||| 25 de março DE 2026 ||| 4ª feira ||| Dia da Constituição brasileira e dia nacional do orgulho gay ||| "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade". (Carlos Drummond de Andrade) |||

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O Dia da Constituição Brasileira é celebrado em 25 de março. A Constituição, ou Carta Magna, é o conjunto de normas e leis que norteiam os direitos e deveres dos cidadãos, bem como das responsabilidades sociais do Estado, individuais ou coletivos, a fim de organizar o país. Muitas pessoas confundem o Dia da Constituição com o 24 de janeiro. Na realidade, esta foi a data em que foi outorgada a Constituição Brasileira de 1967, que ficou conhecida por legalizar e institucionalizar o regime militar. Origem do Dia da Constituição O Dia da Constituição é celebrado no dia 25 de março, pois foi quando o Imperador D. Pedro I assinou a primeira Constituição Brasileira, parte importante do processo de independência do Brasil. A primeira Constituição Brasileira foi instituída em 1824, após o processo de Independência do Brasil, e durou até a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, quando entrou em vigor uma nova constituição. Cartaz da data comemorativa do Ministério do Trabalho Constituições Brasileiras É importante notar que, desde a primeira constituição, o Brasil teve 6 constituições anteriores à de 1988, a saber: Primeira: Constituição de 1824 A "Constituição do Império do Brasil" foi promulgada em 25 de março de 1824 pelo imperador Dom Pedro I (1798-1834). Foi considerada um documento de suma importância para consolidar o processo de independência do Brasil. Além dos três poderes, legislativo, executivo e judiciário, o documento indicava o Poder Moderador, característico do sistema monárquico, ou seja, do Rei. Leia também Promulgação da Primeira Constituição Republicana. Segunda: Constituição de 1891 A "Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil" foi promulgada em 24 de fevereiro de 1891. O País era governado por Deodoro da Fonseca (1827-1892), figura principal da Proclamação da República, em 1889. Da mesma forma, foi um documento muito importante para consolidar o sistema republicano no país, durante o período da República Velha (1889-1930). Num regime de governo presidencialista, em detrimento do sistema monárquico, o documento excluiu o Poder Moderador, atrelado ao Rei. Terceira: Constituição de 1934 Essa Constituição foi promulgada em 16 de julho de 1934. De cunho autoritário e liberal, sua promulgação aconteceu durante o Governo de Getúlio Vargas (1882-1954). Foi a Constituição que vigorou em menor espaço de tempo no país (3 anos), de qualquer modo foi importante para estabelecer diversas reformas na organização político-social do Brasil. Quarta: Constituição de 1937 Conhecida por “Polaca”, foi promulgada em 10 de novembro de 1937 no governo de Getúlio Vargas, inaugurando o período conhecido como “Estado Novo”. Essa Constituição foi considerada autoritária, ditatorial, fascista e centralizadora. Capas das constituições brasileiras Capas das sete constituições brasileiras Quinta: Constituição de 1946 A 5.ª Constituição foi promulgada em 18 de setembro de 1946, durante o governo do militar Eurico Gaspar Dutra (1883-1974). Diante do processo de “redemocratização do país”, a sua principal característica foi trazer uma nova ordem. O documento trazia diversos pontos associados às liberdades expressas da Constituição de 1934 e que haviam sido retiradas em 1937. Sexta: Constituição de 1967 Conhecida por ter legalizado o regime militar no Brasil, a 6.ª Constituição foi promulgada em 24 de janeiro de 1967 no governo do militar Humberto Castelo Branco (1897-1967). De cunho centralizador e autoritário, o documento concentrava a maior parte do poder no Poder Executivo. Além de acabar com as eleições diretas para presidente da República, o que também restringiu direitos dos trabalhadores, estabeleceu a pena de morte. Sem dúvida, essa constituição ficou marcada pelo decreto assinado em 1968, denominado “Ato Institucional n.º 5” (AI-5) que, entre outras coisas, estabelecia a censura e o poder máximo ao Presidente do país, bem como aos militares. Sétima: Constituição de 1988 A "Constituição da República Federativa do Brasil de 1988" foi promulgada em 5 de outubro de 1988 e é a atual constituição. Nesse período, o presidente era José Sarney. Também chamada de “Constituição Cidadã”, ela recebe esse nome por ter consolidado diversas leis no campo dos direitos humanos, o que representou uma grande melhoria no processo de democratização brasileira.


Michel Eyquem de Montaigne (Castelo de Montaigne, 28 de fevereiro de 1533 – Castelo de Montaigne, 13 de setembro de 1592), mais conhecido apenas como Montaigne foi um filósofo renascentista e escritor erudito francês. Humanista e cético, ele é considerado como o precursor do estilo literário ensaístico. Empregando em sua obra um estilo descontínuo até então inédito na prosa literária, Montaigne refletiu sobre os costumes e modos de vida humanos, inaugurando assim o chamado moralismo francês. Criticou a educação livresca e mnemônica, propondo um ensino voltado para a experiência e para a ação. Acreditava que a educação livresca exigiria muito tempo e esforço, o que afastaria os jovens dos assuntos mais urgentes da vida. Para ele, a educação deveria formar indivíduos aptos ao julgamento, ao discernimento moral e à vida prática.[]


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Mulheres no Comando, porque são tão poucas?


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Mulheres no Comando, porque são tão poucas?

(Autor- Herbert Drummond - Blog Oficina de Gerência)


“Mulheres em cargos de chefia” é um tema que sempre causa controvérsia. Não deveria, mas causa.

Devo registrar que no percurso da minha carreira profissional, com mais de 50 anos, ocupei diversas funções de chefia intermediária  e nos últimos 30 anos exerci cargos de direção superior na Administração Pública. Pois bem, nesse tempo todo, foram pouquíssimas vezes que encontrei funções de chefia ocupadas por mulheres.

Na verdade, nunca me dei conta disso; muito porque na minha profissão, antigamente (anos 60, 70, 80 e até metade da década de 90), as mulheres não buscavam cursar Engenharia Civil. Minha turma, de cerca de 120 formandos, só havia seis colegas do sexo feminino. Fato é que independente dessas circunstâncias as mulheres, à época, não tinham oportunidades de ascender nas funções de executivas, notadamente nas carreiras das chamadas ciências exatas.

Apesar da evolução dos cenários, com um número crescente de mulheres coexistindo com os homens nas corporações, elas ainda são pouco vistas nas reuniões de gerentes e diretores. Na alta cúpula então... são aves rarae.

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Trabalhando na Administração Pública desde 1983 posso atestar que as mulheres não podem sequer ser consideradas como minoria. Mesmo com o advento dos concursos públicos para admissão, os altos cargos de confiança (e até os médios também) ainda estão “reservados” para o sexo masculino. As mulheres são muito poucas, mesmo.

As legítimas pressões da sociedade, desde muito tempo, estão presentes pelas vias mais diversas – Associações, ONGs, sindicatos e outros –e percebe-se um esforço das empresas nesse sentido. Mas é tudo muito lento.

Tenho o tema sempre presente nas minhas preocupações como executivo e observador privilegiado do mundo corporativo. E tenho a consciência que consegui, sempre que viável, colocar mulheres para ocupar cargos executivos sob minha direção. Mas confesso que não atingi uma cota que julgasse satisfatória. Embora procurasse razões e justificativas não as encontrei.

Eis que me deparei com um artigo do renomado colunista da Folha de São Paulo, Hélio Schwartsman intitulado “Incompetência masculina”. No texto o jornalista defende uma tese esposada pelo psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic (University College London e Columbia) no seu livro “Why Do So Many Incompetent Men Become Leaders?” (Por que tantos homens incompetentes se tornam líderes?).
Schwartsman destaca do livro em tela o seguinte resumo defendido pelo autor: O argumento do livro é simples. Há poucas mulheres em posição de poder porque os critérios que usamos para escolher líderes estão errados. Se os corrigirmos, a proporção de mulheres crescerá rapidamente, e as empresas se tornarão melhores.
E justifica registrando que a responsabilidade da discriminação às mulheres em cargos de gerência e direção advém dos critérios que as empresas utilizam para selecionar suas lideranças. Tais critérios, segundo o autor, promovem e preenchem os cargos de alta direção com homens de traços narcisistas e psicopatas/sociopatas que tornam tóxicos os ambientes corporativos. Tem mais! O livro informa ainda que “O sistema de contratação nas empresas não percebe essa falha porque candidatos narcisistas e psicopatas (categorias em que há notável predomínio masculino) tendem a ser carismáticos e charmosos e saem-se especialmente bem em entrevistas, que são uma das principais ferramentas de recrutamento dos RHs.”
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E agora? O que fazer para corrigir essa, digamos, falha (monumental) do sistema? O Dr. Tomas Chamorro-Premuzic dá uma sugestão: as corporações devem modificar seus conceitos que favorecem aqueles candidatos carismáticos e sedutores narcisistas-sociopatas e buscar líderes entre pessoas com alto grau de inteligência emocional.
Nesse ponto o autor, que fundamenta seu livro em trabalhos científicos, faz uma conclusão meio forçada (a meu ver). Diz ele que se o recrutamento adotar essa nova postura as mulheres serão naturalmente (?) favorecidas porque são elas que estão, em maioria, no grupo “com alto grau de inteligência emocional”.
Acho que o argumento tem seu valor quando aponta que as escolhas nos recrutamentos dos RHs “privilegiam” - é fato - os perfis cativantes, extrovertidos, magnéticos e sociáveis. Vamos concordar que nesses campos os homens, por serem mais agressivos em seus contatos corporativos, tendem a levar vantagem sobre o charme e outros atributos femininos; ainda mais partindo do princípio de que o sistema já está pervertido pelos usos e costumes. Vira um “jogo de cartas marcadas”.
Torço para que algo seja feito no sentido de aumentar de forma expressiva e massiva a presença das mulheres nos comandos das organizações. Sou daqueles que considera – no atual status quo do mundo corporativo – que as mulheres realmente dominam melhor as ferramentas da IE (Inteligência Emocional). E cada vez mais é exigido que os lideres tenham essa competência como dominante em seus modi operandi.

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