31 de mai de 2009

Valores pessoais no mundo corporativo. Não abra mão dos seus.

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Este vídeo é um dos mais didáticos que conheço sobre o tema que aborda. Falo do eterno conflito entre os valores das corporações e os dos seus empregados, principalmente os gestores. Normalmente estes desentendimentos não se materializam sob a forma de desavenças entre as pessoas envolvidas. São, via de regra, ordens recebidas pelos gerentes ou chefes de serviço que se chocam contra seus princípios humanitários, valores familiares ou preceitos morais.

Nenhum gerente está livre de viver situações desta ordem. Seja ele o diretor-presidente de uma grande corporação que recebe ordens do conselho de administração ou um diretor que a recebe do seu presidente e dai em diante por toda a cadeia da hierarquia.

Exemplos não faltam. Principalmente nas guerras, todas elas. Ficaram, como exemplo historico, os crimes cometidos pelos nazistas contra as minorias etnicas na 2ª Guerra Mundial - notadamente os judeus - são exemplos de ordens que, apesar de desumanas e cruéis, não deixaram de ser cumpridas pelos milhares de alemães que de uma forma ou de outra participaram do holocausto. É obvio que muitos cumpriram as orientações por convicção politica, todavia muitos outros sabiam e tinham consciência do que estavam fazendo e mesmo assim não se insurgiram. Feriram seus valores morais e humanos, mas ajudaram nos horrores que foram consumados naqueles tristes dias.

Cotidianamente nos defrontamos com problemas similares. Logicamente sem tanta dramaticidade, mas mesmo assim eles nos colocam em confronto com muito do que aprendemos e praticamos nas nossas vidas fora do trabalho.

Qualquer um de nós, principalmente aqueles que já alcançaram um nível sênior em suas carreiras já se defrontou com situações onde as ordens recebidas colidiam com seus principios e valores pessoais. Como agir? São situações aonde só a consciência de cada um vai se pronunciar. Muitas vezes são momentos decisivos, definitivos e improrrogáveis em nossas vidas. Podem valer uma carreira, uma promoção, um emprego. E temos que decidir.

Lamento dizer que não existem manuais para isto. Não há como se buscar consultorias. Todas as reflexões estão esgotadas. A resposta e a decorrente decisão são única e solitariamente debitadas ao gerente, ao gestor, ao decisor.

Por isto eu gostei do vídeo. O professor Alexandre Freire é um consagrado mestre da gestão empresarial como poderão ver ao clicar no link. Tem autoridade e credibilidade para passar a mensagem. É exatamente como ele diz.

Assistam ao vídeo, quem ainda não o conhece, e façam seus juizos. Se ainda - os jovens e iniciantes no mundo corporativo - não enfrentaram situações de conflitos interiores aproveitem para se preparar. Tão certo quanto 2+2=4, eles se apresentaram a vocês. Estejam prontos.

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2 comentários:

  1. Eugen Pfister03/06/2009 19:48

    Afirmar nossos valores sem negar os valores dos outros é uma posição moralmente madura. Creio que esse é o grande mérito do texto. Afinal, nem sempre nos defrontamos com situações certo/errado; existem circunstâncias em que o problema é, justamente, a polaridade certo/certo. Nesses casos, é preciso ir além da doutrina moral e procurar uma posição ética sustentável, isto é, que sirva de guia para a ação e para construção de valores comuns (coletivos).

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  2. Professor Pfister,

    É sempre honroso receber suas opiniões neste espaço.
    Mesmo correndo e sem muito tempo, na semana, para atender às demandas do blog, faço questão de cumprimentá-lo.
    Grato pela visita e comentário.

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