21 de ago de 2012

A Regra da Igualdade é poderosa ferramenta de gerência, mas é preciso coragem para utilizá-la.


A Regra da Igualdade no Mundo Corporativo
(por Herbert Drummond)

Dentre os muitos princípios que aprendi a respeitar e desenvolver está a "Regra da Igualdade". Embora seja muito citada nos meios jurídicos não são muitos os executivos que a conhecem e principalmente que saibam como aplicá-la. 
A "Regra da Igualdade" é expressa pela frase: 
  • "A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real".
Clique na imagem e baixe o livro em PDF
Vamos primeiramente à origem da expressão (para quem não sabe).  Esta definição de igualdade é decorrente do discurso escrito por Rui Barbosa como paraninfo dos formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Intitulado Oração aos Moços (leia o texto da Wikipédia). Quem tiver interesse de ler a íntegra do discurso que se transformou em livro clique na imagem ao lado.
Vamos ao que interessa. No exercício da função e da própria vida é importante que o gerente acredite como dogma de fé na validade e justeza da Regra da Igualdade. Em todas as oportunidades que iniciei um comando tive como primeira medida - e no primeiro dia - reunir minha nova equipe e colocar para o grupo alguns pontos fundamentais do meu estilo pessoal de gerencia.
Na oportunidade exponho a regra explico-a, destaco que sou um adepto convicto de sua validade como dogma de vida e que vou aplicá-la sempre e em todas as minhas decisões concernentes aos comportamentos e atitudes das pessoas e da corporação. 
Muitos não entendem direito o que estou falando e a maioria sequer ouvira falar de tal assunto. É comum todos olharem com aquele jeito desconfiado e maroto achando que "isso é mais uma novidade do novo diretor". 
Pois bem, a cada episódio de convivência na corporações onde vivi tive oportunidade de ver exemplos da Regra da Igualdade sendo aplicados ou desrespeitados. 
Ora são gerentes que não percebem o desvirtuamento do seu código de méritos e promovem seus auxiliares pela simpatia ou por estarem próximos ao invés de premiar aqueles que efetivamente são os melhores no que fazem;  ora - o que é ainda pior - na busca da falsa igualdade de tratamento entre seus subordinados estes gerentes tratam da mesma forma - com elogios, premiações e destaques profissionaisos que menos resultados trazem para o time e os que contribuem mais e "carregam o piano nas costas". Lamento dizer que em todos os comandos que exerci nunca cheguei a conhecer um grupo de colaboradores que tivesse a noção da aplicação da Regra da Igualdade como principio de gestão. É verdade! 
Na minha pregação recomendo convicto, que ela deve ser praticada, até obsessivamente, pelos gerentes, pelos chefes profissionais e principalmente pelos lideres que desejam obter o respeito de seus liderados e alcançar os resultados que o levem ao sucesso.
Por que não o fazem? Tenho muitas teorias, mas são temas de longa reflexão e vou deixá-los para outra oportunidade
Adianto, apenas, que um dos motivos mais comuns é o... Medo. Medo sim! Infelizmente existe no mundo corporativo o temor e a falta de coragem que gerentes mal preparados e inseguros cultivam de enfrentar constrangimentos e pressões daqueles que se consideram atingidos pela "desigualdade" das suas  decisões.
Estes maus líderes preferem igualar os desiguais e praticar uma "justiça tortuosa" premiando os ineptos e os talentosos sob os mesmos critérios. E ainda chamam isso de... justiça. Na verdade são meramente covardes corporativos. Sim, porque entre os inábeis, inaptos, incapazes e incompetentes de cada grupo de pessoas um deles, no mínimo, sempre se considerará diminuído quando a regra for aplicada e o "prêmio" da chefia for concedido ao "outro". 
Como critério, pois "nenhum desigual se considerará menor que o seu igual", a aplicação da regra deve ser transparente e adotada como estilo de liderança e nunca como "norma de premiação ou punição", pois nesse caso certamente será considerada uma injustiça.
Deixo a dica para os gerentes que ainda não conhecem e não praticam a Regra da Igualdade. Não temam adotá-la em quaisquer de suas formas e estilos pessoais de comandar ou liderar pessoas. Quem assim operar estará no grupo dos mais justos e certamente conseguirá a lealdade e o respeito dos liderados. Exemplos não faltam. É só olhar em volta com atenção que irão encontrá-los em muitas oportunidades.
Não percam tempo e comecem já.

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