||| 15 de agosto DE 2026 ||| sábado ||| Dia da Gestante e do solteiro ||| *Reflexão: “Um amigo é alguém que gosta de você, apesar do seu sucesso" . --- ( Murilo Felisberto ) |||

 

Bem vindo

Bem vindo


pensamento dia

pensamento dia

Frase

Frase
François Rabelais (nascido entre 1483 e 1494; falecido em 1553) foi um escritor francês que foi chamado de o primeiro grande autor de prosa francesa. Humanista do Renascimento francês e estudioso de grego, ele atraiu oposição tanto do teólogo protestante João Calvino quanto da hierarquia da Igreja Católica. Embora em sua época fosse mais conhecido como médico, estudioso, diplomata e padre católico, posteriormente tornou-se mais conhecido como satirista por suas representações do grotesco e por suas personagens grandiosas. Vivendo na turbulência religiosa e política da Reforma, Rabelais tratou das grandes questões de seu tempo em seus romances. Rabelais admirava Erasmo e, como ele, é considerado um humanista cristão. Ele foi crítico da escolástica medieval e satirizou os abusos de príncipes e papas poderosos. Rabelais é amplamente conhecido pelos dois primeiros volumes que relatam a infância dos gigantes Gargântua e Pantagruel, escritos no estilo do bildungsroman; suas obras posteriores — o Terceiro Livro (que prefigura o romance filosófico) e o Quarto Livro — são consideravelmente mais eruditas em tom. Seu legado literário deu origem à palavra rabelaisiano, um adjetivo que significa "marcado por um humor grosseiro e robusto, extravagância de caricatura ou naturalismo ousado". { https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_Rabelais }

 

domingo, 14 de junho de 2026

"Ancelotti, coloca o Endrick". (Tostão)



O 'Oficina na Copa' abre um parêntese hoje para dar voz a quem entende do jogo como poucos. Transcrevemos abaixo o artigo de Tostão na Folha de S.Paulo, de hoje, dia seguinte ao da estreia do Brasil na Copa, sob o título "Ancelotti, coloca o Endrick".

Justificamos a escolha pela essência do estilo do autor: frases curtas, pensamento afiado e uma recusa categórica ao espetáculo vazio. Trata-se do futebol examinado com a autoridade, equilíbrio, isenção e seriedade de quem o aprecia e respeita.

Se publico o artigo, é porque concordo com ele, óbvio. Acho que o Ancelotti terá o bom senso de  acatar a pressão (torcida e mídia) e colocar o Endrick nos onze que entrarão em campo contra o Haiti. O Tostão escreve sobre isso.

Tenho cisma de uma coisa. No Real Madrid, ele barrou o Endrick, sistematicamente, contra a mídia e a torcida também. O ex-palmeirense teve que sair para o Lyon (França) e mostrar seu futebol. Agora volta ao clube espanhol, sem o Ancelotti; mas o encontra na seleção; lembremo-nos de que ele não o chamou na primeira convocação...

No jogo amistoso, com o gol da vitória por 2 a 1, do Endrick, contra o Egito, o Ancelotti até o abraçou e deu-lhe uma significativa beijoca na bochecha. Vamos ver agora, depois do arrocho que levou do Marrocos, se o respeitado italiano vence suas reservas e confia no Endrick*, que todos nós queremos ver nos onze do Brasil. Ah! A propósito, compará-lo com o Igor Thiago, cá pra nós, é brincadeira...

* É a hora da CBF, e Carlo Ancelotti encerrar, de vez, essa "teoria da conspiração" de que a Nike atua nos bastidores, desde o Real Madrid, para boicotar a carreira do Endrick. Indícios, sem evidências, desses bastidores estão voltando fortemente nas redes sociais. E não seria o único caso desse tipo de interferência da Nike no  futebol brasileiro, quiçá do mundial.


Clique aqui e visite a Folha


No empate por 1 a 1, resultado justo, Marrocos, coletivamente, foi melhor, mas o Brasil possui mais excepcionais jogadores.

As chances de gols foram iguais. O Brasil começou a partida com um quarteto pelo centro (Casemiro, Bruno Guimarães, Paquetá e Raphinha), além dos atacantes Vini e Igor Thiago. Durante a partida, houve, progressivamente, várias mudanças individuais e de posicionamento. Vini fez um belíssimo gol, mas errou muitos lances. Faltou, principalmente, mais talento no meio-campo, troca de passes e domínio da bola e do jogo. Igor Thiago foi mal, sendo substituído.

Ancelotti, coloca o Endrick!

Espanha, Portugal e Argentina, por terem excepcionais meio-campistas e por filosofia, preenchem mais o meio-campo, têm mais domínio da bola e alternam a troca de passes com as jogadas rápidas. Já a França, por ter excelentes atacantes, prioriza a velocidade em direção ao gol. A Alemanha avança com muitos jogadores, porém deixa enormes espaços na defesa. A Inglaterra busca o equilíbrio entre os setores.

Nossa seleção tem sido criticada por não ter, próximo ao Mundial, uma definição da escalação e da estratégia. Esta justificativa, quase sempre usada, é que Ancelotti só teve um ano no cargo. Não vejo isso como problema. Vários grandes times e seleções que ficaram na história foram formados em pouco tempo. Mais importante é unir as características e qualidades dos jogadores do que o tempo.

Zagallo assumiu o comando da seleção de 1970 poucos meses antes da estreia. A escalação e a estratégia foram definidas perto do Mundial, com a troca de um ponta-esquerda (Edu) por um terceiro jogador no meio-campo (Rivellino), a escolha do volante Piazza como zagueiro, além da definição de que eu seria o centroavante. A Argentina, dirigida por Scaloni, mudava a equipe a cada partida, tornando-se campeã mundial de 2022.

Cruyff dizia que, na Copa de 1974, a Holanda de Rínus Michels definiu duas semanas antes da estreia a maneira revolucionária de jogar que encantou o mundo.

Diferentemente das outras seleções, Ancelotti, nas últimas semanas, mudou várias vezes a escalação e o posicionamento de alguns jogadores. O técnico não é refém de nenhum dogma, de nenhuma estratégia. Define a maneira de jogar e a escalação de acordo com o momento, a qualidade e as características dos jogadores do time brasileiro e do adversário.

Ancelotti é flexível, capaz de, diante de circunstâncias inesperadas e negativas, tomar decisões corretas. Ele não tem filosofia, sua grande qualidade, o que não significa que não cometa erros.

Assim é a vida. Vivemos de acertos, erros e incertezas. Os treinadores mais vitoriosos são os que fazem as melhores escolhas. Nada é definitivo. "As coisas vão e voltam, a vida nem é da gente" (João Guimarães Rosa).

As imagens e o negrito, não constam do artigo original, foram colocados pelo blog a título de ilustrações ao texto.

Um comentário:

  1. Eu li o texto do Tostão com um carinho especial, porque eu tive o privilégio de vê-lo jogar. Sei bem o quanto ele sempre foi lúcido dentro e fora de campo, e por isso suas palavras carregam um peso diferente. Quando ele pede “Ancelotti, coloca o Endrick”, não é só uma frase de efeito: é a visão de quem entende que o futebol precisa de ousadia e talento para se destravar. Eu, que vi Tostão brilhar, sinto que Endrick pode ser esse sopro de frescor que falta à seleção — e torço para que Ancelotti tenha a coragem de dar a ele o espaço que merece.

    ResponderExcluir

Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Incentivo ao debate, à informação, à diversidade de opiniões. Obrigado.