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A violência contra a criança engloba qualquer ação ou omissão — física, sexual, psicológica ou de negligência — cometida por pais, responsáveis ou pessoas próximas que prejudique o desenvolvimento, a integridade ou a vida dos menores, ocorrendo majoritariamente no ambiente doméstico.Tipos de ViolênciaFísica: Uso de força corporal (como tapas, surras ou queimaduras) para causar dor ou lesão.Psicológica/Emocional: Ameaças, humilhações, xingamentos e rejeição contínua.Sexual: Abuso, exploração ou exposição de menores a conteúdos impróprios.Negligência: Ausência de cuidados básicos essenciais, como alimentação, saúde, afeto, higiene e educação.Onde Buscar Ajuda e DenunciarDisque 100: Serviço gratuito do governo federal para denúncias de violações de direitos humanos (funciona 24 horas).Conselho Tutelar: Órgão municipal encarregado de zelar pelos direitos da criança e do adolescente.Delegacias Especializadas: Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) ou delegacias comuns em caráter de urgência.Polícia Militar (190): Em situações de flagrante ou risco imediato de vida.Proteção e Deveres no ECA Proibição total: O Artigo 5º determina que nenhuma criança sofra violência ou opressão, punindo quem atente contra seus direitos por ação ou omissão. www.planalto.gov.br Obrigatoriedade de denúncia: O Artigo 13 obriga qualquer pessoa — especialmente médicos, professores e profissionais de saúde — a comunicar imediatamente ao Conselho Tutelar ou autoridades qualquer suspeita ou confirmação de maus-tratos. Ocultar esses crimes gera consequências legais. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Medidas de proteção: O Artigo 101 prevê ações rápidas para afastar a vítima do perigo, como acolhimento institucional, afastamento do agressor do lar e atendimento médico ou psicológico. Canal de denúncia: Casos de violência infantil podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Direitos Humanos) ou diretamente aos órgãos de proteção locais. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Como estará o Brasil Olímpico na Rio 2016? Espera ou ação?

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  Este post está também publicado no blog "Os Deuses do Futebol" (clique no link abaixo).

E agora? Vamos esquecer os esportes olímpicos até 2016?

Já estamos com o cronômetro ligado para as Olimpíadas de 2016. Será a Rio-2016. Se há temores de que o Brasil não consiga manter o mesmo padrão dos Jogos Olímpicos em Londres - coisa na qual não acredito, pois o país vai estar ao lado do Rio de Janeiro para produzir um "olympic games" de sucesso histórico - existe um verdadeiro pavor de que o desempenho atlético dos brasileiros fique próximo aos resultados que vem mantendo nas últimas olimpíadas.
No quadro acima estão as 17 medalhas que a nossa enorme delegação de 257 atletas trouxe de Londres. Isso mesmo! Eu escrevi 257 atletas - 135 homens e 122 mulheres - que levaram muitos sonhos e esperanças de aumentar o nível de participação no quadro de medalhas em relação aos Jogos de Pequim (2008). "Matematicamente" conseguimos. Se em Pequim foram 15 medalhas agora em Londres foram 17. Ufa! De ouro mesmo mantivemos as mesmas três de Pequim, só ganhamos mais uma de prata e outra de bronze.
No quadro geral de medalhas passamos da posição 23 para a colocação 22 (veja o quadro abaixo):

A Folha de São Paulo, assim como os outros jornais de grande circulação no Brasil, montaram seus gráficos, infográficos e reportagens sobre o Brasil e as olimpíadas. Desde os primeiros jogos em 1920 foram 22 as edições dos Jogos (incluindo Londres) e o Brasil só não participou em 1928. Pois bem, em todas essas 21 presenças nas disputas o Brasil só alcançou conquistar 23 medalhas de ouro, 30 de prata e 55 de bronze (108 no total). Só a Inglaterra, nesta ultima olimpíada ganhou mais ouro (29) do que o Brasil nas suas 21 participações.
Um detalhe importante para ficarmos só no exemplo da Inglaterra é que nos jogos de 1996 a Inglaterra só conquistou uma medalha de ouro, oito de prata e seis de bronze (15 medalhas) e ficou na posição 36 abaixo do Brasil que estava lá, firme na posição 25. O que aconteceu de lá para cá que impulsionou os esportes olímpicos no Reino Unido a ponto de conquistar agora a terceira posição entre as potências olímpicas desbancando a Rússia que ficou em quarto?
É isso que o Brasil (leia-se instituições e organismos esportivos) deve buscar com as olimpíadas em seu quintal se não quiser passar pelo mesmo constrangimento de agora.
Uma análise das mais superficiais sobre o tema chegará à conclusão que os esportes olímpicos no Brasil são um grande fracasso internacional e não custam barato. Pelo que li foram em torno de dois bilhões de reais o investimento feito pelo COB para que o Brasil conquistasse as 17 medalhas em Londres. Leia excelente matéria da BBC-Brasil sobre o tema clicando no link "Após investimento, Brasil avançou em medalhas, mas 'perdeu bonde para 2016".
Por modalidade (veja quadro ao lado), com exceção do voleibol que devido ao sucesso das suas seleções com sucessivas conquistas pelo mundo incluindo as quatro medalhas de ouro, a Vela é o esporte com maior numero de conquistas no Brasil olímpico (seis) Mas... Vela? Perguntarão os mais céticos. Sim, vela e as medalhas ficam mais por conta dos talentos individuais de heróis como Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira.
Depois vem o atletismo  com quatro medalhas de ouro sendo duas com o magnífico Adhemar Ferreira da Silva o primeiro legítimo bicampeão olímpico brasileiro de salto triplo (1952/1956). Joaquim Cruz ganhou a terceira medalha nos 800 metros (1984) e Maurren Maggi a quarta em Pequim com o seu fantástico salto em distância. E mais nada.
Vamos e convenhamos... É muito pouco, muito pouco, muito pouco mesmo!
Abaixo uma sumária análise da Folha sobre todos os esportes olímpicos que levou atletas para Londres e as perspectivas para a Rio-2016. O panorama é cinzento. O que estamos presenciando e o Dèjá Vu de sempre. Daqui a um mês ninguém fala mais de olimpíadas, exceto pelas obras e investimentos e as modalidades esportivas voltarão ao ostracismo de sempre. O que fazer? Todos que vivem no mundo esportivo sabem muito bem o que deve ser feito.  A questão é de prioridade, de planejamento e organização de governos, clubes, confederações, federações, universidades e escolas, mas nesse particular o nosso Brasil não costuma ganhar nem medalha de bronze.
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