15 de jan de 2015

Inteligência Emocional x Quociente de Inteligência. Quem pesa mais?


http://lcmtreinamento.com.br/wp-content/uploads/2013/12/Equilibrio.jpg
 


Não é de hoje que espero a oportunidade de escrever um pouco sobre a importância da Inteligência Emocional nas nossas vidas. Se pesquisar no Google vai achar 5.620.000 links sobre o tema e é nessas horas que eu pergunto: O que é que estou fazendo aqui?
Falar mais o que meu Deus?!
http://cmapspublic.ihmc.us/rid=1KD19ZCT2-2CGCPX2-1WXF/intel%20emocional%20Goleman.pdf
Clique e leia o resumo do livro
Ocorre que uma das qualidades (há quem diga que é defeito) do blogueiro é a pretensão de ser lido. A teimosia também é! Por isso é que a gente está sempre na esperança de poder transmitir algo que ninguém ainda disse, uma coisinha nova, um pensamento diferente ou uma experiência inédita ou esclarecedora. Vou escolher a "experiência esclarecedora" para o background desse post. Obviamente falo da minha própria experiência, claro! 
Inteligência Emocional ou IE para os íntimos... Apesar das incontáveis tentativas de definir o que seja a IE e devo ter lido pelo menos umas dez, a melhor delas ainda é a do Daniel Goleman que foi o "despertador" que tocou o alarme para o mundo sobre a importância de se estudar o assunto. Para Goleman, "a inteligência emocional é o fator mais importante para o sucesso ou insucesso dos indivíduos. Para explicar, recorda que as situações de trabalho são abrangidas pelos relacionamentos interpessoais, logo as pessoas com qualidades de relacionamento humano, como a afabilidade, compreensão e gentileza têm mais hipóteses de ter sucesso". Simples assim.
Dois outros renomados autores sobre IE - Salovey e Mayer - se manifestaram assim para definir o conceito: 
  • "...é a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros." (Salovey & Mayer, 2000).
Dividiram-na em quatro domínios:

   1. Percepção das emoções - inclui habilidades envolvidas na identificação de sentimentos por estímulos, como a voz ou a expressão facial, por exemplo. A pessoa que possui essa habilidade identifica a variação e mudança no estado emocional de outra.
   2. Uso das emoções – implica na capacidade de empregar as informações emocionais para facilitar o pensamento e o raciocínio.
   3. Entender emoções - é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes;
   4. Controle (e transformação) da emoção - constitui o aspecto mais facilmente reconhecido da inteligência emocional – é a aptidão para lidar com os próprios sentimentos.
 A "Harvard Business Review" chegou a qualificar a Inteligência Emocional como: "um conceito revolucionário, uma noção esmagadora, uma das idéias mais influentes da década" no mundo dos negócios. Revelando de forma esclarecedora o valor subestimado da IE, a diretora de pesquisa de uma empresa "head hunter" destacou que "os CEOs são contratados por sua capacidade intelectual e sua experiência comercial e são demitidos por sua falta de inteligência emocional".
E vou ficar por aqui nas "definições". Eu tenho a minha, mas prefiro não decliná-la mesmo porque não seria tão diferente de todas. O que quero destacar no post, nessa apresentação do excelente artigo da psicóloga espanhola Nuria Fernández Lopez é a necessidade dos profissionais, principalmente os jovens da chamada Geração Y que atualmente predominam no mercado, de buscarem conhecer e principalmente compreender o que seja o comportamento gerado pela Inteligência Emocional no decurso de suas trajetórias.
Observem que no parágrafo acima falei em "comportamento". É isso mesmo!  
A inteligência emocional traduzida na prática dos ambientes de trabalho, na sociedade e na família é um conjunto de atitudes e comportamentos - de cada um de nós, diga-se de passagem - que predominam nas relações com as pessoas -  sejam quem forem -  à nossa volta, em nossas vidas e de forma ocasional ou duradoura. São os valores morais e cívicos, a educação pessoal, o gostar das pessoas, respeitá-las em quaisquer níveis e situações. É isso ai! 
http://m1.paperblog.com/i/234/2347397/inteligencia-emocional-competencias-emocional-L-88DQQg.jpegParece simples? Não é não! Não existe "curso de inteligência emocional". Não se ensina nas escolas e universidades e nem nas empresas. Também não é um dom divino ou algo que esteja gravado no DNA. Também não é um mistério, mas tem um fortíssimo componente subjetivo que permeia os atos e condutas de quem a possui. 
Conheço muitos casos em que a falta da inteligência emocional provocou desastrosas decisões e interrupção em carreiras que estavam em pleno desenvolvimento. 
Anos atrás, para ilustrar, conheci de perto um processo onde a falta da IE causou uma brusca freada na carreira de um executivo brilhante no seu QI, mas de baixo nível na sua inteligência emocional. Não conseguiu ajustar a convivência com seus comandantes e perdeu a condição de continuar no grupo. Pura falta de inteligência emocional. E Fico por aqui porque já escrevi mais do que desejava.
Recomendo a leitura do artigo e o clique nos links indicados. Para quem esteja interessado em crescer nas suas relações sejam dentro do ambiente corporativo ou fora dele (família, sociedade, grupos...) procurem conhecer sobre a IE. Nunca irão se arrepender.
Boa leitura.

Inteligência Emocional Aplicada

(Nuria Fernández Lopez)

Se por um momento paramos para refletir sobre o que poderiam ser os preditores de sucesso de um trabalhador seja no nível pessoal ou profissionalmente, certamente, entre aqueles que nos vêm à mente encontraremos algum que esteja diretamente relacionado a um conceito que tem sido amplamente difundido nos últimos anos. Este conceito não é outro senão que o da Inteligência Emocional. 
http://www.recantododragao.com.br/wp-content/uploads/2013/11/brain-exercising.jpgJá em seu livro "Your Erroneous Zones" - publicado no Brasil com o título: "Seus pontos Fracos" (1976) - o Dr. Wayne Dyer questiona o termo "QI" (Quociente de Inteligência). Em 1989 Ayman Sawaf iniciou estudos sobre o conhecimento emocional aplicado à sociedade.
Embora a expressão "Inteligência Emocional" tenha sido usada pela primeira vez em 1990 pelos psicólogos Peter Salovey da Harvard University e John Mayer da Universidade de New Hampshire é através do livro "Inteligência Emocional" (1995) de Daniel Goleman que o conceito de IE alcança sua máxima difusão.
De acordo com D. Goleman a IE é a capacidade de reconhecer os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e gerenciar bem as emoções, em nós mesmos e em nossas relações.
O conceito de IE trata de questionar o do QI como um previsor de sucesso pessoal e por conseguinte do exito profissional no desenvolvimento da vida de uma pessoa. Até alguns anos atrás, parecia que um maior QI era uma boa maneira de se prever o alcance dessas conquistas, hoje, parece que esta relação não é tão clara. Certamente que todos nós podemos pensar em pessoas realmente inteligentes que não obtiveram sucesso no seu nível pessoal e/ou profissional, apesar de suas habilidades. Por outro lado, certamente também podemos pensar em outras que apesar de não estarem particularmente qualificadas intelectualmente pelo seu QI, realizaram algo muito importante em suas vidas. Será que, à luz desses fatos, não devamos examinar com profundidade o que faz a diferença entre uns e outros?  Esta diferença parece estar relacionada com as distintas habilidades pessoais dos indivíduos. Entre essas competências podemos destacar a capacidade de automotivação, o talento para a resolução de conflitos, as habilidades individuais vinculadas aos relacionamentos com as demais pessoas, a facilidade de analisar e gerenciar as emoções, a aptidão de saber trabalhar em equipe,o dom de ter em conta as emoções dos outros, a confiança em si mesmo, o autocontrole,a capacidade de adaptação, etc. Todas essas competências fazem parte do conceito de IE.
Se, por exemplo, tomamos como referência a trajetória profissional de um determinado indivíduo e analisamos o que determinou o seu sucesso nas distintas etapas que teriam contribuído com o seu desenvolvimento, veremos que grande parte do êxito alcançado está diretamente relacionado com a sua Inteligência Emocional.
http://muraldocoach.com.br/wp-content/uploads/2013/10/Lideran%C3%A7a-e-intelig%C3%AAncia-emocional.jpgIsto não quer dizer que o conceito de QI não seja importante, pois claramente ele o é, salvo nos casos daquelas pessoas que estão abaixo ou acima das suas médias, pois é fato que o fator que marca a diferença do sucesso entre os indivíduos que estão nas faixas das distribuições medianas do QI está mais determinado pela sua Inteligencia Emocional do que por seu Quociente de Inteligência. Diversos trabalhos de pesquisa encontraram entre os dois conceitos uma relação de 20/80 concluindo que o sucesso profissional está composto em 20% para o conteúdo técnico e 80% para questões diretamente relacionadas com a Inteligência Emocional.
Façamos, portanto, uma análise e tomemos diferentes momentos de uma trajetória profissional: universidade/faculdade, procura de emprego e desenvolvimento da carreira e tratemos de relacionar esses momentos com as variáveis que garantam o sucesso.
Vejamos se a lei 20/80 antes mencionada se cumpre na prática.
Essas variáveis que se correlacionam com o sucesso profissional de um indivíduo em diferentes momentos da sua trajetória  são:

  • Estudos Universitários (Universidade)
· Inteligência
· Constância
· Perseverança
· Capacidade de adaptação
· Habilidade na solução de problemas
· Automotivação
· Autoconfiança e segurança
· Autocontrole
  •  Procura de emprego:
· Qualificação técnica
· Constância
· Perseverança
· Capacidade de adaptação
· Habilidade na solução de problemas
· Automotivação
· Autoconfiança e segurança
· Habilidades nos relacionamentos
· Autocontrole emocional
  • Desenvolvimento de carreira:
· Qualificação técnica
· Constância
· Perseverança
· Capacidade de adaptação
· Habilidade na solução de problemas
· Automotivação
· Autoconfiança e segurança
· Habilidades nos relacionamentos

· Aptidão para o trabalho em equipe
· Autocontrole emocional


Autora: Nuria Fernández López
Directora del Área de Salud y
Servicios Sociales de EFIPSA Madrid
É possível concluir que em cada uma das etapas acima, a grande maioria das variáveis mais relevantes para o sucesso na carreira profissionais de uma pessoa não estão relacionadas exclusivamente com as suas competências técnicas. A partir disso, pode-se depreender que essa qualificação não é importante? Negativo! É claro que o conhecimento técnico é fundamental e necessário, mas existem outras variáveis, tais como as mencionadas acima, que se correlacionam de forma muito significativa na determinação do sucesso. 

Se considerarmos tudo isso na bagagem da nossa experiência pessoal e tratarmos de analisar tanto na área profissional como na pessoal que fatores estão envolvidos na nossa satisfação e percepção de sucesso em diferentes níveis vamos descobrir que, em sua maioria, estão diretamente conectados não com o nosso QI, mas sim com variáveis que estão vinculadas diretamente  ao conceito de IE.

http://animatedgif.net/arrowpointers/arrow7_e0.gif As ilustrações e links em destaque não constam no artigo original. Foram colocados pelo blogueiro para dar mais conforto aos leitores. O texto original pode ser lido ao clicar no banner abaixo.

(ambos os textos estão em espanhol)
https://eltrasterodepalacio.wordpress.com/2013/03/05/la-inteligencia-emocional-y-el-cociente-intelectual-conceptos-complementarios/


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