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Bem vindo

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O Dia Nacional do Parkinsoniano é comemorado anualmente em 4 de abril no Brasil, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre essa doença que afeta diretamente o sistema nervoso central. O que é Parkinson? Parkinson é uma doença neurológica que prejudica a coordenação dos movimentos musculares e o equilíbrio, sendo mais frequente em pessoas a partir dos 60 anos. Entre os sintomas mais comuns estão: tremores involuntários, principalmente nas mãos; rigidez muscular; lentidão dos movimentos; instabilidade postural, aumentando o risco de quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com essas doença, o que evidencia sua relevância como questão de saúde pública. mãos idosas amparando outras mãos Importância da conscientização O Dia Nacional do Parkinsoniano não serve apenas para alertar sobre a doença, mas também para: Divulgar informações corretas sobre os sintomas e formas de cuidado; Compartilhar avanços no tratamento, que podem melhorar a qualidade de vida e até aumentar a expectativa de vida dos pacientes; Apoiar pacientes e familiares, incentivando a compreensão, o respeito e a inclusão social; Estimular pesquisas e políticas públicas voltadas para o acompanhamento médico e terapias de reabilitação. Causas e tratamentos A doença ocorre devido à redução significativa da dopamina, um neurotransmissor responsável por transmitir sinais entre as células nervosas. A dopamina é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo aconteçam de forma automática, ou seja, sem que precisemos pensar em cada ação dos músculos. Quando essa substância está em falta, especialmente em uma pequena área do cérebro chamada substância negra, o controle sobre os movimentos fica comprometido, surgindo os sintomas típicos da doença. Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos medicamentosos, terapias físicas e ocupacionais que ajudam a controlar os sintomas, melhorar a mobilidade e manter a independência dos pacientes.




sábado, 7 de março de 2009

Afeganistão. Cesar Maia, certeiro como (quase) sempre, aborda o tema internacional.

..Cesar Maia

Sabado é dia de Cesar Maia na Folha de São Paulo e aqui, na Oficina de Gerencia (leia aqui a introdução ao primeiro post que publiquei com a coluna dele).
No texto de hoje o colunista entra na faixa internacional (que eu tenho enorme fascinio) e nos traz sua visão sobre a posição dos EUA no Afeganistão.


Vejam um trecho do seu artigo:

  • Petraeus (general norte-americano que comanda a forças no Afeganistão) disse serem "necessários mais tropas e meios, mas que sua eficácia depende de como serão empregados e como serão vistos pela população". Apresentou um decálogo: ganhar o apoio da população; localizar forças de forma mais inteligente, em acerto com líderes locais; promover a reconciliação interna possível; ganhar a batalha da comunicação; criar uma polícia eficaz; perseguir o inimigo com tenacidade; ter autoridades locais legítimas; unificar os esforços com líderes locais; fidelidade aos valores; e adaptação constante.
Uma das verdades que Cesar Maia aponta no seu artigo é que a questão do Afeganistão é mais grave e complexa que a do Oriente Medio isto, o Presidente Barack Obama já percebeu e já disse que vai resolver com a prioridade que o poder lhe confere, Leiam o artigo e tirem suas conclusões.
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São Paulo, sábado, 07 de março de 2009



CESAR MAIA

O general Petraeus

O GENERAL David Petraeus é a estrela da hora do Exército dos Estados Unidos. Depois que assumiu o comando das tropas no Iraque, a situação foi sendo revertida e, hoje, é de otimismo. As eleições regionais recentes ocorreram sem incidentes. Em fevereiro, foi deslocado para o Afeganistão, onde a situação é critica, oito anos após a ocupação pós-11/9.

Dia 10 de fevereiro, o general Petraeus esteve na Conferência de Segurança em Munique, onde apresentou sua estratégia, inclusive para Karzai, presidente do Afeganistão (sobre quem os EUA hoje já não têm mais esperanças).

Petraeus disse serem "necessários mais tropas e meios, mas que sua eficácia depende de como serão empregados e como serão vistos pela população". Apresentou um decálogo: ganhar o apoio da população; localizar forças de forma mais inteligente, em acerto com líderes locais; promover a reconciliação interna possível; ganhar a batalha da comunicação; criar uma polícia eficaz; perseguir o inimigo com tenacidade; ter autoridades locais legítimas; unificar os esforços com líderes locais; fidelidade aos valores; e adaptação constante.

Em seguida, foi ao Uzbequistão, estratégico na Ásia Central pela fronteira-corredor com o Afeganistão. Seu presidente -Karimov- governa há 20 anos, desde 88, ainda na URSS. Governo autoritário, mas que combate a Al Qaeda e o tráfico de ópio no território. Os EUA já usaram ali no país uma base aérea (antes foi passagem dos tanques russos), que Karimov fechou em 2005 por ser um enclave sem que seu governo fosse comunicado de nada ou ressarcido pelo uso. Petraeus quer restabelecer a cooperação com Karimov.

Há seis meses, a convite do governo do Uzbequistão, conversei longamente com o presidente sobre o Afeganistão. Karimov foi preciso, citando também seu decálogo.

Anotei ponto a ponto: a visão de Condoleezza Rice sobre a Ásia Central é inadmissível; com Bush, o antiamericanismo cresceu muito na região, incluindo a Índia; não se pode estabilizar o Afeganistão militarmente, e à mesa não podem sentar nem os Talebans nem Karzai, que é só presidente de Cabul; o caminho é a fórmula 6 + 3, os seis países fronteiriços + EUA, Rússia e Otan, sob a coordenação da ONU; o que há, de fato, é uma guerra civil; os EUA e a Rússia têm sido patrocinadores dessa guerra; há que criar um fundo para políticas sociais e recuperação de infraestrutura; o tráfico de ópio é compulsório, vis a vis uma taxa potencial de desemprego de 70%; há que respeitar os valores multirreligiosos e multiétnicos, pois uma guerra entre etnias nunca levará à paz; e, no Paquistão, há uns 8 milhões de afegãos, portanto, na prática, não há mais essa fronteira.

Com a palavra e a ação, o general Petraeus, num quadro mais complexo que o do Oriente Médio.

cesar.maia@uol.com.br

CESAR MAIA escreve aos sábados nesta coluna.



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