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Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de julho de 1894 – Los Angeles, 22 de novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley. Mais conhecido pelos seus romances, como Admirável Mundo Novo e diversos ensaios, Huxley também editou a revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias, literatura de viagem e guiões de filmes. Passou a última parte de sua vida nos Estados Unidos, vivendo em Los Angeles de 1937 até sua morte, em 1963. No final de sua vida, Huxley foi amplamente reconhecido como um dos principais intelectuais de sua época. Ele foi nomeado para o Prêmio Nobel de Literatura sete vezes e foi eleito Companheiro de Literatura pela Royal Society of Literature em 1962. Huxley era humanista e pacifista. Ele cresceu interessado no misticismo filosófico e universalismo, abordando esses temas com obras como A Filosofia Perene (1945) - que ilustra semelhanças entre misticismo ocidental e oriental - e As Portas da Percepção (1954) - que interpreta sua própria experiência psicodélica com mescalina. Em seu romance mais famoso Admirável Mundo Novo (1932) e seu último romance A Ilha (1962), ele apresentou sua visão de distopia e utopia, respectivamente. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Aldous_Huxley}

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Ainda a "Crise Coletiva de Ansiedade" da seleção, na estréia.

Cartaz oficial com fundo azul e amarelo anuncia a convocação da psicóloga Marisa Santiago para acompanhar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Marisa aparece sorrindo, de braços cruzados, vestindo camiseta azul. Texto destaca sua formação e função junto à equipe.
A psicóloga Marisa Santiago, que presta serviços à seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 - marisasantiagopsi no Instagram/Reprodução - Esta "convocação" está no instagram da psicóloga.



Não iria mais abordar a "crise de identidade da seleção" contra o Marrocos. Mas mudei de ideia ao ler um artigo na Folha de S.Paulo que toca exatamente na mesma ferida. Como ainda não tinha visto a grande mídia analisar o jogo sob essa ótica, não quis perder a chance de mostrar que a Oficina de Gerência está tocando bola em sintonia com os "profissionais". Minha tese não está isolada.

Sejamos francos: uma derrota do Brasil por uns 2 a 0 no primeiro tempo não teria sido surpresa pelo futebol apresentado. Para um grupo de estrelas milionárias, acostumadas a decidir finais nos maiores clubes do mundo, chega a ser patético alegar "ansiedade" para justificar uma atuação tão bisonha.

Confesso que a mim não surpreendeu. Acompanho futebol,  desde 1958. Cheguei a trabalhar na imprensa esportiva (rádio, jornal e TV, em Recife) por 7 anos. Exponho isso, não por vaidade, mas levei em conta que trazer minha vivência pessoal ao texto é o que, considero, confere certa autoridade ao meu argumento. Gosto de me ver, como "torcedor profissional" e me manter na ativa; ainda não me aposentei (😊). Traduzindo: Já esperava a dificuldade contra o Marrocos.

A grande surpresa foi descobrir que, duas Copas depois de 2014 (12 anos), a seleção brasileira atual continua refém do "complexo dos 7 a 1". São atletas que se mostraram psicologicamente instáveis, na seleção, ao contrário do que se apresentam em seus clubes. Não todos, mas no coletivo.

Só os mais jovens e recentes na seleção — Endrick e Rayan (principalmente); e ainda o Igor Thiago, Matheus Cunha, Luiz Henrique, Danilo Santos, Gabriel Magalhães e Ibañez — estes últimos, talvez, e repito, talvez não estejam tão contaminados por esse trauma. É minha tese.

Acrescente-se a isso a pressão, o drama pessoal e o medo de encerrar a carreira numa má atuação na seleção, como tantas vezes vista; todo esse conjunto geral produz falta de autoconfiança, baixa inteligência emocional e coisas assim, psicologicamente complexas, notadamente em atletas jovens e emocionalmente vulneráveis.

As seleções de 2018 e 2022, foram profundamente impactadas pelos 7 a 1 e lá estavam Neymar (jogou na copa de 2014), Marquinhos e Casemiro, hoje líderes do atual grupo sob o comando de Ancelotti. Reconheço que posso estar exagerando, mas pessoalmente tenho receio que, os três (apesar de Neymar não ter jogado) possam ser lideranças, inconscientemente, marcadas pelo complexo da derrota para a Alemanha.

Agora, caberá a Carlo Ancelotti e à sua assessoria psicológica entender que a raiz do problema é essa instabilidade oculta. Consertar o mental do elenco é o verdadeiro desafio de gestão para os próximos jogos da Copa.



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Depois do empate por 1 a 1 com Marrocos no sábado (13), primeira partida da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, jogadores da equipe consideraram que a ansiedade da estreia foi responsável pelo péssimo desempenho no começo da partida.

Nos primeiros 30 minutos, os marroquinos dominaram por completo o Brasil, com amplo controle da posse de bola. Os brasileiros mal conseguiam pegar na redonda, ficavam "na roda" – parecia até aquela brincadeira, chamada popularmente de "bobinho"– e, quando o faziam, a perdiam com rapidez, errando passes constantemente.

Jogadores como Lucas Paquetá, Douglas Santos, Igor Thiago e Vinicius Junior, todos titulares na partida, além do treinador Carlo Ancelotti, afirmaram, citando diretamente a palavra "ansiedade" ou não, que a parte mental afetou o funcionamento corporal.

Felizmente para o Brasil, apesar do começo sofrível e do gol sofrido, este em falhas seguidas da seleção (primeiro, Paquetá perdeu a bola; depois, a marcação no meio não conseguiu bloquear lançamento de Brahim Díaz; por fim, Marquinhos e Gabriel Magalhães, mal posicionados, permitiram Saibari receber livre para encobrir Alisson), Vini Jr., em jogada individual, empatou em um belo gol.

A partir daí, com mais de meia hora do primeiro tempo, a ansiedade diminuiu um pouco, passando ao nível de controle. Ancelotti mexeu no time no intervalo, sacando Casemiro e Ibañez, ambos muito mal no jogo e "amarelados", e a equipe, com nervos menos desequilibrados, portou-se melhor – não muito, mas melhor.

O que faltou, depois de a tecla da ansiedade ter sido tão batida, foi alguém ir atrás de Marisa Santiago e perguntar a ela o que aconteceu. Ainda falta.

Marisa Santiago é a psicóloga que acompanha a delegação do Brasil nesta Copa do Mundo. A CBF incluiu a profissional no grupo, penso que para, entre outras coisas, agir para que a ansiedade não se mostrasse tamanha no jogo inicial.

Que é normal ficar ansioso antes de um acontecimento relevante – a Copa do Mundo é, e a partida de estreia é, isso desde sempre –, não é novidade. Por isso mesmo espanta, havendo uma psicóloga a serviço dos atletas, eles terem tido essa dificuldade.

Afinal, a ansiedade supostamente existe dos dois lados, e os marroquinos não sentiram nada. Caso tenha havido apreensão antes de encarar o pentacampeão Brasil, eles deixaram-na no vestiário do estádio MetLife, em East Rutherford, palco do duelo. Estavam livres, leves e soltos.

A experiência internacional dos jogadores da seleção brasileira, que atuam ou atuaram em grandes ligas da Europa (Inglaterra e Espanha, primordialmente), deveria ser suficiente para reduzir o nervosismo. Evidentemente, para alguns, não foi.

Copa do Mundo é diferente, dirão. É mesmo. Mas por que algumas seleções, e alguns atletas, sentem mais, bem mais, que outros?

Sabe-se que a ansiedade pode até ter um lado positivo, tornando a pessoa (neste caso, o jogador) mais alerta e focada antes de um desafio, porém, em dose excessiva, é prejudicial.

Se Marisa Santiago realizou alguma atividade individual ou em grupo, "sessões de terapia", para controlar a ansiedade da equipe, não funcionou. Se não fez, é necessário explicar o motivo.

Com todo o declaratório apontando esse problema, ela tem trabalho considerável nesta semana para deixar o time com a cabeça no lugar. Se não houve ainda intervenção dela, e se não houver, não sei o que está fazendo lá.


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