Eliminação na Copa: Uma Surpresa Apenas para os Distraídos
(por Herbert Drummond)
Para quem analisa o futebol com frieza, o resultado passa longe de ser uma surpresa. Olhar para o placar como um "vexame isolado" é ignorar o contexto macro de todo o ciclo de 4 anos a que foi submetida a instituição "Seleção Brasileira", desde a última copa (2022-2026)
Nas simulações dos caminhos da Copa, o teto do Brasil (se tivesse avançado contra a Noruega), já se limitaria às quartas de final (Inglaterra ou México), diante da nossa fragilidade coletiva. O entusiasmo nas vitórias contra Haiti e Escócia, mascararam as deficiências de nossa seleção. A torcida foi na onda do hexa e hoje sofre uma decepção.
No jogo de hoje, com a Noruega, o Brasil, em tempo nenhum, foi uma equipe. Na fase de grupos e da de "16 avos", evoluímos para o status de um "grupo" (clique aqui). Todavia, as seleções que marcham firmes rumo às fases finais estão degraus acima desse nível. A Noruega estava e está, claramente, acima do Brasil nessa escala. Mostrou isso no campo de jogo. Exemplos de equipes? França e Argentina.
Não comentarei coisas técnicas ou táticas do jogo. Já tem muitos "especialistas" teorizando sobre o fato consumado; por que o Brasil perdeu para a Noruega? Perdemos porque o adversário foi melhor. Simples assim.
A frustração de milhões de torcedores é legítima, mas o fanatismo não pode cegar a análise. Não podemos, na insana busca de culpados, crucificar o técnico ou qualquer outro jogador.
O foco, agora, precisa estar no futuro. A manutenção do contrato com o técnico Ancelotti até 2030 é a garantia de continuidade para a montagem de um trabalho sólido e verdadeiro.
É hora de aceitar a verdade para, finalmente, podermos evoluir. Vamos passar pelas fases do luto (clique aqui) e temos que cuidar para não nos afundarmos em nenhuma delas. Não se deve execrar nenhum personagem desse drama, nem o técnico, nem jogadores.
Aqui, vale um famoso verso de Ricardo Reis (Fernando Pessoa)
"Não peçam muito a ninguém,
Ninguém tem muito pra dar"
Excelente análise, Mestre! Ela nos mostra a importância de uma reflexão imparcial, sem permitir que nossas emoções "crucifiquem" os personagens desse enredo.
ResponderExcluirObrigado pela visita, caro amigo. Gostaria que mais amantes do futebol pensassem da mesma forma, principalmente a grande mídia e os (invejosos) técnicos brasileiros. Abraço e volte sempre.
ExcluirConcordo com você, não devemos botar a carapuça em ninguém.
ResponderExcluirO time foi muito mal preparado desde o início, com a troca de técnicos (3), antes Anceloti, culminando na sua fase com a demora em definir um time,com 15 formações diferentes em 15 jogos.
Não poderia dar certo,só um milagre,qua não aconteceu!
Parabéns pela excelente análise!
Obrigado, “Anônimo”, pela visita e comentário. Seja sempre bem-vindo. Podemos ter um bom início desse novo ciclo, se deixarem de cornetar o técnico. Não há como culpar Ancelotti pela desclassificação. Não foi ele quem perdeu o pênalti e o gol do Endrick. Pediram para ele escalar Neymar e Endrick e ele fez. Aí os corneteiros aparecem para dizer que “não era a hora”. Putz! Finalizaria dizendo o seguinte: nós precisamos mais dele, do ele de nós. Volte sempre.
ExcluirVoto com o relator. O elenco dessa seleção era fraco, sem opções. Não tínhamos nosso tradicional 9 nem o 10. Soma-se a essa carência de atletas de alto nível nessas duas importantes posições, a bagunça generalizada pela qual passou a CBF nos últimos 4 anos. Precisamos parar, reorganizar e começar de novo. Talentos sempre vamos ter. Craques por aqui não param de aparecer. Não será em
ResponderExcluir2030, mas quem sabe em 2034 não voltemos a ser o Brasil que costumávamos ser?
Obrigado, “Anônimo”, pela visita e comentário. Seja sempre bem-vindo. Podemos ter um bom início desse novo ciclo, se deixarem de cornetar o técnico. Não há como culpar Ancelotti pela desclassificação. Não foi ele quem perdeu o pênalti e o gol do Endrick. Pediram para ele escalar Neymar e Endrick e ele fez. Aí os corneteiros aparecem para dizer que “não era a hora”. Putz! Finalizaria dizendo o seguinte: nós precisamos mais dele, do ele de nós. Volte sempre.
ResponderExcluirFazendo uma referência à publicação anterior: "O Efeito Ancelotti: Como a Liderança de Vestiário Mudou o Jogo no 2º Tempo", evidencia-se que, com uma boa liderança, resultados positivos são alcançados, vence batalhas (jogos = metas intermediárias), entretanto, para vencer a guerra (copa = missão), a corporação (confederação) inteira deve estar comprometida com o objetivo final.
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