||| 16 de agosto DE 2026 ||| domingo ||| Dia Nacional da Filosofia ||| *Reflexão: "Plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores." — Jorge Luis Borges |||

 

Bem vindo

Bem vindo

O Dia do Filósofo é comemorado anualmente em 16 de agosto no Brasil. A data homenageia o profissional dedicado aos estudos da filosofia e também é uma oportunidade para refletir sobre a importância do pensamento crítico, da busca pelo conhecimento e dos questionamentos que acompanham a humanidade desde a Antiguidade. O título desta pintura é "A Escola de Atenas" e o seu autor é o mestre renascentista italiano Rafael Sanzio. Detalhes sobre a obra: Tipo: É um afresco, ou seja, uma pintura feita diretamente sobre uma parede com o reboco ainda úmido. Período: Foi pintada entre os anos de 1509 e 1511, durante o período conhecido como Alta Renascença. Localização: Fica nas paredes do Palácio Apostólico, localizado nos Museus do Vaticano.Significado: A obra reúne de forma imaginária os maiores filósofos, matemáticos e cientistas do mundo antigo (como Platão e Aristóteles bem no centro), celebrando a busca humana pela razão e pelo conhecimento. O que é Filosofia? Essa área do conhecimento estuda temas relacionados às reflexões acerca da existência humana, da natureza, do Universo, dos valores éticos e morais, da política, religião, entre outros assuntos inerentes ao pensamento filosófico. A palavra "filosofia" vem do grego philosophía, que pode ser entendida como "amor à sabedoria". Mais do que oferecer respostas definitivas, a filosofia procura fazer perguntas, analisar ideias e investigar os fundamentos daquilo que acreditamos saber. Os filósofos utilizam, como ferramentas para embasar e expressar as suas ideias, argumentações lógicas e análises conceituais. Como surgiu a Filosofia? A filosofia ocidental surgiu na Grécia Antiga, por volta do século VI a.C. Antes dela, muitos fenômenos do mundo eram explicados principalmente por meio de mitos e narrativas religiosas. Os primeiros filósofos gregos passaram a procurar explicações baseadas na observação, na razão e na argumentação. Entre eles estava Tales de Mileto, frequentemente apontado como um dos primeiros filósofos da tradição ocidental. A filosofia desenvolveu-se posteriormente em diferentes escolas e correntes de pensamento, influenciando áreas como a ciência, a política, o direito, a educação e a religião. Entre os principais nomes da filosofia, destacam-se Aristóteles, Platão e Sócrates, este último consagrado por muitos autores como o "pai da filosofia ocidental". Sócrates não deixou obras escritas. Grande parte do que sabemos sobre as suas ideias foi registada por discípulos e outros autores, especialmente Platão. O filósofo ficou conhecido pelo método de fazer perguntas para estimular a reflexão e levar as pessoas a examinar as próprias ideias. Platão, discípulo de Sócrates, fundou a Academia de Atenas, uma das instituições de ensino mais famosas da Antiguidade. Já Aristóteles, discípulo de Platão, desenvolveu estudos em áreas tão diversas como lógica, ética, política, biologia e metafísica. O Dia Mundial da Filosofia foi criado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e é comemorado anualmente na terceira quinta-feira de novembro. A data procura destacar a importância da filosofia para o desenvolvimento do pensamento crítico, do diálogo e da compreensão de diferentes culturas e ideias. Enquanto o Dia do Filósofo, celebrado em 16 de agosto no Brasil, homenageia os profissionais e estudiosos da área, o Dia Mundial da Filosofia procura chamar a atenção para a importância da própria disciplina em todo o mundo.

pensamento dia

pensamento dia

Frase

Frase
Sócrates (Alópece, c. 470 a.C. – Atenas, 399 a.C.) foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje. Através de sua representação nos diálogos de seus estudantes, Sócrates tornou-se renomado por sua contribuição no campo da ética, e é este Sócrates platônico que legou seu nome a conceitos como a ironia socrática e o método socrático (elenchus). Este permanece até hoje a ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de discussões, e consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de questões são feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Foi o Sócrates de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos da epistemologia e da lógica, e a influência de suas ideias e de seu método continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais que se seguiram a ele. { https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates }

 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Se quiser ser "autêntico", pague o preço.


"Apesar de todas as vozes que encorajam as pessoas a “viverem uma vida autêntica, se casarem com parceiros autênticos, trabalharem para um chefe autêntico, votarem num presidente autêntico”, ser verdadeiro geralmente é um erro."  
💧
Coloquei os olhos em um antigo artigo, guardado nos arquivos da Oficina de Gerência, e me chamou a atenção o título - "Prezar pela autenticidade pode ser uma cilada".  Sugere uma crítica (e dura) no precioso conceito de "ser autêntico". O que é isto? Perguntei-me, curioso, referindo-me ao artigo que não havia lido ainda. O texto foi extraído do New York Times e o autor é Rob Todd, colunista e editor do jornal.  
Ao conhecer o pensamento dele lembrei imediatamente de um monte de pessoas que conheço e não perdem a oportunidade de se auto rotularem como "autênticas". Gostaria que eles e elas pudessem ler o texto abaixo. 
Estou há muitos anos, muitos mesmos, exercendo cargos de gerência e gestão; meu foco sempre foram as pessoas. Trabalho sob o princípio de que os recursos humanos são a matéria prima de quem dirige e gerencia. Devo confessar que, conforme minha vivência e experiência foram aumentando, fui procurando me afastar e evitando trabalhar – na medida do possível – com aquelas pessoas rotuladas de "autênticas". 
Frase Bom Dia Compartilhar 012 | Imagens para Whats, Insta e Face
Outro lado da mesma moeda.
A questão do ser humano autêntico (clique no link) é polêmica e controversa. Se pesquisar na internet (Google – 91.7000.000 links)) vai perceber que existe muito material que aponta, como positivo, "ser autêntico"; principalmente considerando que significa ser cem por cento verdadeiro. Outros artigos, entretanto, criticam essa característica de alguém ser autêntico, rotulando-a - entre outras coisas de - como buscar ser diferente, personalista e egocêntrico.  
Por esse simples "passeio" nos links do Google percebe-se que o tema levanta polêmica e das boas. Não vou entrar nela.  
No mundo corporativo, aprecio um bordão que diz: "Se alguém pedir para você ser sincero... Não acredite!"  
Parece ser algo muito duro de pensar, não é mesmo? Parece dizer que a sinceridade (aqui como característica de autenticidade) não é bem vinda porque remete à coisa falsa, não verdadeira. Todavia, quando entendi a sinuosidade do conteúdo do chavão, assumi que embora sendo algo maquiavélico, exagerado, tem uma boa dose de realidade no "jogo da vida". Adotei a atitude e não me arrependi. Isso quer dizer que não peço a ninguém para - naquele tom de confidência - ser "sincero” comigo.  
Por outro lado, também aprendi que quando puder e tiver que ser sincero, simplesmente serei; sem que alguém necessite me pedir ou me  sinta obrigado a sê-lo. Em diversas ocasiões paguei "preços altos" e perdi relacionamentos por conta desse comportamento; e também me rotularam, em ocasiões assim, de ser... autêntico! 
Porque ser Autêntico causa Espanto ? - Vida Real da Sam
Um lado da moeda.
O texto (abaixo) do NYT é excelente porque coloca a questão no foco exato, pelo menos assim o entendi. O tema, embora universalista, cabe bem no argumento de quem se dedica a discutir as coisas do mundo corporativo. Por isso o coloco aqui na Oficina. 
Fecho o assunto reafirmando que não acho que ser autêntico, no sentido de dizer o que pensa custe o que custar; ou comportar-se à margem dos padrões sociais de forma deliberada seja um bom caminho para se ter sucesso na vida seja corporativa ou social. Ah bem! Se a pessoa não almeja o êxito como ele é configurado em nossa sociedade, tudo bem. O livre arbítrio está aí para isso mesmo. 
Atenção, não confundir, por favor, ser autêntico com ser original. (mas aí é assunto para outro momento).
Como diriam os sábios, "Nem tanto ao mar, nem tanto à terra". Ser sincero consigo mesmo é a chave para se viver bem e alcançar seus resultados positivos. Todavia, ninguém quer saber das "verdades autênticas" de ninguém. 
Para as pessoas (jovens principalmente) que ainda aceitam alguma influência, ensino que, como diz o título do post, ser um "autêntico não é para quem quer, é para quem pode!"
👇

Prezar pela autenticidade pode ser uma cilada

O que é preciso para encontrar o seu verdadeiro eu? Alguns alertam que é um eu a ser superado ao invés de almejado (Filippo Massellani para The New York Times)


Autor - ROBB TODD

A autenticidade pode ser uma das mais valiosas moedas em circulação. Os “millenials” a buscam nas redes sociais, feito políticos em campanha. Mas para viver uma boa vida — ou ganhar uma eleição — provavelmente o melhor é não ser quem você realmente é.

“Estamos na Era da Autenticidade, na qual ‘seja você mesmo’ é o conselho definidor para a vida, o amor e a carreira”, escreveu Adam Grant, professor da Universidade da Pensilvânia, no “New York Times”. “Autenticidade significa eliminar a distância entre o que você acredita firmemente por dentro e que você revela ao mundo exterior.”

Mas ele aconselha não fazer isso.

Apesar de todas as vozes que encorajam as pessoas a “viverem uma vida autêntica, se casarem com parceiros autênticos, trabalharem para um chefe autêntico, votarem num presidente autêntico”, escreveu ele, ser verdadeiro geralmente é um erro.

“Todos nós temos pensamentos e sentimentos que acreditamos serem fundamentais para nossas vidas, mas que é melhor que não sejam ditos.”

Segundo ele, a sinceridade, em vez da autenticidade, é um objetivo melhor, porque as pessoas só se importam realmente “que você seja coerente com o que sai da sua boca”.

Donald Trump foi autêntico ao comer tacos para comemorar o 5 de maio, data cívica da comunidade mexicana nos EUA? E o frasco de molho picante que Hillary Clinton diz manter na bolsa, como Beyoncé?

“Estamos tão acostumados a ver os políticos afinando cuidadosamente suas personalidades ‘autênticas’ que qualquer coisa que pareça permitir uma identificação provavelmente é identificável demais para ser verdade”, escreveu Jennifer Szalai no “NYT”.

Ela salientou que a autenticidade está sujeita ao contexto da época em que vivemos.

A autenticidade foi reimaginada como uma coisa bonita que pode ser encontrada com um pouco de busca interior profunda. Szalai escreveu que a autenticidade se tornou desejável, “e desejável significa comercializável, especialmente numa sociedade tão implacavelmente comercial como a nossa”.

O atual mercado da autenticidade alimenta as vendas de livros de autoajuda e de praticamente qualquer coisa que seja descrita como “personalizada”.
Nenhuma palavra serve tanto como um alerta de que o produto à venda não vale o que custa, a não ser que seja um terno de alfaiataria.

“É parte do golpe da autenticidade”, disse ao “NYT” Paul Riccio, que dirigiu um vídeo satírico sobre a água “personalizada”. “Chamar algo de personalizado automaticamente permite que você aumente seu preço em US$ 50 (R$ 160).”

O mesmo golpe também beneficia vários livros de autoajuda. Textos antigos voltam a ganhar popularidade porque muita gente está sedenta por conhecimento. Mas essas traduções frequentemente são mal apropriadas e mal interpretadas.

“Às vezes as pessoas veem o taoísmo como uma forma de ‘ajudar a se encontrar e a viver bem no mundo’”, disse Michael Puett, professor de Harvard, ao “NYT”.

“Mas essas ideias não dizem respeito a olhar para dentro e se encontrar. Dizem respeito a superar a si próprio. São, de certa forma, a antiautoajuda.”

A verdade nem sempre é um lugar bonito. Puett alertou que, nessa busca, muita gente acaba encontrando algo a ser superado ao invés de abraçado: um tumulto interno decorrente de hábitos ruins. Para a maioria de nós, seria melhor alterar o nosso comportamento e nos concentrar mais em como interagimos com os outros.

Grant concorda que deveríamos nos preocupar mais em como nos apresentamos e como aspiramos a ser o que dizemos ser.

“Ao invés de mudar de dentro para fora, você traz o exterior para dentro”, escreveu ele, salientando: “Ninguém quer ver o seu verdadeiro eu”.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Incentivo ao debate, à informação, à diversidade de opiniões. Obrigado.