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O Dia Nacional do Parkinsoniano é comemorado anualmente em 4 de abril no Brasil, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre essa doença que afeta diretamente o sistema nervoso central. O que é Parkinson? Parkinson é uma doença neurológica que prejudica a coordenação dos movimentos musculares e o equilíbrio, sendo mais frequente em pessoas a partir dos 60 anos. Entre os sintomas mais comuns estão: tremores involuntários, principalmente nas mãos; rigidez muscular; lentidão dos movimentos; instabilidade postural, aumentando o risco de quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com essas doença, o que evidencia sua relevância como questão de saúde pública. mãos idosas amparando outras mãos Importância da conscientização O Dia Nacional do Parkinsoniano não serve apenas para alertar sobre a doença, mas também para: Divulgar informações corretas sobre os sintomas e formas de cuidado; Compartilhar avanços no tratamento, que podem melhorar a qualidade de vida e até aumentar a expectativa de vida dos pacientes; Apoiar pacientes e familiares, incentivando a compreensão, o respeito e a inclusão social; Estimular pesquisas e políticas públicas voltadas para o acompanhamento médico e terapias de reabilitação. Causas e tratamentos A doença ocorre devido à redução significativa da dopamina, um neurotransmissor responsável por transmitir sinais entre as células nervosas. A dopamina é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo aconteçam de forma automática, ou seja, sem que precisemos pensar em cada ação dos músculos. Quando essa substância está em falta, especialmente em uma pequena área do cérebro chamada substância negra, o controle sobre os movimentos fica comprometido, surgindo os sintomas típicos da doença. Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos medicamentosos, terapias físicas e ocupacionais que ajudam a controlar os sintomas, melhorar a mobilidade e manter a independência dos pacientes.




terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Frans Post (genial pintor holandes) morreu nesta data - 17 de fevereiro - em 1680

Para quem não sabe Frans Post (1612-1680) foi um pintor holandês nascido na cidade de Haarlem. Chegou ao Brasil em 1637, com Maurício de Nassau. Sua importância para nós, brasileiros, é que foi ele o primeiro grande artista a pintar paisagens do Brasil; mais especificamente do nordeste.

De seus quadros sobre motivos brasileiros destacam-se "Ilha de Itamaracá" (1637), "Paisagem das vizinhanças de Pernambuco" (1669), além de trinta e dois desenhos sobre locais brasileiros e africanos, reunidos no álbum "Delineações arquetípicas das regiões do Brasil".

As raras telas e aquarelas assinadas por Frans Post encontradas fora dos museus, nas galerias e leilões - ainda hoje são disputados a peso de ouro por grandes colecionadores.

Encontrei, na internet, um site com uma produção primorosa sobre Frans Post e não resisti em trazê-lo, por inteiro, para o conhecimento dos leitores e visitantes da Oficina de Gerência. Falo do site Saber Cultural, uma dessas jóias raras dedicadas à arte e à cultura que enfeitam a internet para nossa alegria.

A página sobre Frans Post foi produzida e formatada pela dupla Mario Capelluto e Ida Aranha cujos créditos estão ao final. Rolem a barra do post e desfrutem da obra desse genial artista do século 17 ainda tão presente em nossa história e nossa cultura.



FRANS POST
BIOGRAFIA
VIDA
Pintor holandês, Frans Post nasceu em Haarlem em 1612 e morreu na mesma cidade em 1680. Veio para o Brasil com Maurício de Nassau em 1637, aqui permanecendo até 1644, quando voltou para sua cidade natal.
PROJEÇÃO
Frans Post notabiliza-se pela série de paisagens brasileiras que pinta ou desenha durante sua permanência no Brasil e de volta a seu país.
Pouco depois de desembarcar em Pernambuco pinta a primeira de suas telas sobre motivos brasileiros: "A Ilha de Itamaracá" (1637; Mauritshuis, Haia). Ao tempo de sua formação, em Haarlem, predominavam os paisagistas, sendo natural, assim, a predileção do pintor por esse gênero. Frans Post reage à exuberância tropical com grande contenção: não joga na tela a explosão de cores com que é defrontado, preferindo registrar espaços abertos, salpicados de miniaturas, em tons fortes mas não variados. Procura fixar as cenas mais em razão de sua utilidade informativa, atento à composição e, como detalhe típico, quase sempre colocando uma árvore numa das extremidades do quadro.
O pitoresco ou inusitado não o atrai: as cenas possuem um ar de tranqüilidade que é um de seus encantos. Com o decorrer do tempo torna ainda mais sintéticas as suas telas, onde às vezes busca fixar cenas em poucas pinceladas num espaço diminuto.
O ponto alto de sua arte é o famoso quadro "Panorama brasileiro" (1652; Rijksmuseum, Amsterdam): de dimensões incomuns, apresenta a parte superior arrendondada, julgando-se que fosse um dos painéis que adornavam a Huis Ryksdorp, em Wassenaar. A paisagem, de 282,5 x 210,5cm, a óleo, tem predominância de tons verdes e mostra um rio ziguezagueando, em meio de farta vegetação, contra a linha baixa do horizonte onde se delineia o mar azul. O céu ocupa dois terços do espaço, que é completado por frutas tropicais, numa composição de grande harmonia.
OBRAS
Não é vasta a obra de Frans Post, calculando-se que tenha executado entre duzentos e trezentos trabalhos ao longo de quarenta anos. Além das paisagens brasileiras, que formam a quase totalidade dessa obra, também são de sua autoria algumas naturezas mortas - geralmente com frutos e flores do Brasil -, paisagens holandesas e 32 desenhos de locais brasileiros e africanos reunidos no álbum Archetypae Delineationes Brasiliae regionun ( Delineações arquetípicas das regiões brasileiras: British Museum, Londres.).
O Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, possui uma sala especial denominada "Frans Post e a Pintura Flamengo-Holandesa do Séc. XVII", com um retrato de Nassau, cinco paisagens de Pernambuco, uma paisagem de Olinda e outra da Paraíba, todos de Post.
A Fundação Castro Maia, no Rio de Janeiro, possui a tela "Engenho de Açucar", e o Museu de Arte de São Paulo "A Cachoeira de Paulo Afonso", "Paisagem pernambucana com rio", "Paisagem de Pernambuco com casa-grande" e "Paisagem com tamanduá".
No Museu do Louvre, em Paris, estão "O Rio São Francisco e o forte Maurício", "O Carro de bois", "Paisagem de Porto Calvo", "Forte dos reis Magos", "Moínho de açúcar", "Casa de um nobre português", "Capela dos portugueses" e "Habitações de plantadores perto o rio Paraíba".
Além da "Paisagem brasileira", o Rijkmuseum de Amsterdam possui o quadro "Vilas nas vizinhanças de Pernambuco"; no Museu do Estado, Copenhague: "A Fabricação do acúcar"; Instituto de Artes, Detroit, E.U.A.: "Igreja jesuíta em ruínas"; Universidade Católica da América, Washington, D.C.: "Paisagem com um cortejo de negros"; Palácio Kensington, Londres: "Vila de indígenas"; Associação dos Colecionadores de Arte, Londres: "Paisagem brasileira".
No Brasil ainda existem quadros de Frans Post em São Paulo: na Biblioteca Municipal a "Vila perto de Pernambuco"; em Pernambuco: no palácio do governo, "Paisagem brasileira" (dois quadros); e Rio de Janeiro: no Palácio Guanabara, "Índios Caçando" e "Paisagem de Pernambuco"; no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, "Ruínas de Olinda"; na embaixada do Reino Unido, "Moínho de açúcar" e "Paisagem brasileira".





1652 - Hacienda, Mittelrheinisches Landesmuseum, Mainz.

1665 - View of the Jesuit Church at Olinda, Brazil - Institute of Arts, Detroit.
1670-75 - A Brazilian Landscape, Private Colection.
1638 - The Ox Cart, Musée du Louvre, Paris.
Brazilian Landscape, Metropolitan Museum of Art, New York.



Produção e Formatação:
Mario Capelluto e Ida Aranha


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