15 de out de 2014

A "Fórmula da Liderança" - Parte II


Vamos continuar o exame da “Fórmula da Liderança”
Na realidade o autor* da "fórmula" inteligentemente tomou emprestado o conceito matemático das funções e criou uma ilustração genial para representar as complexidades que cercam a compreensão do que seja liderança.
Relembrando, a fórmula, se apresenta como uma expressão matemática clássica dentro do conceito das funções do tipo f (x,y,z) ou seja uma função de três variáveis.
A expressão com cara de matemática que ilustra a liderança é L = f (s, g, l),  cuja leitura é:
"Liderança é uma função de três variáveis "s", ''g'' e ''l'' onde: 
  • L - representa o estilo, os resultados e as formas de liderança que resultarão das relações entre as variáveis. Também pode significar o elemento de sucesso para um ser humano colocado em qualquer situação vivencial em que interaja com pessoas (família, associações, clubes...)

  • “s” (situação, projeto, programa, circunstâncias e conjuntura onde a liderança é exercida interagindo com os demais componentes da fórmula); 
  • “g“ (corporação, grupos de pessoas, departamento, empresa que estejam sob efeito da liderança e operando nas mesmas circunstâncias);
  • “l“ (representa o próprio líder (ou a pessoa sob foco) e todo o seu conjunto de conhecimentos, experiências, habilidades, valores, comportamentos e atitudes aplicadas ao grupo e à situação em que estejam envolvidos). 
No primeiro post sobre a fórmula deixei uma questão para ser objeto de reflexão dos leitores que foi a seguinte:
- Porque líderes bem sucedidos em setores das suas empresas são promovidos e não conseguem repetir o desempenho na nova função? 
- Ou ainda, um gerente de sucesso em uma determinada empresa é contratado por uma concorrente digamos, de maior porte para exercer uma função similar e não consegue atingir o resultado esperado? 
- Como fazer para entender e corrigir, previamente, situações digamos... Inexplicáveis como essa?
Para destrinchar essa questão sob a luz da fórmula da liderança"  vamos imaginar um cenário e analisá-lo.
Marcos é um brilhante chefe de divisão. Está “bombando” na empresa. Visivelmente seu desempenho está acima do nível de seu atual posto e ele precisa ser promovido. O seu diretor decide então que ele deve assumir a gerência de outro departamento que está vivendo problemas com a atual gerência. Marcos está pronto para assumir o cargo. Tem perfil, liderança e conhecimento. Não há risco de dar errado. 
Feita a mudança e após o tempo de espera normal, Marcos se revela um tremendo fiasco. Não conseguiu melhorar o desempenho do novo departamento e ainda não obteve êxito em controlar os focos de reação do seu novo grupo. Resultado, está prestes a ser demitido da empresa pois não pode voltar ao seu antigo posto e não há outro espaço para ele dentro da empresa. O que aconteceu?

http://cache2.asset-cache.net/xc/82567110.jpg?v=1&c=IWSAsset&k=2&d=EDF6F2F4F969CEBDD9A71212F3E36B934BC83165DC6D8FB22986E557EB595C2CVamos examinar o case  sob o foco da fórmula: L= f (s, g, l). 
Digamos que a liderança do Marcos no seu departamento anterior estava representada pela fórmula L1= f (s1, g1, l1). Na nova atividade a sua liderança deveria estar representada por L2=f (s2,g2,l2). 
Observem que:
  1. Mudou a situação - é um novo departamento, novo ambiente de trabalho com diferentes tarefas, objetivos, etc.
  2. Mudou o grupo - é novo agrupamento de pessoas com cultura administrativa diferente do anterior, diferentes valores de conjunto e novos contratos psicológicos distintos dos antigos subordinados do Marcos...
  3. E o Marcos? Será que ele mudou? Provavelmente não. Manteve seu estilo de gerência inalterável (que afinal de contas foi isso que o levou à promoção). Como as demais componentes da fórmula se modificaram (afinal são variáveis) eis a provável razão – no nosso exemplo – do insucesso da liderança do Marcos. 
Na verdade a fórmula que levou Marcos ao fracasso ficou assim: L2=f (s2, g2, l1). Fica fácil entender que a liderança ficou desequilibrada  e deslocada porque o líder não soube ser flexível para se adaptar às contingências dos seu novo trabalho. Agora pergunto, quantas vezes vocês já viram isso acontecer? É óbvio que no universo corporativo as coisas não são assim, tão lineares. Considerem apenas o aspecto didático do exemplo.
Certamente todos já observaram e até vivenciaram casos semelhantes ao do nosso personagem Marcos. Líderes que não querem ou não conseguem modificar seu estilo de gerência, porque “sempre deu certo antes”, não repetem, ao longo da carreira, os mesmos índices de sucesso que alcançaram nas primeiras funções e os qualificaram para as promoções seguintes e ficam se perguntando "Onde errei? Onde está o problema?"
Atenção para essa parte; Marcos, como a maioria dos jovens líderes e gerentes, não compreendeu que ele próprio era uma variável dentro do seu novo estilo liderança requerido. 


Aquele que não sabe administrar seu próprio estilo de liderança e comportamento não alcançará resultados consistentes em sua evolução. Esta é a lição.


http://cache3.asset-cache.net/xc/103862807.jpg?v=1&c=IWSAsset&k=2&d=6C4008C0FD9EB5A59D73138E396A952C7DE93779C8A7410985098FBC5132448E
E tem mais! As variáveis (situação, grupo e líder) se modificam constantemente a cada nova conjuntura ou novo arranjo do grupo de subordinados. O líder deverá exercitar sua capacidade para se ajustar quantas vezes forem necessárias às demais variáveis e, com habilidades muito próprias, ajustá-las ao seu efetivo estilo, até consolidá-lo naquela situação e naquele grupo.
Por outro lado, em nosso case falhou também o diretor do Marcos. Caberia a ele saber avaliar se aquele gerente de sucesso na divisão “A” poderia se sair bem no departamento “B”. Se dominasse bem os fundamentos do “conceito das funções variáveis da liderança” o diretor teria feito uma avaliação mais acurada e promovido as correções para otimizar as destacadas qualidades do Marcos na nova função. A partir daí acompanharia o comportamento das variáveis que estariam, todas, sob a sua direção. Vale lembrar que as variáveis  "s", "g" e "l'' podem ser administradas, mas esta é outra conversa, outro post.
Por ora é importante que os leitores interessados entendam que a palavra chave para enfrentar situações novas é "flexibilidade". O grande problema é que normalmente as pessoas de sucesso (ou que se consideram como tal) são inflexíveis, com autoconfiança exagerada e arrogantes. Não conseguem se encaixar como variáveis na fórmula e desequilibram suas relações com o grupo. O fracasso é o resultado previsível.

* Infelizmente, apesar das pesquisas que fiz, não consegui descobrir quem é o  criador da ideia. Sei que a vi pela primeira em um livro sobre liderança, mas não guardei o título do livro e nem o nome do autor.



Um comentário:

  1. Gostei dessa fórmula. Já fiz vários testes com ela e tudo tem dao certinho. Consegui entender muitas coisas que acontecem no meu trabalho a partir da aplicação das variáveis s, g e l.

    ResponderExcluir

Blogs que me encantam!


..saia justa......† Trilha do Medo ♪....Blogueiros na Web - Ensinando o Sucesso no Blogger e Wordpress!..Emprego Virtual..Blog Ebooks Grátis....http://3.bp.blogspot.com/_vsVXJhAtvc8/ShLcueg5n2I/AAAAAAAACqo/sOQqVTcnVrc/S1600-R/blog.jpg..http://lh6.ggpht.com/_vc1VEWPuSmU/TN8mZZDF9tI/AAAAAAAAIJY/GWQU-iIvToI/banner-1.jpg....Divulgar textos | Publicar artigo....tirinhas do Zé........

Estatística deste blog: Comentários em Postagens Widget by Mundo Blogger

Safernet



FinderFox

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin