22 de mai de 2011

Ninguém é insubstituível? Não acredite nisso!

E
http://www.reflexaodevida.com.br/163insubstituivel/163ins3d.gifste é um tema que merece muita discussão e intensos debates. Utilizar a frase “Ninguém é insubstituível” é um recurso psicológico manejado incessantemente pelos donos do poder, das cúpulas e das diretorias em quaisquer organizações. Em suma, é uma forma permanente de ameaça velada àqueles que se destacam nas corporações. Nenhum dirigente de empresa em qualquer nível dirá a um empregado de destaque que ele é insubstituível, pelo contrário... Da mesma forma que você, como dirigente da mesma empresa, não receberá do seu comandante o mesmo tipo de manifestação. É o "jogo".
Como executivo - ainda estou na ativa (quase pendurando as chuteiras...) - exerci minhas competências durante muitos anos nos dois lados da linha divisória. Como gerente e líder tendo que defender os interesses da organização que paga meu salário, mas como empregado também sujeito às leis da subordinação e às suas (muitas) mazelas. Todos os profissionais que estejam em cargos de liderança passam pela mesma circunstância.
A propósito, já fui vitima da “Síndrome do Insubstituível”. Vou contar essa história. Em um dado momento eu estava tão absoluto na minha atividade – era diretor da empresa e o dono do pedaço – que pensei não poder ser substituído. Arrogância máxima! Paguei o preço, obviamente. Fui exonerado por motivação politica, mas no pano de fundo do episódio, a partir das reflexões que fiz posteriormente estava minha atitude de... Insubstituível. Já posso resumir aqui uma das muitas lições que tirei do episódio: “Todo insubstituível será, quando menos espera, substituido”. Parece uma obviedade, mas não é assim que eles (os insubstituíveis) pensam !
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Posso dizer que aprendi essa lição na própria pele. Nunca mais considerei que não poderia ser substituído nas funções que exerci após esse episódio. Voltei, pouco tempo depois da exoneração a ocupar novamente uma das diretorias da mesma organização e passei por outras. Atualmente estou exercendo uma função de diretoria, todavia não me permiti mais a consideração de ser o único capaz de estar ali, imprescindível para o êxito da corporação.
Na verdade os textos que tenho lido inclusive o que está no post, de Celia Spangher (muito bom e bastante divulgado na internet) estão longe das realidades do mundo corporativo. É evidente que personalidades famosas e especificas em seus campos de atuação não foram substituídos. Eram mesmo insubstituíveis. São milhares de nomes que se espalham pelos livros e registros históricos do passado e da atualidade.
Quem substituiu Beethoven? Quem veio ocupar o lugar de Pelé?  Quem ocupará o espaço de Nelson Mandela? E de tantos outros insubstituíveis? Certamente que ninguém. Entretanto não é disso que falamos quando estamos sob a luz do dia-a-dia corporativo nas empresas, nas agremiações, associações, partidos políticos, organizações em geral.
Nesse mundo real as pessoas são sim substituíveis! Ops! Quero dizer que outros profissionais ocupam seus lugares para continuar o trabalho e tudo segue seu rumo.  
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Mover um determinado gerente ou um líder “insubstituível” de sua posição não significa a continuidade do sucesso até então conduzido por ele. O “novo candidato a insubstituível” poderá mudar tudo o que o anterior fez, fazer melhor e de forma diferente ou um fracasso total. Em qualquer situação o substituido será rápida e relativamente esquecido, pois como se diz no vocabulário atual “a fila anda” ou ainda mais cruel, “rei morto, rei posto”.
 Detalhe, com as exceções da regra a mudança de um insubstituível (quase) sempre ocorre quando ele está no ápice de sua carreira. Normalmente vem no bojo de uma crise ou de uma intriga corporativa. Para ilustrar cito dois exemplos recentes e absolutamente diferentes: Roger Agnelli, ex-presidente da Vale e Dominique Strauss-Khan ex-todo poderoso do FMI. Ambos insubstituíveis até pouco tempo atrás.
No meu preceito ninguém que esteja em exercício de qualquer função importante, principalmente em cargos de comando, deve pensar que não pode ser substituído. É um erro fatal. É o inicio do processo de sua saída do cargo.
Nas minhas ultimas funções tenho procurado desenvolver outro mandamento: “Não queira ser insubstituível, trabalhe para ser inesquecível”. É o que tenho feito desde então, mas ai é outra historia e vou conta-la oportunamente.



Ninguém é insubstituível
Por Celia Spangher (leia perfil no final do texto)

Na sala de reunião de uma multinacional o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível” . A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como? – o CEO encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substitui o Beethoven?
Silêncio.
Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

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Esta imagem não se encontra o no texto original

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E portanto são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar “seus gaps”.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranoico.
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se você ainda está focado em “melhorar as fraquezas” de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande.


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http://media.linkedin.com/mpr/pub/image-oOVuUPQWgczz5whvehX6UXmCTKZDjQtvVtqLUBjNNMg8xrRi/celia-berardi-de-spangher-maxim-consultores.jpg Celia Spangher é Sócia e Diretora de Gestão do Talento da Maxim Consultores.
Atenção: este é o texto original escrito por mim, apesar das várias versões modificadas que circulam na internet. Se você quiser reproduzi-lo, fique à vontade, mas POR FAVOR não modifique o texto e coloque o crédito abaixo. Agradeço a atenção.


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