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sábado, 24 de outubro de 2020

Chefes jovens e seus subordinados mais velhos




Com a chamada "Geração Y" ocupando e assumindo espaços gerenciais no mundo corporativo enquanto a turma mais experiente retorna às mesas comuns nos ambientes de trabalho é cada vez mais frequente encontrar setores importantes das corporações com jovens executivos comandando cabeças grisalhas. 
Também não são raros os "conflitos de gerações". Eu mesmo enfrentei alguns, em ambos os lados da mesa e em diferentes situações quando mais jovem e inexperiente e já mais vivido. Não é fácil! Seja para o chefe jovem quanto para o subordinado mais velho e vice versa.
Tudo dependerá de como as partes encaram as situações. Se o chefe é mais velho o processo tende para a naturalidade. O normal é o chefe ser mais velho que os subordinados e as coisas seguem seus cursos normais. 
O problema é quando se dá o inverso; o chefe é jovem e tem subordinados mais experientes sob seu comando. Se esses subordinados são efetivamente experientes não vão ocorrer situações de crise. Eles saberão entender as dificuldades e vão procurar ajudar o jovem líder. Ao contrário que o jovem chefe não respeitar os "cabeças brancas" sob seu comando, terá sob sua batuta problemas sem conta. Esse equilíbrio terá a responsabilidade de ambas as partes, sendo que, pela posição que ocupa o chefe é quem dará o tom dos relacionamentos.
O texto abaixo, da equipe de editores da HSM, consegue resumir bastante bem o pensamento da consultora e escritora Tammy Erickson que tem uma carreira dedicada a pensar e escrever sobre essas relações de trabalho. No artigo são passadas algumas boas dicas para quem vive a situação de ser comandado por alguém mais jovem e menos experiente.
Pela minha vivência concordo cem por cento com o que está escrito e acrescento que nessas circunstâncias o segredo é esquecer que o chefe é mais jovem. Respeite-o e ajude-o como se não existisse diferença de idade. Não procure tirar vantagem e muito menos dar-se ares de superioridade. Será fatal para sua relação com ele e... seu emprego.
Aproveite e aprenda.

Tammy Erickson 
é autora de vários livros ligados aos temas da aposentadoria e dos empregados de gerações anteriores.  Ela é a autora ou co-autora de cinco artigos da Harvard Business Review. Ela entrou na relação dos 50 melhores pensadores globais de negócios no ano de 2011.
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Chefes jovens e seus subordinados mais velhos

O que os executivos mais velhos podem fazer para facilitar a transição e trabalhar com chefes mais jovens, e vice-versa? 

Leia alguns comentários a esse respeito: 

Seguem duas dicas para executivos mais velhos que possuem chefes mais novos:

1. Descubra como eles gostam de se comunicar e dê o melhor de si para se adaptar a isso. Tenha em mente que os jovens estão mais acostumados a interagir com mensagens. Mensagens em quantidade não devem ser interpretadas como falta de confiança no trabalho e sim como um estilo diferente de comunicação. Eles utilizam menos a comunicação "cara-a-cara". Novamente, não interprete isso como uma diferença pessoal. É uma questão de diferença de geração. 

2. Manifeste reconhecimento e respeito pelo chefe mais jovem. Falta de respeito é uma atitude muito destrutiva e incômoda. Em ambas direções. Lembremos que o profissional mais antigo deve ter mais experiência em uma indústria específica ou função, e que o chefe mais jovem pode trazer novas perspectivas para melhorar a forma como as coisas são feitas. Esteja aberto e, principalmente, manifeste seu espírito de apoio ao diálogo. Já os jovens executivos, quando colocados em funções que os tornam chefes de subordinados que poderiam ser seus pais também podem se sentir estranhos com a situação. 

Seguem duas dicas para os profissionais que se encontram em situação semelhante: 

1. Pergunte bastante. Evite idéias pré-concebidas. É importante fazer perguntas e saber quais as diferentes visões que o grupo possui. 

2. Sinalize o reconhecimento e respeito pelos elementos positivos em relação à forma como "as coisas sempre foram feitas". Evite passar a idéia de que "nada presta". 

Mesmo que seja necessária a mudança, vale a pena entender porque tais coisas sempre foram feitas dessa ou daquela forma. 

Aborde as mudanças como algo a ser adicionado aos esforços realizados no passado. Independentemente do lado que você esteja, não se preocupe em convencer o outro lado que você possui a competência e experiência necessárias para o papel que desempenha. 

Na medida em que você demonstrar na prática, com tato, isso não somente será reconhecido como desenvolverá um relacionamento interpessoal de cooperação mútua. 

As pesquisas mostram que as relações entre executivos que se encontram nessa situação funcionam bem quando realizadas com respeito mútuo e compartilhamento de aprendizado. Qual tem sido sua experiência em relação a esse tema? 


 
Baseado em artigo de Tammy Erickson
Fonte: Harvard Business Online

Tammy Erickson é autora de vários livros ligados aos temas da aposentadoria e dos empregados de gerações anteriores.  Ela é a autora ou co-autora de cinco artigos da Harvard Business Review. Ela entrou na relação dos 50 melhores pensadores globais de negócios no ano de 2011.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Hoje é o Dia do Pelé - 23 de outubro de 2020 - 80 anos do Rei

O blogueiro entrevistando Pelé em 1968

 

Entre os privilégios pessoais de estar vivendo nos dias de hoje está o de haver visto, ao vivo e em cores, o Rei Pelé em ação. Daí, que hoje, quando o Rei chega aos 80 anos, posso escrever sobre ele sem precisar recorrer a fontes de consulta. Eu vivi, como torcedor e como repórter esportivo, os anos de ouro do Rei.

Vi Pelé jogar, várias vezes, à beira dos gramados. 

Como muitos brasileiros ouvi (pelo rádio, em Recife) e vi nos filmes o Pelé aparecer na Copa de 1958. Eu ainda era um menino pré-adolescente que nem me ligava em futebol. 

Meu pai era um apaixonado torcedor do Vasco da Gama e adorava futebol. Ele me chamou para ouvir as transmissões "ao vivo" dos jogos da Copa de 58. 

Como ele era um radioamador, à época, tinha um equipamento especial onde se ouvia com muita clareza as ondas curtas das emissoras do Rio e São Paulo. A preferência dele era a dupla Pedro Luiz e Edson Leite da Rádio Bandeirante. Vejam abaixo os gols da final da Copa de 58 nas narrações dos dois grandes locutores esportivos.

Foi a partir daí que comecei a amar o futebol e "conhecer" o Pelé que foi a grande sensação da Copa do Mundo, com 17 anos e um talento que revelado ao mundo naquela Copa iria assombrar o planeta por sua genialidade.

Como estudante do "curso científico" e amante do futebol também era repórter esportivo de rádio, desde 1963 (até 1970), em Recife e vivi os anos de ouro do futebol no Brasil. Anos de Pelé. Anos do Santos de Zito, Pepe e Clodoaldo, do Cruzeiro de Tostão, Raul, Dirceu Lopes e Piazza, do Botafogo de Gerson, Jairzinho e Paulo César, do Vasco da Gama de Brito e Fontana, do Corinthians de Rivelino e do Flamengo de Doval (como jornalista, não vi o Zico jogar; só estrearia no Flamengo em 1971). Vi todos esses craques e muitos outros jogarem, trabalhando como repórter de campo e interagindo com aquele mundo fascinante.

Digo isso com muito orgulho, hoje, para poder registrar no blog a passagem dos 80 anos de Pelé. Não cometerei o exagero de comentar qualquer coisa sobre ele. Para isso é só acessar os principais sites de notícias. Quero apenas juntar-me à multidão, no planeta Terra que está homenageando hoje o Rei Pelé, orgulho do Brasil e de todos os esportes no mundo inteiro.


Como registro pessoal, ilustrei o início do post com uma das poucas imagens que consegui “salvar nos meus arquivos pessoais”, como repórter, entrevistando o Pelé. Foi na Ilha do Retiro - Recife (estádio do Sport) e salvo melhor memória em 1968/69, em algum jogo dos muitos que o Santos disputou em Recife, à época. Essa imagem é uma das principais "relíquias", na minha história

Não posso encerrar este post sem aproveitar a oportunidade para registrar - sem “patriotada - que quem, como eu que amo o futebol e o acompanha desde a Copa do Mundo de 1958, não pode sequer aceitar uma comparação entre Pelé e Maradona. Aceito que Maradona é um “Príncipe”, mas o Rei do Futebol será sempre o nosso Pelé. Só ele parou uma guerra na África para que os combatentes de ambos os lados pudessem assisti-lo jogar.

Que viva o Rei ainda mais uns bons anos, para nos lembrar dos tempos em que o brasileiro tinha orgulho  de se identificar no exterior para dizer que era do país do Pelé. È verdade, aconteceu comigo!


terça-feira, 20 de outubro de 2020

Você é uma pessoa de atitude? Leia e descubra.



H

ouve tempos (bons tempos...) na minha vida em que estive muito ligado aos esportes amadores. Basquetebol principalmente. Nessa convivência com jovens atletas - fui árbitro, dirigente e pai de atleta - aprendi de forma prática a diferença fundamental entre o que seja compreendido como atitude e o que é percebido como comportamento comum. 

Mesmo com o volume de estudos e pesquisas existente ainda assim atitude é um conceito subjetivo, imaterial e intangível; mas é perceptível. Exatamente por conta dessa percepção as corporações estão investindo cada  vez mais para encontrar e valorizar entre os seus quadros de colaboradores aqueles empregados nos quais sejam inferidos e captados os sinais de que são "portadores de atitude". É isso mesmo! Eles estão sendo  "caçados" pelos departamentos de RH

A propósito leiam com atenção o que dizem - no  artigo do  Canal RH abaixo – três gerentes de recursos humanos de grandes corporações:


  • [...] "Um profissional com atitude não espera receber ordens para agir. “Ele traz consigo o sentimento de dono do negócio”, afirma Carina Budin, sócia-gerente da filial de Campinas (SP) da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos. Quem tem atitude se destaca por se envolver na tomada de decisão da empresa, indo além da sua função. “Esse tipo de perfil é fundamental para o desenvolvimento da companhia, desde que, também, respeite os limites, não passando por cima de superiores e deixando claros os objetivos de suas ações”, afirma." [...]
  • [...] "Disputado pelo mercado, o profissional com atitude também é valorizado pela dedicação à empresa, como comenta Carolina Côrrea, gerente de Mercado da consultoria LAB SSJ. E, para ela, ter atitude no ambiente de trabalho está relacionado à maturidade, o que, por sua vez, não tem obrigatoriamente ligação com idade. “No ambiente corporativo, temos hoje técnicas eficientes de aceleração da maturidade que podem promover uma mudança de comportamento e de atitude”, ressalta. A especialista garante, portanto, que é possível, sim, ensinar alguém a ter atitude. “Cabe ao RH adotar ações para isso”, diz. [...]
  • [...] "As empresas têm optado por monitorar os talentos e verificar os seus eventuais potenciais. A Souza Cruz faz um mapeamento das competências dos mais de 1.100 funcionários e a atitude é considerada como fator positivo em eventuais promoções. “Um profissional com esse perfil consegue identificar vantagens competitivas dentro de sua área e é o que esperamos de todos na empresa”, afirma Renata Faria, gerente corporativa de Recursos Humanos. Para verificar se o colaborador tem ou não atitude, a empresa realiza duas ações. Uma vez por ano é feito um processo de avaliação de competências - os gestores sentam com os subordinados e os avaliam, indicando onde e como melhorar. [...]

Tudo isso é verdade. Quem está ligado sabe... Nada melhor  e mais valioso do que se trabalhar com pessoas que operam em frequências cujas condutas transpiram  ação, desejo, determinação, disposição e posicionamento. Tudo isso e mais faz parte de um personagem com atitude.



Vamos voltar um pouquinho aos esportes? Digo que lá  é mais fácil perceber essas pessoas (atletas) apontadas como “de atitude”. Nos treinos são eles que estão sempre com a mesma aplicação dos jogos e nos jogos são os mais dedicados, aqueles que "chamam" a responsabilidade da liderança para si (do tipo que bate o pênalti para decidir uma partida...) ou que se arriscam mais em jogadas difíceis (uma bola de três pontos no final do jogo decisivo...) ou a cortada vencedora na decisão de uma partida de voleibol. São eles, os de atitude, quem incendeiam os demais companheiros de time e provocam as grandes emoções nas torcidas.

No mundo corporativo não é tão fácil assim saber quem são estes personagens. É preciso um pouco mais de convivência, mas certamente eles estão lá no meio do grupo. São os que não fogem do serviço por maior e mais complicado que seja; assumem as missões de responsabilidade que ninguém quer com medo de fracassar ou estão sempre a postos para defender a bandeira da corporação, do grupo ou sacrificar fins de semana e feriados para completar as missões e entregar os resultados nos prazos comprometidos.

Com certeza qualquer um de nós que já temos algumas "horas de voo" nos céus dos mundos corporativos conhecemos muitos desses indivíduos. Não são, normalmente, pessoas fáceis de administrar e conhecem o seu valor na corporação, mas valem o investimento feito para descobri-los, dar-lhes as oportunidades e confiar neles.

Nas empresas eles são algumas vezes celebridades ou protagonistas, outras vezes apenas auxiliares secundários e em outras mais, apenas figurantes. Não importa. Ter atitude não depende de outros fatores que não sejam aqueles inerentes à própria pessoa humana.

Um time composto de indivíduos assim terá sempre a marca do sucesso, da inovação e do êxito. Um time vencedor. Querem um bom exemplo? O time do Corinthians agora em Yokohama quando conquistou o título de Campeão Mundial de Clubes de Futebol.

Comportar-se com atitude, foco e intensidade de entrega foi o fator decisivo para que o clube de São Paulo e do Brasil conseguisse superar seu oponente, o Chelsea da Inglaterra, que ao contrário dele foi um grupo sem atitude vencedora apesar de ser considerado tecnicamente superior ao Corinthians.


É isso ai! Atitude vence jogos e alavanca carreiras; aumenta vendas e eleva o faturamento. Promove o crescimento das empresas. Nas instituições de governo são eles, os funcionários de atitude que cumprem as metas, executam as obras e orçamentos e mantem vivo o espírito de corpo que valoriza a Administração Pública.

O artigo abaixo que ilustra meu comentário versa sobre esse tema tão apaixonante para quem estuda e aprecia conversar sobre assuntos corporativos. Recomendo sua leitura. E por favor, lembrem-se, cultivem o comportamento de ter e assumir atitude. Não é dom e nem é característica de nascença. Pode ser aprendido e desenvolvido, como irão ler abaixo.

Gifs ANimados Flechas (80) Este post foi originalmente publicado aqui no blog em 2012. Dai porque as referências à conquista do Corinthians, no campeonato mundial de clubes no mesmo ano. É um dos posts mais visitados pelos leitores da Oficina de Gerencia e sua atualidade me levou a republicá-lo. 

Atitude: qualidade que faz a diferença

por Fabiano Lopes (Canal RH)



Tão apreciado na terra da rainha, o “CHA” para o setor de RH tem significado que em nada se relaciona com a famosa bebida inglesa. O anagrama se refere a Conhecimento, Habilidade e Atitude. Três características, que, se bem desenvolvidas, transformam o profissional detentor delas em funcionário dos sonhos de dez a cada dez empresas. Das qualidades do CHA, a atitude é a única que está ligada intrinsecamente à personalidade do profissional e, segundo especialistas, a mais difícil de ser “ensinada” e a de maior complexidade de ser definida.

Um profissional com atitude não espera receber ordens para agir. “Ele traz consigo o sentimento de dono do negócio”, afirma Carina Budin, sócia-gerente da filial de Campinas (SP) da Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos. Quem tem atitude se destaca por se envolver na tomada de decisão da empresa, indo além da sua função. “Esse tipo de perfil é fundamental para o desenvolvimento da companhia, desde que, também, respeite os limites, não passando por cima de superiores e deixando claros os objetivos de suas ações”, afirma.

Disputado pelo mercado, o profissional com atitude também é valorizado pela dedicação à empresa, como comenta Carolina Côrrea, gerente de Mercado da consultoria LAB SSJ. E, para ela, ter atitude no ambiente de trabalho está relacionado à maturidade, o que, por sua vez, não tem obrigatoriamente ligação com idade. “No ambiente corporativo, temos hoje técnicas eficientes de aceleração da maturidade que podem promover uma mudança de comportamento e de atitude”, ressalta. A especialista garante, portanto, que é possível, sim, ensinar alguém a ter atitude. “Cabe ao RH adotar ações para isso”, diz.



As empresas têm optado por monitorar os talentos e verificar os seus eventuais potenciais. A Souza Cruz faz um mapeamento das competências dos mais de 1.100 funcionários e a atitude é considerada como fator positivo em eventuais promoções. “Um profissional com esse perfil consegue identificar vantagens competitivas dentro de sua área e é o que esperamos de todos na empresa”, afirma Renata Faria, gerente corporativa de Recursos Humanos. Para verificar se o colaborador tem ou não atitude, a empresa realiza duas ações. Uma vez por ano é feito um processo de avaliação de competências - os gestores sentam com os subordinados e os avaliam, indicando onde e como melhorar. Outra forma utilizada é por meio dos resultados. “O quanto o funcionário produz está relacionado à sua performance e, assim, com sua atitude”, salienta Renata.

A gerente explica também que a Souza Cruz possui programas específicos para incentivar o desenvolvimento da iniciativa de seus funcionários. Um deles valoriza ações em prol da inovação, atingindo todos os níveis hierárquicos. Quando alguém indica mudança de processo que gera benefícios para a fábrica recebe uma compensação financeira e é dada visibilidade à ação do funcionário. “Fazemos uma celebração em que destacamos a capacidade do profissional e os ganhos da iniciativa”, conta Renata. Essa publicidade da ação cria um efeito em cascata. “É uma forma de inspirar outros funcionários a agir também.”

Na Acrilex, a atitude dos funcionários é avaliada no dia a dia. “A competência pode ser observada na capacidade de realização e nos resultados que o colaborador entrega”, diz Evandro Rogério Rosa, gerente de RH da empresa. Segundo ele, a Acrilex possui um clima organizacional aberto, em que a comunicação flui sem impedimentos, com feedbacks diários e constantes, permitindo o desenvolvimento da atitude de todos. “Eles se sentem seguros para opinar, o que acarreta um aumento de ideias que melhoram o negócio”, afirma.


A prática constante de feedback para estimular o desenvolvimento da atitude dos funcionários também é utilizada na Basf. Para isso, a companhia conta com o programa “Diálogo com o Colaborador”, que formaliza o feedback entre líderes e subordinados. “Além disso, temos um programa de desenvolvimento para ampliar a transparência na organização, para que todos possam conhecer as oportunidades de desenvolvimento disponíveis”, afirma Juliana Justi, Talent Manager da Basf. Na companhia, os colaboradores são estimulados a assumir a responsabilidade pelo sucesso da companhia. “Em um mercado tão competitivo como o atual, precisamos de pessoas que apresentem ideias e as façam acontecer”, afirma.

Esse artigo foi publicado originalmente no site Canal RH

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

O Guardião do Castelo





H

á muitos anos recebi de um amigo dileto, bem mais velho que eu, esse texto maravilhoso. Lembro-me que fiquei tão fascinado que a todo o momento, em minhas preleções e reuniões, referia-me a ele para citar exemplos de comportamento e de atitudes. Acho que exagerei tanto que alguns companheiros passaram a me apelidar de "O Guardião do Castelo".

Quando comecei o meu projeto de blog (2007) foi quase automático que um dos primeiros textos que postei foi o próprio. Isso aconteceu em novembro de 2007. 

Em 2011, navegando pelos meus antigos posts (coisa que faço frequentemente e com enorme prazer) deparei-me novamente com o Guardião do Castelo. Não tive dúvidas...

Agora (2020), mais experiente, tive oportunidade de melhorar o texto dando-lhe um toque mais descritivo e ilustrando com imagens lindas e apropriadas. Gostei muito do resultado.

A mensagem é simples e direta. Com muitas variações de interpretações. O texto está fartamente exposto em vários links da internet (Google), mas com uma apresentação única, copiada ipsis literis uns dos outros, pobre e sem a imaginação da cena e dos movimentos que procurei colocar aqui. 

Para quem já conhece a metáfora, por favor, não perca a oportunidade e releia-a; e quem ainda não a leu - principalmente as gerações mais jovens - posso apostar que irá gostar tanto quanto eu imagino. 

Vai dar muito que pensar em quantas vezes você deixou de assumir a atitude o que o discípulo tomou para resolver o enigma colocado e assumir a função que estava em disputa. Você teria a iniciativa que ele teve?

 


O Guardião do Castelo 
http://paizo.com/image/content/LegacyOfFire/PZO9021-ScholarRayhan.jpg

Num castelo longínquo e isolado nas montanhas que abrigava um mosteiro  a manhã foi interrompida com a notícia da morte do seu Guardião.  

Tão repentina quanto inesperada a morte daquele monge guerreiro pegou o mosteiro de surpresa. Era urgente que um substituo fosse rapidamente encontrado. 

O Mestre do Castelo , muito apreensivo, fez tocar o sino sagrado e convocou, então, todos os seus discípulos ao salão principal do castelo para escolher quem seria o novo guardião. Com a tranquilidade inerente aos velhos mestres reuniu o Conselho de Anciãos e sentenciou: 

- Assumirá o posto aquele que resolver mais rapidamente  o problema que irei lhes apresentar. 

Era uma honra suprema ser o Guardião do Castelo. Ele seria o segundo homem na hierarquia da comunidade. A segurança do castelo e do mosteiro dependiam diretamente do Guardião. Teria de ser alguém dotado das melhores qualidades.  Decisão, coragem e destreza eram essenciais. 

O mestre pensou, enquanto fazia os preparativos, que os discípulos não estavam preparados ainda. Como então descobrir entre eles o escolhido?

Mandou então colocar  uma magnífica mesa no centro do enorme salão em que iriam reunir-se, forrou com a  toalha de linho mais branca  e sobre ela pousou delicadamente um enorme e lindo vaso da mais fina  porcelana, muito raro, com enormes rosas amarelas de extraordinária beleza a enfeitá-lo.

Esperou todos os discípulos chegarem e após um prolongado silencio disse, apontando para a mesa, o vaso e as flores: 

- Aqui está o problema. 

Enquanto todos, como que pegos de surpresa, ficaram olhando a cena sem compreender direito o que estavam vendo o mestre pensou: 

-Será que vou encontrar o Guardião em meio a esses discípulos tão jovens? 

Ali estava o  vaso belíssimo, de valor inestimável, com as maravilhosas flores ao centro. Solitário sobre a mesa. Tão inofensivo quanto belo. Como poderia ser um problema? Pareciam pensar todos. O que representaria?! O que fazer?! Qual o enigma que o mestre estava lhes propondo?!  O que fazer?!

No instante seguinte com a velocidade de um felino e a determinação de um guerreiro um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, encarou os companheiros, dirigiu-se a passos firmes para o centro da sala. Parou diante da mesa e a  lâmina brilhou no espaço faiscante. Um relâmpago em direção ao vaso. 

Destruiu tudo, o vaso maravilhoso e as lindas rosas amarelas.  Com um só golpe certeiro  e preciso transformou o cenário em pedaços de porcelana e pétalas das rosas no piso do salão.

Embainhou  calmamente a espada em seguida. Com a mesma determinação  o discípulo, em silencio, voltou ao seu lugar sob os olhares perplexos de seus companheiros.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRQNVrV3HUo-d-GFa85-rroYKci2qs_mF_TDD8bFBBn1j141A7aPG8cFPhREgxHwjeyQb1MNZDHn_K-iw_WytbnjYIh2l78KNMMfQUvLAuMjAx0-T1Q1N4owF8N0K8PsrInqrqKS6Pt-Y/s1600/monge+para+anime+spellsinger.jpg

O  Mestre dirigiu-se ao centro do salão com um brilho de satisfação nos olhos e disse orgulhoso dirigindo-se ao discípulo.

- “Você será o novo Guardião do Castelo.”




Este é um antigo texto de domínio público, sem autor conhecido, muito utilizado como metáfora por consultores e palestrantes sobre liderança e atitude. Existem várias mensagens que podem ser dele extraídas e uma delas considero ser a principal: 
  • "Não importa qual a estrutura ou a circunstância do problema que lhe seja apresentado para você seguir em frente, mesmo que seja algo de alto valor material ou sentimental, se for um obstáculo e se desejar o objetivo, precisa ser resolvido e eliminado. Um problema, seja de que tipo for, será sempre um problema. Precisa ser enfrentado.
Você concorda com esse aforismo? 

Ocorre que a maioria de nós carrega durante a vida inteira o peso das coisas que foram  importantes nas suas experiências passadas, mas que hoje ocupam espaços inúteis em seus  corações e mentes. Espaços que são indispensáveis para recriar a vida.

A mensagem é que você "limpe" a sua vida; comece pelos espaços físicos à sua volta (caixas, gavetas, armários, documentos, fotos...). Continue ceifando os problemas  até chegar às pessoas do  passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração  neste momento. 

Não será nada fácil! O sentimento de apego que muitos de nós têm por suas lembranças é sólido e ninguém renunciar a eles. Fazem parte de nossas vidas. Mas se forem problemas para vocês avançar na vida... terá de resolver o dilema. 

O que aprendemos com a experiência de vida é que o passado deve servir de lição, como referência,  para ser lembrado, mas não para ser revivido. 

Use as “experiências" do passado no presente, para reconstruir o seu futuro.”


Esta é uma edição mais aprimorada do post que publiquei originalmente no blog em duas ocasiões - 2007 e 2011. Volto a publicá-lo agora, 2020; e declaro minha absoluta paixão pelas lições que encerra e pelo respeito que tenho das vezes em que o apliquei em minha vida, sempre com sucesso e bons resultados.

Se deseja ver uma das versões da história que está na internet (em ppt), clique no link abaixo e ligue o som do seu computador, tablet ou celular:

 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

13 de Outubro: aconteceu o "Milagre de Fátima" (1917) || Tragédia do Andes (1972) || É fundada a B'nai B'rith (1843).

 

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13.OUT.2016

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13.OUT.2010

TRINTA E TRÊS MINEIROS SOTERRADOS SÃO RESGATADOS APÓS 69 DIAS SOTERRADOS

13.OUT.1977

CORINTHIANS QUEBRA JEJUM DE 23 ANO SEM TÍTULOS

13.OUT.1972

TEM INÍCIO A TRAGÉDIA DOS ANDES

13.OUT.1968

POETA MANUEL BANDEIRA PARTE PARA PASÁRGADA

13.OUT.1943

ITÁLIA DECLARA GUERRA À EX-ALIADA ALEMANHA

13.OUT.1925

NASCE MARGARET THATCHER, A DAMA DE FERRO

13.OUT.1917

MILHARES DE PESSOAS TERIAM TESTEMUNHADO O "MILAGRE DO SOL", EM FÁTIMA, PORTUGAL

Em um dia como este, no ano de 1917, milhares de pessoas afirmam ter presenciado um evento que ficou conhecido como o "Milagre do Sol", em Fátima, Portugal. O número de pessoas que teriam visto o fenômeno varia de 30 mil a 100 mil, de acordo com relatos da época. Muitos afirmam terem visto uma atividade solar extraordinária. De acordo com esses relatos , o evento durou cerca de dez minutos. 

As três crianças, também chamadas de "os três pastorinhos", haviam feitos relatos de aparições de Nossa Senhora, que havia prometido a elas um milagre para o meio-dia de 13 de outubro para que "todos acreditassem".

Pessoas disseram que o Sol ficou como um disco opaco, girando no céu. Outros afirmaram que o astro estava com menos brilho que o normal e com luzes multicoloridas, assim como teria se movido em zigue-zague, fazendo com que muitos pensassem que se tratava do fim do mundo.

O evento foi oficialmente aceito como um milagre pela Igreja Católica em 13 de outubro de 1930. Pessoas mais céticas acreditam que o evento tenha ocorrido por conta dos efeito ópticos causados pelo longo tempo que as pessoas teriam olhado diretamente para o Sol.

13.OUT.1884

GREENWICH É ESTABELECIDO COMO MERIDIANO DE LONGITUDE OFICIAL DO MUNDO

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