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O Dia Nacional do Parkinsoniano é comemorado anualmente em 4 de abril no Brasil, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre essa doença que afeta diretamente o sistema nervoso central. O que é Parkinson? Parkinson é uma doença neurológica que prejudica a coordenação dos movimentos musculares e o equilíbrio, sendo mais frequente em pessoas a partir dos 60 anos. Entre os sintomas mais comuns estão: tremores involuntários, principalmente nas mãos; rigidez muscular; lentidão dos movimentos; instabilidade postural, aumentando o risco de quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com essas doença, o que evidencia sua relevância como questão de saúde pública. mãos idosas amparando outras mãos Importância da conscientização O Dia Nacional do Parkinsoniano não serve apenas para alertar sobre a doença, mas também para: Divulgar informações corretas sobre os sintomas e formas de cuidado; Compartilhar avanços no tratamento, que podem melhorar a qualidade de vida e até aumentar a expectativa de vida dos pacientes; Apoiar pacientes e familiares, incentivando a compreensão, o respeito e a inclusão social; Estimular pesquisas e políticas públicas voltadas para o acompanhamento médico e terapias de reabilitação. Causas e tratamentos A doença ocorre devido à redução significativa da dopamina, um neurotransmissor responsável por transmitir sinais entre as células nervosas. A dopamina é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo aconteçam de forma automática, ou seja, sem que precisemos pensar em cada ação dos músculos. Quando essa substância está em falta, especialmente em uma pequena área do cérebro chamada substância negra, o controle sobre os movimentos fica comprometido, surgindo os sintomas típicos da doença. Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos medicamentosos, terapias físicas e ocupacionais que ajudam a controlar os sintomas, melhorar a mobilidade e manter a independência dos pacientes.




sábado, 7 de março de 2009

Antonio Houais morreu (1999). Um intelectual que honrou a cultura do Brasil.


7 de março de 1999 — Antonio Houaiss, o trabalhador das palavras

Jornal do Brasil: Antonio Houaiss
Antonio Houaiss gostava de definir-se como "um humilde operário das letras". O sofisticado intelectual era filólogo, tradutor, professor, diplomata, enciclopedista e gourmet. Foi também ministro da Cultura e presidente da Academia Brasileira de Letras. 

Houaiss escreveu 19 livros e ainda elaborou em 10 anos, as duas enciclopédias mais importantes já publicadas no Brasil – a Delta-Larousse e a Mirador Internacional. Foi autor de dois dicionários bilíngues inglês-português, organizou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras, além de ser o porta-voz brasileiro junto ao Projeto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado pelo Congresso Nacional em 1995. 

Uma de suas obras mais notáveis foi a tradução para o português de Ulisses, de James Joyce, publicada em 1965. O trabalho, dificílimo devido à linguagem peculiar do autor, foi realizado em 11 meses e obteve elogios da crítica. Houaiss disse que se baseara em traduções anteriores, inclusive a francesa, que foi a primeira, e a que ele considerava a pior de todas, apesar de ter a aprovação de Joyce. Em 1986, deu início à elaboração do dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, que foi concluído postumamente pela sua equipe, hoje reunida no Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia, no Rio de Janeiro. O filólogo acompanhou todas as etapas de criação e realização da obra até sua morte, em 1999. 

Paixão pela culinária
O quinto dos sete filhos de uma família de imigrantes libaneses trocava com prazer o fardão da Academia pelo avental de cozinheiro. Houaiss ajudava a mãe a cozinhar desde os 9 anos e adorava ir para a cozinha de sua casa, de amigos ou até mesmo de restaurantes para preparar vários pratos para os seus convidados. O gourmet orgulhava-se de fazer seis pratos para 30 pessoas, e ao terminar, em três horas de operação, deixar a cozinha absolutamente limpa, sem auxílio de ninguém.

Em 1958 fundou com um grupo de amigos a Confraria dos Gastrônomos. Houaiss permaneceu na entidade até 1975 quando se afastou por incompatibilidade com o recém-chegado Emílio Garrastazu Médici. Em 1979 criou a dissidência Companheiros da Boa Mesa.


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