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||| 04 de abril DE 2026 ||| sábado ||| Dia Nacional do Portador da Doença de Parkinson - sábado de aleluia ||| "A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas." (Francis Bacon) |||

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O Dia Nacional do Parkinsoniano é comemorado anualmente em 4 de abril no Brasil, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre essa doença que afeta diretamente o sistema nervoso central. O que é Parkinson? Parkinson é uma doença neurológica que prejudica a coordenação dos movimentos musculares e o equilíbrio, sendo mais frequente em pessoas a partir dos 60 anos. Entre os sintomas mais comuns estão: tremores involuntários, principalmente nas mãos; rigidez muscular; lentidão dos movimentos; instabilidade postural, aumentando o risco de quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com essas doença, o que evidencia sua relevância como questão de saúde pública. mãos idosas amparando outras mãos Importância da conscientização O Dia Nacional do Parkinsoniano não serve apenas para alertar sobre a doença, mas também para: Divulgar informações corretas sobre os sintomas e formas de cuidado; Compartilhar avanços no tratamento, que podem melhorar a qualidade de vida e até aumentar a expectativa de vida dos pacientes; Apoiar pacientes e familiares, incentivando a compreensão, o respeito e a inclusão social; Estimular pesquisas e políticas públicas voltadas para o acompanhamento médico e terapias de reabilitação. Causas e tratamentos A doença ocorre devido à redução significativa da dopamina, um neurotransmissor responsável por transmitir sinais entre as células nervosas. A dopamina é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo aconteçam de forma automática, ou seja, sem que precisemos pensar em cada ação dos músculos. Quando essa substância está em falta, especialmente em uma pequena área do cérebro chamada substância negra, o controle sobre os movimentos fica comprometido, surgindo os sintomas típicos da doença. Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos medicamentosos, terapias físicas e ocupacionais que ajudam a controlar os sintomas, melhorar a mobilidade e manter a independência dos pacientes.




sexta-feira, 20 de março de 2009

Graciliano Ramos morreu nesta data em 1953. Foi um dos maiores brasileiros do seu tempo.

20 de março de 1953 — A arte do Mestre Graça

Jornal do Brasil: homenagem a Graciliano Ramos
O escritor e jornalista Graciliano Ramos nasceu em Quebrangulo, no sertão de Alagoas, em 1892. Passou a infância em Buíque (PE), e em Viçosa (AL). Em 1910 foi morar com a família em Palmeira dos Índios (AL), onde foi eleito prefeito da cidade em 1928. Renunciou ao cargo em 1930 e mudou-se para Maceió. Os relatórios que escreveu como prefeito chamaram a atenção do editor Augusto Schmidt, que o incentivou a publicar o seu primeiro livro,Caetés. Em seguida veio São Bernardo (1934), que foi adaptado para o cinema por Leon Hirszman.
Angústia foi lançado em 1936, ano em que o autor foi preso pelo governo Vargas, sob suspeita de participação na Intentona Comunista. Graciliano foi demitido do emprego na Imprensa Oficial e preso. Em seguida foi levado para Recife de onde embarcou para o Rio de Janeiro junto com outros 115 detidos. Passou pelo Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, pelo Presídio da Ilha Grande, e retornou à Casa de Detenção. Os sofrimentos pelos quais passou na prisão foram relatados em Memórias do Cárcere, lançado em 1953, ano de sua morte. Graciliano foi solto em 1937 e transferiu-se para o Rio, onde continuou a escrever outros romances, contos e livros infantis. Um ano depois lançou Vidas Secas, sua a obra mais famosa, que conta a saga de retirantes nordestinos.
Mestre Graça, como era chamado pelos amigos, explicava que escrevia sobre as experiências que viveu: "Só conseguimos deitar no papel os nossos sentimentos, a nossa vida. Arte é sangue, é carne. Além disso não há nada. As nossas personagens são pedaços de nós mesmos, só podemos expor o que somos". Em 1939, foi nomeado inspetor Federal do Ensino Secundário. Em 1945, ingressou no Partido Comunista Brasileiro e fez uma viagem para a ex-URSS, que foi registrada no livro Viagem. Ao retornar caiu gravemente doente e morreu em 1953.

A cadela Baleia em Cannes
Vidas Secas foi adaptado em 1963 para o cinema por Nelson Pereira dos Santos. O filme representou o Brasil no Festival de Cannes e conquistou diversos prêmios internacionais. 
Baleia, a vira-lata da história de Graciliano Ramos, foi o destaque do elenco. A cena do sacrifício da cadela de tão realista gerou protestos de associações de proteção aos animais, que acusaram o cineasta de assassinar a vira-lata. A polêmica só terminou quando uma companhia de aviação ofereceu uma passagem para que a cadela fosse a Cannes. Baleia foi recebida como celebridade e tornou-se a grande vedete do festival.

  

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