11 de abr de 2010

"Da Servidão Moderna" é um momento de reflexão. Não perca a oportunidade.

http://sp6.fotolog.com/photo/38/51/110/kameireles22/1256074552525_f.jpg
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escobri esta série de vídeos, na verdade um filme de 52 minutos, divididos - nesta versão - em cinco partes produzidas a partir de um livro intitulado "Da Servidão Moderna" cujos autores são Jean-François Brient e Victor León Fuentes. 
Pesquisei um pouco na internet e deu para perceber que, apesar de lançado no ano passado, é um documentário bastante difundido e discutido pelos sites e blogs que se ocupam dos temas digamos... mais voltados às reflexões filosóficas  no universo dos sites e blogs.

"Da Servidão Humana" pretende ser a expressão de um dilema existencial da humanidade. Um mix  de depoimento, provocação e um pretensioso teorema no qual seus autores procuram demonstrar que a humanidade está enredada em tentaculos que ela propria criou. Algo assim como: 
  • Somos os escravos da modernidade? 
  • O que estamos fazendo com nossas vidas? 
  • Sobre o que pensamos? 
  • Afinal, somos ou não somos livres?
Segundo os autores a Servidão Moderna acontece a partir um poder que embora presente não é visivel e por isso mesmo, mais poderoso. A propósito, aproveito um ótimo comentario sobre o documentário que retirei do não menos excelente blog Cão Uivador do historiador Rodrigo Cardia.
    http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/44/imagens/i177986.jpg
  • [...] "É por isso que o documentário acerta em cheio ao dizer que a maioria de nós hoje em dia somos escravos, mas acreditamos serem livres. Este poder não se sustenta com base na violência (embora a use quando ameaçado), e sim, no convencimento. A partir de uma pretensa “neutralidade” (lembra algo, né?), conseqüência de “não ter ideologia”, nos é imposta a ideologia consumista, que valoriza mais o TER do que o SER. E para TER, é preciso OBEDECER cegamente, sentindo MEDO de fazer qualquer contestação. “Crescer, estudar, arrumar um emprego, casar, ter filhos e morrer”: eis a síntese dos objetivos de vida de muita gente. Fazer o sistema funcionar, e se reproduzir para que ele continue funcionando: não é preciso se preocupar com a educação dos filhos, a televisão se encarrega disso." [...]
 
O vídeo-documentário é impactante. Ele tem trechos  que comovem e nos fazem refletir sobre os pontos da vida moderna que podem estar - efetivamente - nos aprisionando. Clique no link e vá ao site oficial (em portugues) De la Servitude Moderne (França-Colômbia, 2009, 52min – Direção: Jean-François Brient).  Explore bastante o site que contem, inclusive, o texto do audio no vídeo (que na verdade é o mesmo texto do livro). 
Pessoalmente não concordo com algumas das conclusões daquilo tudo que está no documentário, mas são inegáveis as verdades que os autores conseguem expressar. É um trabalho de intelectuais inteligentes que os homens e mulheres de boa vontade e preocupados com os destinos da humanidade devem assistir e conhecer. Não há perdas em assisti-lo; pelo contrario. 
Leia, logo abaixo, a apresentação do livro/documentario escrita pelos proprios autores. Em seguida está o video completo (legendado) dividido em cinco partes. Não queira vê com pressa. Guarde um tempo para você mesmo, cabeça fresca e assista-o como se estivesse vendo um filme na TV. Vale a pena.
Da servidão moderna
(clique no titulo e visite o site oficial)
 “Toda verdade passa por três estágios.
No primeiro, ela é ridicularizada.
No segundo, é rejeitada com violência.
No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”
Schopenhauer

 

   A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.

    O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.

http://paulorubem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/divida2-254x300.png     No imenso campo de batalha da guerra civil mundial, a linguagem constitui uma de nossas armas. Trata-se de chamar as coisas por seus nomes e revelar a essência escondida destas realidades por meio da maneira como são chamadas.  A democracia liberal, por exemplo, é um mito já que a organização dominante do mundo não tem nada de democrático nem de liberal. Então, é urgente substituir o mito de democracia liberal por sua realidade concreta de sistema totalitário mercante e de expandir esta nova expressão como uma linha de pólvora pronta para incendiar as mentes revelando a natureza profunda da dominação presente.

    Alguns esperarão encontrar aqui soluções ou respostas feitas, tipo um pequeno manual de “como fazer uma revolução?” Esse não é o propósito deste filme. Melhor dizendo, trata-se mais exatamente de uma crítica da sociedade que devemos combater. Este filme é antes de tudo um instrumento militante cujo objetivo é fazer com que um número grande de pessoas se questionem e difundam a crítica por todos os lados e sobretudo onde ela não tem acesso. Devemos construir juntos e por em prática as soluções e os elementos do programa. Não precisamos de um guru que venha explicar à nós como devemos agir: a liberdade de ação deve ser nossa característica principal. Aqueles que desejam permanecer escravos estão esperando o messias ou a obra que bastando seguir-la  ao pé da letra, libertam-se. Já vimos muitas destas obras ou destes homens em toda a história do século XX que se propuseram constituir a vanguarda revolucionária e conduzir o proletariado rumo a liberação de sua condição. Os resultados deste pesadelo falam por si mesmos.

    Por outro lado, condenamos toda espécie de religião já que as mesmas são geradoras de ilusões e nos permite aceitar nossa sórdida condição de dominados e porque mentem ou perdem a razão sobre muitas coisas. Todavia, também condenamos todo astigmatismo de qualquer religião em particular. Os adeptos do complot sionista ou do perigo islamita são pobres mentes mistificadas que confundem a crítica radical com a raiva e o desdém. Apenas são capazes de produzir lama. Se alguns dentre eles se dizem revolucionários é mais com referência às “revoluções nacionais” dos anos 1930-1940  que à verdadeira revolução liberadora a qual aspiramos. A busca de um bode expiatório em função de sua pertencia religiosa ou étnica é tão antiga quanto a civilização e não é mais que o produto das frustrações daqueles que procuram respostas rápidas e simples frente ao mal que nos esmaga. Não deve haver ambigüidade com respeito a natureza de nossa luta. Estamos de acordo com a emancipação da humanidade inteira, fora de toda discriminação. Todos por todos é a essência do programa revolucionário ao qual aderimos.

[bdhfbvhe.jpg]     As referências que inspiraram esta obra e mais propriamente dita, minha vida, estão explicitas neste filme: Diógenes de Sinope, Etienne de La Boétie, Karl Marx e Guy Debord. Não as escondo e nem pretendo haver descoberto a pólvora. A mim, reconhecerão apenas o mérito de haver sabido utilizar estas referências para meu próprio  esclarecimento. Quanto àqueles que dirão que esta obra não é suficientemente revolucionária, mas bastante radical ou melhor pessimista, lhes convido a propor sua própria visão do mundo no qual vivemos. Quanto mais numerosos em  divulgar estas idéias, mais rapidamente surgirá a possibilidade de uma mudança radical.

    A crise econômica, social e política revelou o fracasso patente do sistema totalitário mercante. Uma brecha surgiu. Trata-se agora de penetrar mas de maneira estratégica. Porém, temos que agir rápido pois o poder, perfeitamente informado sobre o estado de radicalização das contestações, prepara um ataque preventivo sem precedentes. A urgência dos tempos nos impõe a unidade em vez da divisão pois o quê nos une é mais profundo do quê o que nos separa. É muito fácil criticar o quê fazem as organizações, as pessoas ou os diferentes grupos, todos nós reclamamos uma revolução social. Mas na realidade, estas críticas são provenientes do imobilismo que tenta convencer-nos de que nada é possível.

    Não devemos deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.

    O texto e o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados, divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados. Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada, intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.

    Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.


Jean-François Brient e Victor León Fuentes

Um comentário:

  1. Parece INTERESSANTÍSSIMO

    qdo eu chegar hj da faculdade vou assistir! :D Valeu pela preciosa dica!

    ABRAÇOS! :)

    ResponderExcluir

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