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O Dia Nacional do Parkinsoniano é comemorado anualmente em 4 de abril no Brasil, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre essa doença que afeta diretamente o sistema nervoso central. O que é Parkinson? Parkinson é uma doença neurológica que prejudica a coordenação dos movimentos musculares e o equilíbrio, sendo mais frequente em pessoas a partir dos 60 anos. Entre os sintomas mais comuns estão: tremores involuntários, principalmente nas mãos; rigidez muscular; lentidão dos movimentos; instabilidade postural, aumentando o risco de quedas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com essas doença, o que evidencia sua relevância como questão de saúde pública. mãos idosas amparando outras mãos Importância da conscientização O Dia Nacional do Parkinsoniano não serve apenas para alertar sobre a doença, mas também para: Divulgar informações corretas sobre os sintomas e formas de cuidado; Compartilhar avanços no tratamento, que podem melhorar a qualidade de vida e até aumentar a expectativa de vida dos pacientes; Apoiar pacientes e familiares, incentivando a compreensão, o respeito e a inclusão social; Estimular pesquisas e políticas públicas voltadas para o acompanhamento médico e terapias de reabilitação. Causas e tratamentos A doença ocorre devido à redução significativa da dopamina, um neurotransmissor responsável por transmitir sinais entre as células nervosas. A dopamina é fundamental para que os movimentos voluntários do corpo aconteçam de forma automática, ou seja, sem que precisemos pensar em cada ação dos músculos. Quando essa substância está em falta, especialmente em uma pequena área do cérebro chamada substância negra, o controle sobre os movimentos fica comprometido, surgindo os sintomas típicos da doença. Embora a doença não tenha cura, existem tratamentos medicamentosos, terapias físicas e ocupacionais que ajudam a controlar os sintomas, melhorar a mobilidade e manter a independência dos pacientes.




quarta-feira, 7 de junho de 2023

Ter de ou ter que

 



Ter de ou ter que

Flávia Neves
Flávia Neves
 
Professora de Português

As locuções ter que e ter de estão corretas e são sinônimas. Indicam o ato de ter obrigação ou necessidade de fazer alguma coisa. 

Diversos dicionários atestam que essas duas expressões são equivalentes. Os falantes podem, assim, utilizar as duas locuções porque ambas são muito usadas e socialmente aceitas.

Exemplos com ter de

  • Eu tenho de comprar ovos para fazer um bolo de chocolate.
  • Você tem de ajudar seu pai na loja nos fins de semana.

Exemplos com ter que

  • Eu tenho que comprar ovos para fazer um bolo de chocolate.
  • Você tem que ajudar seu pai na loja nos fins de semana.

A aceitação dessas duas formas como sendo equivalentes é, contudo, controversa. Enquanto alguns defendem que houve uma generalização do significado das duas expressões pelo uso, outros defendem que existem pequenas diferenças no seu significado.

Ter de é a forma preferencial?

Diversos gramáticos privilegiam o uso da expressão ter de, considerando-a a forma preferencial. Defendem que a estrutura ter de é anterior à estrutura ter que, tendo-a como a mais culta.

Exemplos com ter de:

  • Você tem de aprender isso tudo até amanhã.
  • Tenho de me ir embora agora.

Ter que tem um significado diferente?

Os estudiosos que fazem distinção entre essas duas expressões, afirmam que se deve usar a expressão ter que para referir que há algo ou alguma coisa para ser feita, sendo geralmente acompanhada de um advérbio.

Exemplos com ter que:

  • Tenho muito que trabalhar até ao meio-dia.
  • Teria algo que comer se você não tivesse comido tudo.

Clique aqui para conhecer o texto e outros no site original



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