||| 18 de maio DE 2026 ||| 2ª feira ||| Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. ||| "Se não queres que ninguém saiba, não o faças". (Provérbio Chinês) |||

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18 de maio é a data escolhida para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos, é assustador o número de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país. Por isso, foi criada esta data com o intuito de ajudar a combater este mal que destrói a vida de milhares de jovens todos os anos. Como surgiu o Dia Nacional Contra o Abuso e Exploração Sexual Infantil A data foi escolhida em memória do “Caso Araceli”, um crime que chocou o país na época. Araceli Crespo era uma menina de apenas 8 anos de idade, que foi violada e violentamente assassinada em Vitória, no Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no país através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000. Nesta data, costumam ser realizadas diversas atividades nas escolas e demais espaços sociais como, por exemplo, palestras e oficinas temáticas sobre a prevenção contra a violência sexual. O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes é o grupo responsável por organizar e promover nacionalmente esta data. menina triste com mãos no rosto Maio laranja: mês de conscientização Durante todo o mês de maio a campanha de enfrentamento ao abuso e à exploração infantil é veiculada em meios de comunicação. Órgãos públicos e não governamentais promovem ações, como distribuição de panfletos informativos, realização de passeatas e palestras, para alertar a sociedade e mobilizar as pessoas a combater esse problema. Diferença entre abuso sexual e exploração sexual Embora abuso sexual e exploração sexual sejam crimes de violência sexual combatidos nesta data, eles possuem significados diferentes. O abuso sexual acontece quando um adulto pratica ato libidinoso com uma criança ou adolescente, o que normalmente acontece por parentes ou pessoas próximas à família. A exploração sexual consiste em usar a criança ou o adolescente como meio de faturar dinheiro, oferecendo o menor de 18 anos como “ferramenta” de satisfação sexual. Disque 100: denuncie e ajude a combater a violência contra crianças e adolescentes No Brasil, há um serviço para registro de denúncias de jovens que se sintam ameaçados ou que sofreram qualquer tipo de abuso ou exploração sexual, o Disque 100. O serviço, disponibilizado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, é gratuito. Vale destacar que as denúncias são anônimas e o serviço está no ar 24h, incluindo fins de semana e feriados. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), outra forma de comunicar a violência é entrar em contato com o Conselho Tutelar da sua cidade.

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José Eugênio Soares (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938 – São Paulo, 5 de agosto de 2022), mais conhecido como Jô Soares, foi um apresentador de televisão, escritor, dramaturgo, diretor teatral, ator, humorista, músico e artista plástico brasileiro. Jô surgiu como um dos grandes nomes da televisão, tendo criado o humorístico Família Trapo, na RecordTV, onde também atuou como o personagem Gordon. Continuando na área do humor, foi o responsável por sucessos como Satiricom, Planeta dos Homens e Viva o Gordo na TV Globo. Ao transferir-se para o SBT, obtém notoriedade no comando do talk-show Jô Soares Onze e Meia entre os anos de 1988 e 1999, solidificando-se como um dos maiores entrevistadores e precursor do formato no Brasil. Voltando para a TV Globo, comandou o Programa do Jô entre 2000 e 2016, ano em que se aposentou da televisão. Falecido em 5 de agosto de 2022, sua morte repercutiu tanto na sociedade brasileira quanto na imprensa internacional. {https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%B4_Soares}

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sábado, 7 de dezembro de 2024

Falhas de Memória? Pode não ser Alzheimer, mas fique atento, informe-se.


Continuando com o tema da saúde, aqui na Oficina de Gerência, trago-lhes uma excelente matéria do Estadão, traduzida do New York Times, sobre a Doença do Alzheimer (DA). Não é necessário fazer qualquer introdução sobre a DA. O planeta inteiro tem alguma informação - por menor que seja - sobre o Alzheimer.  

São milhões de seres humanos vítimas da DA em todo o mundo. Só no Google, disponíveis para pesquisa, estão milhões de links (clique aqui). Vamos, pois, direto ao ponto.

Objetivamente, a autora, Dana G Smith, jornalista especializada do The New York Times, elencou cinco sintomas no dia a dia das pessoas que podem ser prenúncios da DA. E comentou, um por um, sobre detalhes de comportamentos associados.

Os sintomas são os seguintes:

1 - Problemas Financeiros;
2 - Problemas com o Sono;
3 - Mudanças de Personalidade;
4 - Dificuldade para Dirigir e 
5 - Perda de Olfato.

Parto do princípio, sendo como sou, um idoso, de que a preocupação com a DA é uma presença necessária em nossas vidas, mesmo que sejam os leitores de menor idade. Pelo que dizem os especialistas, apesar de se localizarem os sintomas na faixa dos 60 anos, há relatos de casos em pessoas mais jovens. Não custa nada se manter informado, não é mesmo? 

Esse é o propósito que me motiva, no blog, a abordar o assunto. Boa leitura.





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Por Dana G. Smith (The New York Times)

Passar no sinal vermelho. Cair em golpes. afastar-se dos amigos. 

A perda de memória é o sintoma mais conhecido da demência, sobretudo da doença de Alzheimer. Mas especialistas dizem que há outros sinais de alerta que podem indicar alterações cerebrais precoces – mudanças especialmente importantes para os tipos de demência em que o esquecimento não é o principal sintoma.

Assim como lapsos ocasionais de memória, esses problemas também podem ser atribuídos a outras mudanças relacionadas à idade ou à saúde (ou simplesmente a um dia ruim), então os especialistas enfatizam que, isolados, eles não são necessariamente sinais de alerta para demência. Mas, quando combinados, eles podem sugerir que está na hora de consultar um médico.

1. Problemas financeiros

Pessoas com demência muitas vezes têm problemas financeiros ou queda nas pontuações de crédito anos antes do surgimento da perda de memória ou de outros sintomas cognitivos. Elas se esquecem de pagar as contas, por exemplo, ou ficam com dificuldade de seguir o orçamento.

“Uma das razões pelas quais a má gestão financeira pode ser um indicador sensível é simplesmente porque é uma coisa muito complicada”, que envolve a interação de várias regiões cerebrais, avalia Winston Chiong, professor de neurologia na Universidade da Califórnia, em São Francisco. Por isso, as finanças muitas vezes são uma das primeiras áreas onde as rachaduras da cognição começam a aparecer.

Tomar decisões financeiras ruins é uma preocupação sobretudo para as pessoas com demência frontotemporal, uma forma relativamente rara que afeta o julgamento logo nos primeiros estágios. Pessoas com essa doença às vezes fazem compras exageradas e impulsivas. Outras começam a confiar em quem normalmente não confiariam, aumentando o risco de serem enganadas.

“Pessoas com demência frontotemporal são menos sensíveis a consequências negativas”, define Chiong. Por causa disso, elas são mais “suscetíveis a vários tipos de manipulação” ou “mais propensas a desperdiçar dinheiro ou ficar descuidadas com dinheiro”.

2. Problemas com sono


Os distúrbios de sono podem ficar mais comuns à medida que as pessoas envelhecem, e os idosos tendem a dormir mais leve e a ir para a cama e acordar um pouco mais cedo do que costumavam – isso é completamente normal. No entanto, se houver mudanças drásticas nos hábitos de sono, em que a pessoa comece a acordar às três da manhã ou não consiga ficar acordada durante o dia, isso pode ser sinal de demência.

“Algumas das regiões cerebrais que são realmente importantes para regular os ciclos de sono e vigília, como o tronco cerebral, são as primeiras afetadas pela doença de Alzheimer”, explica Joe Winer, instrutor de neurologia e ciências neurológicas da Universidade de Stanford. “Então, anos antes de a pessoa apresentar qualquer sintoma de memória”, ela pode sofrer alterações nos padrões de sono.

Uma mudança que pode ocorrer especificamente na demência por corpos de Lewy – outro tipo de distúrbio cerebral progressivo – é que a pessoa começa a se mexer na cama de acordo com o que está acontecendo nos seus sonhos. Isso também vale para a doença de Parkinson, que está relacionada à demência por corpos de Lewy. Normalmente, nossos músculos ficam paralisados durante o sono REM, quando tendemos a ter os sonhos mais vívidos. Mas, nesses dois distúrbios neurodegenerativos, proteínas tóxicas atacam as células do tronco cerebral que controlam a paralisia do sono.

Esse problema, chamado de distúrbio comportamental do sono REM, não se limita a andar ou falar durante o sono, ensina Ronald Postuma, professor de neurologia e neurocirurgia da Universidade McGill. Em sua clínica, os pacientes geralmente chegam depois que seu “companheiro lhes disse que eles estavam batendo nos outros, gritando e berrando durante os sonhos”.

3. Mudanças de personalidade



Em um estudo publicado no ano passado, pesquisadores descobriram que pessoas com demência tiveram uma ligeira queda na extroversão, na agradabilidade e na conscienciosidade antes de apresentarem qualquer sinal de comprometimento cognitivo. Essas mudanças de personalidade se aceleraram à medida que surgiram mais sintomas de demência, comenta Angelina Sutin, professora de ciências comportamentais e medicina social da Universidade Estadual da Flórida, que liderou o estudo.

Embora a pesquisa tenha sido realizada por meio de um teste de personalidade padronizado, há algumas mudanças no comportamento cotidiano a que você pode prestar atenção. Quando a pessoa vai ficando mais retraída ou reduzindo seu círculo social, isso muitas vezes indica uma queda na extroversão.

Às vezes é mais fácil dizer que alguém “não está mais saindo com tanta frequência do que reconhecer quanto sua memória piorou”, avalia Sutin.

Algumas dessas mudanças de personalidade podem acontecer espontaneamente, como resultado dos danos que ocorrem no cérebro. Na demência frontotemporal, por exemplo, o declínio na agradabilidade, em que a pessoa se torna mais desconfiada e menos amigável, está ligado à diminuição do volume cerebral no córtex frontal – um componente-chave da doença.

Em outras ocasiões, as alterações podem surgir devido aos sintomas cognitivos. Por exemplo, uma pessoa com doença de Alzheimer pode parecer menos conscienciosa, tornando-se cada vez mais desorganizada ou com dificuldade para concluir tarefas domésticas ou profissionais à medida que sua memória declina. 

4. Dificuldade para dirigir



Além de lidar com as finanças, dirigir é uma das tarefas cognitivas mais complexas que as pessoas realizam todos os dias. Ganesh Babulal, professor associado de neurologia da Universidade de Washington, em St. Louis, demonstrou em sua pesquisa que os problemas ao volante podem se manifestar anos antes de ocorrerem em outras situações.

Dirigir “é um desafio supremo para o sistema cognitivo”, informa Babulal. “Se alguma coisa sai da sintonia, o motorista infelizmente perde o controle e passa a correr risco de sofrer acidentes”.

O comprometimento cognitivo pode se manifestar como arranhões no carro, pequenas batidas no para-choque ou distração diante dos sinais de trânsito. As pessoas também podem frear ou acelerar de repente ou fazer curvas muito rápido. Babulal diz que, como resultado, essas pessoas muitas vezes evitam dirigir – especialmente à noite, com mau tempo ou na hora do rush – ou relutam em dirigir com netos ou outros passageiros no carro.

É claro que outros problemas físicos que podem ocorrer com a idade avançada, como problemas de visão, neuropatia ou efeitos colaterais de medicamentos, podem afetar a capacidade de dirigir. Mas, se você notar mudanças preocupantes em alguém, talvez valha a pena ter a “conversa sobre a chave do carro”.

5. Perda de olfato


As partes do cérebro que controlam o olfato, conhecidas como sistema olfativo, estão entre as primeiras áreas danificadas na doença de Alzheimer e na demência por corpos de Lewy – o mesmo acontece na doença de Parkinson. Muitas pessoas com essas doenças começam a perder o olfato anos ou até décadas antes do surgimento de outros sintomas.

Ao contrário da perda da audição e da visão – que podem ser fatores de risco para a demência, mas não causadas pela doença – a perda do olfato parece ser uma das primeiras manifestações da neurodegeneração.

Diferentes tipos de doenças cerebrais parecem afetar o olfato de maneiras variadas. Pessoas com Alzheimer, por exemplo, tendem a ser capazes de detectar um odor, mas muitas vezes o identificam erroneamente. “Elas dizem: ‘Que cheiro agradável. Um cheiro tão doce. Deve ser gasolina’”, exemplifica Postuma. Por outro lado, acrescenta ele, as pessoas com Parkinson e demência por corpos de Lewy muitas vezes “nem acreditam que estou dando algo para elas cheirarem”. (TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU)

👉 Clique aqui se desejar ler o artigo no site do Estadão (precisa de assinatura).


As imagens, no post, não constam do artigo original, foram colocadas com o intuito de ilustrar a leitura e torná-la mais amigável.

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