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François-Marie Arouet (francês - 21 de novembro de 1694 — 30 de maio de 1778) foi um escritor, historiador e filósofo iluminista francês. Conhecido por seu pseudônimo M. de Voltaire, ele era famoso por sua sagacidade e suas críticas ao cristianismo — especialmente à Igreja Católica Romana — e à escravidão. Voltaire defendia a liberdade de expressão, liberdade de religião e separação entre igreja e estado. Voltaire foi um escritor versátil e prolífico, produzindo obras em quase todas as formas literárias, incluindo peças de teatro, poemas, romances, ensaios, histórias e exposições científicas. Ele escreveu mais de vinte mil cartas e dois mil livros e panfletos. Voltaire foi um dos primeiros autores a se tornar conhecido e comercialmente bem-sucedido internacionalmente. Ele era um defensor declarado das liberdades civis e estava em constante risco com as rígidas leis de censura da monarquia católica francesa. Suas polêmicas satirizavam a intolerância, o dogma religioso e as instituições francesas de sua época. Sua obra mais conhecida e magnum opus, Cândido, ou O Otimismo, é uma novela que comenta, critica e ridiculariza muitos eventos, pensadores e filosofias de seu tempo. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire}

 

terça-feira, 28 de julho de 2026

O Etarismo nas Organizações e a Lição da Tigela de Madeira

A Lição da Tigela de Madeira: Valorizando os Laços Familiares

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O Etarismo nas Organizações e a Lição da Tigela de Madeira
፨ Autor: Herbert Drummond ፨
Que lições e percepções podemos extrair ao final dessa parábola?
📢Este artigo é dirigido especialmente para executivos jovens e colegas de trabalho de pessoas acima dos 65 anos.

Do ponto de vista da família, a metáfora é quase autoexplicativa. Se olharmos pela lente da convivência em sociedade, também a compreendemos sem maiores esforços: respeito aos mais velhos, empatia com as limitações alheias, paciência e o compromisso moral de dar o melhor exemplo às crianças e às novas gerações.

Mas quando ajustamos essa mesma lente para o ambiente organizacional, como devemos decifrá-la?

Em qualquer ambiente de trabalho sempre teremos pessoas jovens, gente madura e outras mais velhas. Contudo, o que antes era exceção tornou-se uma realidade consolidada: homens e mulheres acima dos 65 anos estão cada vez mais presentes e ativos nas instituições — tendência analisada em profundidade no estudo sobre a longevidade no mercado de trabalho.

São profissionais de grande vivência que permanecem no mercado por diferentes razões:

  • O desejo genuíno de continuar produzindo e gerando valor;

  • A necessidade financeira de complementar renda;

  • A demanda estratégica das próprias empresas, que buscam essa bagagem para assegurar a gestão do conhecimento e a transição geracional.

Estou nesse grupo. Conheci e conheço vários exemplos desses senhores e senhoras que se mantêm plenamente produtivos e — apesar de suas limitações naturais do tempo — atuam lado a lado com os demais colegas, dividindo espaços, responsabilidades e desafios.

No entanto, em companhias de maior porte e com equipes numerosas, ainda é comum observar — salvo as honrosas exceções — um preconceito velado, o chamado etarismo. Ele se manifesta em atitudes sutis (às vezes ostensivas), principalmente vindo de colegas mais jovens ou lideranças despreparadas, que não cansam de criticar, diminuir ou desfavorecer os profissionais mais velhos.

Eles, exatamente como no exemplo do avô da parábola, acabam sendo colocados à margem dos ambientes de trabalho.

  • Fisicamente: em mesinhas discretas nos cantos das salas, cubículos isolados ou postos sem boa luminosidade e ventilação;

  • Culturalmente: sofrendo piadas inadequadas, falta de acolhimento pelas chefias e exclusão das decisões e dos projetos mais relevantes.

A fábula da “tigela de madeira” serve como um espelho incômodo para esses casos.

O debate sobre diversidade e inclusão nas empresas não pode se limitar apenas a discursos. A integração intergeracional é uma necessidade humana, social e de negócios.

Por isso, faça o exercício de olhar ao seu redor hoje: onde estão os colegas mais velhos no seu ambiente de trabalho?

Se perceber que eles estão sendo tratados como o vovô da fábula, não se omita. Aja para que eles venham sentar-se à mesa principal, com a mesma dignidade e protagonismo dos demais. Não aceite o isolamento como se nada tivesse a ver com você.

Lembre-se: amanhã, se tivermos o privilégio do tempo, seremos nós a estar na situação deles.

O que acha de levarmos essa reflexão adiante? Na sua empresa, os profissionais maduros têm assento à mesa ou continuam sendo isolados no canto da sala? Tornados irrelevantes? 

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2 comentários:

  1. Excelente reflexão. Valorizar a experiência não é apenas uma questão de respeito, mas também de inteligência organizacional. Empresas que promovem a troca entre gerações preservam conhecimento, fortalecem sua cultura e tomam decisões melhores. Até o Vasco entendeu a lição: ontem, com média de quase 28 anos entre os titulares, mostrou que experiência bem aproveitada ainda ganha clássico.

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    1. Obrigado pela visita e pelo comentário, "anônimo" (acho que o conheço). Sendo vascaíno, é sempre bem vindo. Volte sempre.

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