6 de jul de 2011

Quais os principais "pecados" de um executivo? Leiam, conheçam e aprendam..

M
 
uito se escreve e se fala sobre os principais estilos de liderança no mundo corporativo. Qualidades e defeitos são pesquisados e apresentados em centenas de livros, vídeos, apresentações e  palestras.  O fato é que essa busca incessante faz parte da inquietação que nós humanos carregamos em nossos DNAs quando buscamos nos conhecer melhor para melhor conhecer aqueles que estão próximos de nós.
Para mim não existe uma lista definitiva. Ninguém chegará a apresentá-la porque o ser humano é infinito na sua capacidade de como comportar-se. Quando se pensa haver catalogado todos os tipos de atitudes, condutas, estilos, e desempenhos eis que surge algo novo como conceito e lá vamos nós de novo...
O que se tem de novidade atualmente é uma pesquisa apresentada pelo jornal inglês Financial Times, conduzida por sua conceituada colunista Lucy Kellaway onde foram ouvidos dezenas de executivos das mais variadas organizações. O que ela queria saber eram quais os pontos fracos desses homens poderosos - os CEOs - para poder listá-los e ter uma visão panorâmica sobre o tema.
É interessante o resultado da pesquisa cujo resultado foi chamado de "Os Sete Pecados Capitais de Um CEO" porque apresentou de forma sistematizada sete grandes deficiências que grande parte dos executivos desenvolve ao longo de suas carreiras. O detalhe é que foram os próprios executivos quem os indicou.
Após meus muitos anos desempenhando funções de direção posso afiançar que a lista é verdadeira, porém não terminativa. Muitos outros "pecados" poderiam ser listados no mesmo nível de importância que aqueles apresentados pelo jornal inglês. Para cada "pecado" fiz um breve comentário segundo minha experiência.
Coloquei o texto do site da BBC-Brasil ao final do post apenas para marcar o assunto, mas passo a apresentar o elenco dos "Pecados Capitais" com um ligeiro comentário sobre cada um.



1. Controle exagerado

http://2.bp.blogspot.com/_L2v26_FKGRo/SODAluONNoI/AAAAAAAAAD0/7BL00gnCH38/s400/o+sabe+tudo.jpgDirei que (quase) todos os CEOs brasileiros têm esse "pecado". O que está por trás do excesso de controle (opinião minha) é o mêdo de perder o poder. É comum o gerente criar tantos mecanismos de controle que ao final ele próprio e a sua equipe não sabem mais o que fazer com tantas informações. Grande parte delas é desprezada e o chefe fica desmoralizado, pois os seus subordinados percebem quando estão trabalhando para gerar conhecimento vazio.


2. Vaidade

http://4.bp.blogspot.com/-oqDvJHaFF-k/TdXC2ozrldI/AAAAAAAAALo/JishSTx1vQg/s1600/auto+imagem4.gifCostumo dizer que a vaidade é irmã gêmea da arrogância e ambas, filhas do orgulho. Posso falar com a "autoridade" de quem já pisou nesse terreno. 
A vaidade vem naturalmente com o sucesso rápido e reconhecido pela corporação. Excessivas doses de autoconfiança e culto à própria imagem levam as pessoas bem sucedidas a cair numa espiral de autoemulação. 
Todavia o veneno que está contido nesse frasco é insidioso e no mais das vezes mortal para as carreiras de quem o consome. Consegui me livrar dele, mas não sem antes pagar um preço altíssimo. Tive a sorte de ter uma segunda oportunidade e pude me corrigir. 
A vaidade e a arrogância andam juntas. É preciso muita força mental e espiritual para não deixá-las comandar nossas atitudes.


3.Hesitação

http://4.bp.blogspot.com/_duDJ1LNCnfQ/TBRBWE6xMNI/AAAAAAAAKSM/5vM-mkDznOY/s400/foto.jpgEste não é um "pecado" capital, é mortal para um executivo! Hesitar significa mêdo de decidir e tomar decisões é a função precípua de um líder, de um gerente. Hesitar indica vacilar, tropeçar e duvidar de si mesmo. Quem quer seguir um líder vacilante? Transmito sempre aos meus colaboradores que são necessárias duas condições para ser um gerente de sucesso: a primeira é gostar de gente, interessar-se pelas pessoas; a segunda é gostar de tomar decisões. A hesitação é a antítese dessa condicionante.
Já tive oportunidade de trabalhar com líderes hesitantes. É desesperador. O adiamento da decisão é ainda pior que a decisão errada porque normalmente uma deliberação tem seu timing certo e hesitar em assumi-la é deixá-la apodrecer igual uma fruta não colhida no tempo certo. Passa do ponto e já não serve mais ao seu objetivo.

4. Não sabe ouvir 

http://4.bp.blogspot.com/-3UEAJNhI9vM/TX7Z1Iw7oVI/AAAAAAAABCI/qiKwVCp7E_k/s400/102_arrogante.jpg
Esse é um "pecado" terrível! Um gerente que não tem ouvidos para escutar seus colaboradores e até seus superiores é um "meio-gerente". Suas decisões por melhores que possam ser carecem do tempero da equipe e não são tratadas com o envolvimento emocional e a participação que são necessárias por parte do seu time.
Não ouvir sugestões, idéias e opiniões é uma regressão ao regime autocrático; uma espécie de despotismo por parte de quem comanda. Normalmente o "não saber ouvir" complementa as personalidades vaidosas e arrogantes.  Fuja delas.São os chamados falsos líderes. Em algum momento cairão de seus pedestais. O pior é que normalmente essas pessoas sempre colocam a culpa pelos seus insucessos em seus subordinados e superiores.


5. Ser agressivo

A agressividade de uma liderança deve ser entendida de modo relativo. Como aqui colocada, numa lista de "pecados" é percebida como parte de um comportamento, estúpido, ríspido e rude. Neste caso é um grande defeito para um líder e um gerente ser identificado por ele. Não confundir essa característica negativa com a combatividade e o aguerrimento que os bons líderes devem cultivar na defesa dos seus pontos de vista e das suas idéias.
http://www.corbisimages.com/images/42-19133952.jpg?size=572&uid=70c2696a-9139-4d7e-983c-641a17e7aeaa&uniqID=263e2f29-9c71-44a8-868f-73fb540cff94Homens com essa personalidade de agressividade negativa podem até ser grandes líderes, mas não terão o poder de angariar a lealdade no coração de seus subordinados. Serão reconhecidos e respeitados, mas não serão amados. Temidos sim, porém nunca estimados  ou venerados.Têm vida útil de curta duração.
Pessoalmente não acredito na aspereza como qualidade de comando. Não vejo necessidade de um gerente ser rude ou ofensivo com as pessoas à sua volta para demonstrar seu poder. Acho até que tudo não passa de uma capa, um escudo que estas pessoas criam para proteger suas fraquezas contra a percepção de seus liderados. Escondem-se atrás do poder que desfrutam utilizando-se de comportamento hostil, irritante e provocador.


6. Medo de Conflito

http://3.bp.blogspot.com/_iN-1eoyLsnc/SfD3EJjEqfI/AAAAAAAAAW4/4TkYEJyVp_g/s320/sociedade+covarde.jpg
Esse "pecado" confunde-se um pouco com o da hesitação. Todavia pode ser mais aprofundado. O chefe que foge dos conflitos não será jamais respeitado pelo seu time. Ele é exatamente o contrário daquele que citei no parágrafo anterior, o combativo. Quem foge do conflito é aquele líder que está sempre querendo estar de bem com todo mundo. Contenta-se com as sobras da mesa e curva-se às personalidades dos seus pares mais agressivos. 
Quem tem medo do confronto é aquele que teme a crise, a tensão, o choque de idéias. Foge da luta, da oposição, e da rivalidade. Quem quer um chefe assim? 
É impossível exercer liderança ou gerência sem conflitos, sem contendas, desavenças, ou discussão. Esse é também um "pecado" mortal . O cara que é assim não pode exercer cargo de liderança.


7. Não ser sociável.

Este último "pecado" da lista que a pesquisa de Lucy Kellaway para o Financial Times apresenta é um dos menores que um CEO pode admitir. Não ser sociável significa não apreciar a companhia de terceiros; não gostar de reuniões em sociedade ou de participar de eventos ou festas. É não se considerar agradável, atencioso, deferente, gentil,  suave...

Este é um defeito grave se a função do CEO embutir a necessidade dele desempenhar o papel de um "chairman", um "relações públicas" ou um "vendedor" da imagem da corporação. Nesses casos um líder não sociável será um fracasso completo. 

Se não for assim considero que essa característica da não sociabilidade não é tão negativa. 
Partindo do principio aceito por todo o mundo corporativo de que "o poder é solitário" como condenar um líder que não gosta muito de participar de festas de confraternização, reuniões sociais, assembleias e congregações?

Estarei errado ao conceituar esse item da forma como o fiz? Dou a mão à palmatória ao informar que essa é uma das minhas características como líder. Confesso que não sou um ser muito sociável. Isso não quer dizer que seja um antissocial. Quando necessário vou a todos os eventos considerados importantes para divulgar a empresa em que esteja trabalhando e que envolvam o exercício da função de executivo, mas confesso queessa função social nunca foi muito do meu agrado.


Ai está! Certamente existem muitos outros "pecados" e defeitos nas características dos executivos de forma geral. Só para não deixar no ar cito algumas delas: incapacidade para se auto gerenciar; incompetência na escolha de seus subordinados e menosprezo pelo trabalho em equipe; aceitar desempenho medíocre de si próprio e da equipe. subestimar a importância da cultura e a necessidade de manter-se atualizado e bem informado; e finalmente justificar seus erros com base nos erros dos outros.
Leia o artigo da BBC-Brasil abaixo e preste atenção ao ultimo parágrafo...

Pesquisa aponta os 'sete pecados capitais' de um CEO
http://economia.estadao.com.br/estadao/novo/img/origem/bbc.gifUma pesquisa do jornal britânico Financial Times publicou uma lista com o chamou de "sete pecados capitais" para um CEO (diretor executivo) de uma empresa. A lista foi compilada com base nas respostas a um questionário entregue a 60 CEOs durante um ano e meio, cuja principal pergunta era: “Quais são seus três pontos mais fracos?”.

Lucy Kellaway, que coordenou a enquete, diz que 58 dos 60 altos executivos admitiram ter momentos de fraqueza, mas que estes eram vistos como algo positivo.

Os "sete pecados capitais" para um CEO, na visão dos próprios, são:
1. Controle exagerado;
2. Vaidade;
3. Hesitação;
4. Não sabe ouvir;
5. Ser agressivo;
6. Medo de conflito;
7. Não ser sociável.
Kellaway ressalta que os resultados mostram que não há diferença entre executivos homens, mulheres, europeus ou americanos.

Medo de errar
Kellaway diz que muitos dos CEOs não reconhecem em si mesmos vários pontos fracos. “E eu suspeito que o problema é pior: eles não sabem quais são suas falhas”, disse ela.
Segundo a pesquisadora, apenas dois dos 60 altos executivos que responderam à enquete admitiram cometer erros graves.
“Essa negação dos próprios erros é uma pena. Nós gostamos mais das pessoas quando elas falam abertamente de seus defeitos. Isso as torna mais humanas”, diz.

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