina, de 2018 na Rússia e de 2022 no Catar. Em diferentes contextos, sempre houve o debate sobre até que ponto a FIFA fecha os olhos para questões que vão além do futebol.
    Por outro lado, também acho importante reconhecer que existe a questão da soberania. A FIFA não governa países e não tem como simplesmente ignorar ou revogar leis nacionais. O ponto, para mim, está menos em querer que a entidade se sobreponha aos governos e mais em discutir quais compromissos ela deveria exigir de quem recebe o maior evento esportivo do planeta.
    Enfim, concordo com a preocupação levantada pelo texto. Só acrescentaria que o caso de 2026 me parece mais um capítulo de uma história antiga, e não exatamente uma novidade.

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  3. Ótimo comentário, Maurício. Na verdade, o que devemos esperar numa Copa do Mundo, nesse aspecto? Está faltando que a FIFA, nas próximas copas (2030, 2034 e seguintes), possa deixar isto mais claro para evitar essas polêmicas que só empanam o objetivo dessa reunião de povos, identidades e culturas que é a essência de todas as copas, de todos os esportes. Serve, também, para as olimpíadas que estão aí, na porta; e serão lá mesmo, nos EUA. Não é mesmo?

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