9 de jan de 2011

Presidenta Dilma começa a exibir seu estilo gerencial.

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i estas duas matérias nos sites do Estadão e do Globo e não resisti à tentação de comentá-las. A transição de estilos de gerencia e liderança nas grandes (pequenas também) mudanças corporativas é sempre um assunto que fascina os estudiosos e curiosos (Ops! Estou nesse grupo) dos assuntos que cercam o chamado mundo corporativo.
Seja nas grandes holdings ou nos grandes grupos de empresas, ou seja, nas pequenas corporações a mudança dos que comandam é sempre uma alteração de rotinas, hábitos e... paradigmas. Tiro por mim, pela minha própria vivência. Aqueles colegas ou subordinados hierárquicos que já conviveram ou ainda convivem comigo conhecem uma das minhas "máximas" que é: "Estilo de chefia não se discute. O que se discute são os resultados que o estilo atinge" (desculpem, mas todos os gerentes tem as suas).
Quero dizer com isso que vamos ter, neste inicio de governo da Presidenta Dilma Roussef, oportunidade de acompanhar (quase) ao vivo uma das mais dogmáticas mudanças de estilos gerenciais que já nos foi dado a conhecer nos ultimos tempos na administração pública brasileira. 
Devo registrar, a proposito, que normalmente nas grandes corporações privadas as mudanças nos seus altos comandos não são objetos do conhecimento público. Ninguém vai ler nos jornais ou sites de notícias o que acontece interna corporis quando um Bradesco muda de presidente ou uma Vale ou uma Sony trocam seus CEOs... Todavia o que temos agora, à disposição de analistas de todos os calibres,  é a mudança de um Presidente da República por uma Presidenta!!! Esse fato gerará, naturalmente, enorme curiosidade na opinião publica geral e principalmente entre os profissionais que lidam com questões comportamentais no mundo das corporações.
http://sleepzine.com/wp-content/uploads/2007/07/ist2_2577744_office_series_workaholic.jpgE não é só isso! O Brasil passou os ultimos oito anos dirigido pelo ex-presidente Lula cujo estilo é mais que conhecido dada a sua exposição publica. A maneira de o ex-presidente gerenciar e liderar era extremamente aberta e desabrida. Impetuoso e impulsivo, entusiasta e veemente o ex-presidente cunhou seu estilo na História do Brasil e  é respeitado pelos resultados que alcançou como líder maior do pais (a maior popularidade mundial na historia). Lembrem-se que "Estilo não se discute..."
A Presidenta Dilma Roussef tem um modo de trabalho bastante diverso do seu antecessor. É reservada, avessa à exposição pública e tem um viés técnico-gerencial que predomina  em suas decisões e marcou sua passagem por todos os setores onde exerceu funções públicas. Sendo, como Chefe de Estado, a maior autoridade do país seu estilo se imporá naturalmente e pelo visto vai deixar marcas importantes para a história da gerencia e da liderança nas funções publicas do Brasil.
A Presidenta deverá manter, como fundamentos, os métodos de comando dos quais sempre se utilizou. Todos os lideres e gerentes que atingiram o topo das suas carreiras  assim o fazem o fazem.  Tais ferramentas já fazem parte de suas personalidades. São aperfeiçoadas, mas nunca abandonadas. Assim sendo, esperem um ritmo frenético de ações governamentais e auxiliares arrancando os cabelos da cabeça para cumprir metas e objetivos traçados e comprometidos em duras, longas e definitivas reuniões de planejamento, programação e cobranças pesadas. Erros e desculpas não fazem parte do modus faciendi dos gerentes e lideres com tal estilo.
As duas matérias que reproduzo abaixo estão ótimas e dão uma boa idéia do novo estilo de trabalho que está se instalando no Palacio do Planalto. Quem vai gostar dessa fase são os consultores, autores de livros especializados e palestrantes corporativos (os curiosos, como eu, também). Estes senhores  terão muito que estudar, analisar para apresentar em suas teses e palestras aos alunos e interessados. 

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Ela quer tudo para ontem
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(Por Vera Rosa) A foto emoldurada de Luiz Inácio Lula da Silva sorridente, com a faixa presidencial no peito, ainda está lá. Sem alarde, porém, a rotina do Palácio do Planalto já começa a mudar. Em uma semana de trabalho, Dilma Rousseff tirou do papel um antigo plano: vai dividir o governo em 'núcleos de gestão', que terão metas a cumprir, e revisar todas as receitas e despesas.
Adepta do planejamento estratégico, a primeira mulher presidente do Brasil quer um modelo de governança no estilo empresarial. Ela passou os primeiros dias do mandato em reuniões no gabinete, assistiu a mais uma temporada de beliscões entre o PT e o PMDB por cargos no segundo escalão, mas decidiu congelar os anúncios até fevereiro. O foco, agora, é a organização da equipe.
Dilma determinou a ministros a formação de três grandes núcleos: políticas sociais, desenvolvimento econômico e cidadania. Há, ainda, o grupo de infraestrutura criado no governo Lula, que será repaginado. Cada núcleo ficará responsável pela preparação dos projetos e monitoramento das ações. O programa de erradicação da miséria está abrigado no guarda-chuva social.
Na tentativa de impedir escândalos como os do passado, ela também encomendou à Casa Civil uma avaliação detalhada sobre o Sistema de Gestão da Ética do Executivo Federal. Quer saber, sem rodeios, o que pode ser aperfeiçoado nesse código de conduta, datado de 2007.
Depois da festa da posse, no primeiro dia do ano, Dilma entrou em uma espécie de imersão no Planalto. Não saiu de lá nem para almoçar e trocou o tradicional sofá com poltronas vermelhos do gabinete por um conjunto Navona de couro preto, desenhado por Sérgio Rodrigues.

Marmita
Na segunda-feira, por volta de 14h00, ela decidiu chamar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para uma conversa. Ele estava diante de um bacalhau, na Academia de Tênis, quando o celular tocou.
'Preciso falar com você antes das 15 horas', avisou a presidente. 'Estou acabando de almoçar e em um minuto estarei aí', respondeu Cardozo, informando o seu paradeiro. 'Mas não tem comida no seu ministério, não?', provocou ela. O ministro caiu na gargalhada e Dilma aproveitou a deixa: 'Embrulhe esse bacalhau, faça uma marmita e traga aqui que eu lhe dou um copo de água'. Cardozo largou o prato e saiu correndo.
O estilo Dilma dava ali a primeira 'canja' da semana. Quem convive com ela há mais tempo, no entanto, já está acostumado com seus hábitos, bem diferentes dos de Lula. Enquanto ele ultrapassava todos os prazos para tomar decisões, ela é a típica mineira que não perde o trem e quer tudo pronto para 'ontem'.
Obcecada por metas, Dilma vai redefinir prioridades e cortar gastos, algo em torno de R$ 35 bilhões do Orçamento. Tem pressa na montagem do plano nacional de combate ao crime organizado e incumbiu Cardozo de iniciar uma maratona de viagens para ouvir governadores sobre políticas de segurança pública.
Do tipo workaholic, a presidente trabalha, em média, 12 horas por dia e ainda não explodiu com as cobranças do PT e do PMDB. Quando a pressão bate à sua porta, repousa os olhos sobre a foto da única filha, Paula, no porta-retrato acomodado em sua mesa.
'Dilma tem consciência de que não é o Lula e precisa muito trabalhar coletivamente, para dar conta dessa tarefa', afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. 'Que ninguém se engane: ela está leve e descontraída, mas vai exigir resultados. E muito.'

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Dilma já mudou rotina no Planalto na primeira semana como presidente

http://oglobo.globo.com/_img/o-globo.png
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(Por Chico de Gois e Luiza Damé) - Por oito anos, Dilma Rousseff frequentou o gabinete presidencial do terceiro andar do Planalto, sempre sentada na frente da mesa do principal mandatário do país. Na semana passada, pela primeira vez, ela mudou de posição. Durante quatro anos, no mínimo, quem está atrás do móvel tem o poder. Como nova inquilina do Palácio, Dilma Rousseff aos poucos vai dando sua cara ao local onde passará grande parte de seu tempo. E já decidiu: vai virar a mesa. Ou melhor, irá trocá-la, juntamente com os demais móveis do gabinete. Com o ex-presidente Lula saem as madeiras escuras, entram as mais claras.
Presidente Dilma Rousseff (entre os Ministros Antônio Palocci esquerda e Guido Mantega) durante reunião para discutir desenvolvimento social e combate à fome no no Palacio do Planalto. Na foto. foto: Gustavo MirandaAlém de alterações no mobiliário e no consumo de café - ela prefere o coado ao expresso -, Dilma já imprimiu rotina diferente. A começar pelo cumprimento da agenda. É mais pontual que o ex-presidente. Nas reuniões, também palpita mais, sobretudo em termos técnicos. E, diferentemente de seu antigo chefe, não é dada a aparições públicas. Na primeira semana, ficou em seu gabinete. E só abriu a porta para os fotógrafos em duas reuniões.
Lula havia mantido os móveis mais pesados, da década de 50, que decoravam o Palácio do Catete na época de Getúlio Vargas. Dilma quer algo mais leve e deverá ficar com o conjunto de gabinete especialmente projetado para o Palácio do Planalto por Ana Maria Niemeyer. As mesas em jacarandá têm linhas retas, e as pernas seguem a forma das colunas do Planalto.
Os sofás vermelhos, com pés de leão, foram substituídos por um conjunto de Sérgio Rodrigues. Na última quarta-feira, a curadoria do Planalto montou um gabinete para a presidente na Sala de Audiências do terceiro andar. Dilma gostou da composição, mas auxiliares defendem uma combinação dos dois estilos. 

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