Setembro Amarelo

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domingo, maio 23, 2021

Atenção Workaholics, pesquisa informa risco de morte.


 Lendo a revista Veja desta semana - edição 2739 de 26 de maio - na seção "Sobre/Desce" - pag. 23 li, na relação do que "desceu" a seguinte informação "WORKAHOLIC - Alerta aos adeptos do tudo em nome da carreira: trabalhar mais de 55 horas por semana causa risco de morte, segundo estudo da OMS e da OIT"

Imediatamente acendeu a minha luzinha da Oficina de Gerência. Opa! Assunto do maior interesse para o blog! Fui pesquisar no Google achei o artigo que informava sobre a pesquisa (abaixo)abaixo no site da revista Exame.

A novidade para mim foi precisar de uma pesquisa para se chegar ao óbvio. É mais do que sabido que o vício do trabalho em excesso é extremamente prejudicial à saúde. Acho que o que chamou a atenção foi a pesquisa apontar risco de morte . Veja, abaixo, um trecho do artigo:
  • "No primeiro estudo global sobre os efeitos dos horários excessivos na saúde dos trabalhadores, a OMS e a OIT concluíram que trabalhar 55 ou mais horas por semana aumenta em 35% o risco de morte por AVC e em 17% por doença cardíaca, em comparação com uma semana de trabalho de 35 a 40 horas."
A "Síndrome do Burnout" é o principal efeito do excesso de trabalho, na minha opinião. Não observei o autor do texto da Exame se referir a ela.  Aqui no blog escrevi vários artigos sobre a questão dos workhalics e da síndrome (procure na seção "pesquisar este blog" na aba lateral).

De qualquer sorte a matéria da Exame faz uma abordagem mais moderna e mais consistente do problema. É uma leitura altamente recomendável para o público da Oficina de Carreira. Recomendo.




Trabalhar mais de 55 horas por semana aumenta risco de morte, diz OMS

Estudo concluiu que trabalhar 55 ou mais horas por semana aumenta em 35% o risco de morte por AVC e em 17% por doença cardíaca


Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que, em 2016, 745 mil pessoas morreram por acidente vascular cerebral (AVC) ou por doenças cardíacas em consequência das longas horas de trabalho. No momento em que a pandemia mudou profundamente o mundo laboral, os especialistas alertam para um aumento dos riscos associados às longas horas de trabalho e apelam à adoção de uma legislação que limite a carga horária.


No primeiro estudo global sobre os efeitos dos horários excessivos na saúde dos trabalhadores, a OMS e a OIT concluíram que trabalhar 55 ou mais horas por semana aumenta em 35% o risco de morte por AVC e em 17% por doença cardíaca, em comparação com uma semana de trabalho de 35 a 40 horas.


Em 2016, o estudo estima que 745 mil pessoas foram vítimas de doenças provocadas pelo excesso de horas de trabalho: 398 mil morreram de AVC e 347 mil de doenças cardíacas. Entre 2000 e 2016, o número de mortes por doenças cardíacas devido a longas horas de trabalho aumentou 42% e por AVC, 19%.

A pesquisa, publicada nesta segunda-feira (17) na revista científica Environmental International, mostrou ainda que 72% das mortes em consequência da jornada extensa correspondiam a homens com idades entre 60 e 79 anos, que trabalharam 55 ou mais horas por semana entre os 45 e 74 anos.


Segundo o estudo, as pessoas que vivem no Sudeste Asiático e na região do Pacífico Ocidental foram as mais afetadas. Nas regiões com mais leis regulamentadas que limitam as horas de trabalho, como a Europa ou a América do Norte, a incidência de mortes por problemas cardiovasculares é menor.

A OMS e a OIT estimam que quase um em cada dez trabalhadores em todo o mundo (cerca de 480 milhões) tem de trabalhar mais de 55 horas por semana e esse número está aumentando, pondo ainda mais pessoas em risco de invalidez e morte precoce.

Pandemia

Essa tendência pode ser ainda mais agravada devido à pandemia de covid-19, que mudou profundamente o mundo laboral. Embora o estudo não tenha incluído o período da pandemia, a OMS lembra que o recurso ao teletrabalho e a desaceleração econômica podem ter aumentado os riscos associados às longas horas de trabalho.

“Temos provas que demonstram que quando os países entram em confinamento, o número de horas de trabalho aumenta em cerca de 10%”, explica Frank Pega, funcionário da OMS envolvido no estudo.

“A pandemia de covid-19 mudou significativamente a maneira como muitas pessoas trabalham”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Para ele, o teletrabalho passou a ser adotado em vários setores e, muitas vezes, vai além das fronteiras entre casa e trabalho. “Além disso, muitas empresas foram forçadas a reduzir ou encerrar atividades para economizar dinheiro e as pessoas que permanecem empregadas acabam por trabalhar mais horas. Nenhum trabalho compensa o risco de acidente vascular cerebral ou de doença cardíaca. Governos, entidades patronais e trabalhadores precisam trabalhar juntos para chegar a um acordo sobre limites e proteger a saúde dos trabalhadores”, pediu Tedros Adhanom.

Se quiser ler o texto no site da Exame clique aqui.



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