28 de nov. de 2019

Mulheres em funções de liderança. Saiba porque são poucas.


Compartilho abaixo um artigo do consagrado jornalista Hélio Schwartsman, colunista da Folha de São Paulo que traz à luz um ponto certamente instigante no mundo corporativo, qual seja a pouca presença de mulheres nos postos de liderança no universo das corporações mundiais. Todas as corporações, pequenas, grandes, médias e minúsculas. Todas e em todo o planeta.

O livro (imagem abaixo) do psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic cuja tradução, livre, do título é "Por que tantos homens incompetentes se tornam líderes?" traz uma tese que vale a pena conhecer. Confesso que não li o livro, mas confio na análise e comentário do jornalista. 

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Capa do livro citado
O ponto é, porque as mulheres - tão capacitadas quanto os homens quando chegam no mesmo nível de competência - são preteridas de forma tão ostensiva quando as escolhas de lideranças nas organizações são promovidas?


Já li muito sobre o tema e a internet é farta em teses, conjecturas, pressupostos, teorias e prognósticos. Tem de tudo. Todavia é a primeira vez que leio algo que explica e indica o caminho alternativo para corrigir essa tremenda falha que se perpetua sob as vistas lenientes dos líderes (homens) que habitam esse universo.


Gostei do argumento e da proposta que o livro traz e o jornalista analisa. E paro por aqui. Me basta cumprir a missão de provocar os leitores do blog trazendo temas interessantes e provocativos para reflexão de quem se interessar.


Em tempo, no texto há dois links que merecem ser abertos para leitura. Quem ler o artigo vai perceber. Recomendo que os explorem.



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 Mulheres em cargos de Chefia

Pôr mais mulheres em cargos de chefia é provavelmente uma excelente ideia, mas não pelas razões normalmente apontadas. O psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic (University College London e Columbia) lança valiosas luzes sobre essa questão em “Why Do So Many Incompetent Men Become Leaders?” (por que tantos homens incompetentes se tornam líderes?). 
O argumento do livro é simples. Há poucas mulheres em posição de poder porque os critérios que usamos para escolher líderes estão errados. Se os corrigirmos, a proporção de mulheres crescerá rapidamente, e as empresas se tornarão melhores. 
A maioria das pessoas não gosta muito de seus chefes diretos. E, segundo o autor, boa parte delas tem razão. Os critérios pelos quais as empresas selecionam suas lideranças são os piores possíveis, levando à promoção indiscriminada de homens com fortes traços de narcisismo e psicopatia, que tornam o ambiente de trabalho tóxico.
O sistema não percebe essa falha porque candidatos narcisistas e psicopatas (categorias em que há notável predomínio masculino) tendem a ser carismáticos e charmosos e saem-se especialmente bem em entrevistas, que são uma das principais ferramentas de recrutamento dos RHs. 
Se só criarmos cotas femininas, sem alterar os critérios, nos limitaremos a promover mulheres com os mesmos problemas das chefias masculinas de hoje. 
Para o autor, tudo o que organizações precisam fazer é ficar longe do tipo de personalidade que vem sendo favorecido até aqui e buscar líderes entre pessoas com alto grau de inteligência emocional (grifo do autor do blog). São as mulheres que se destacam nesse quesito, que comprovadamente promove a cooperação e a produtividade no local de trabalho. 
Chamorro-Premuzic procura fundamentar todas as suas afirmações em trabalhos científicos. Embora o foco do livro sejam as empresas, boa parte das reflexões pode ser estendida para o mundo da política. 

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