19 de dez de 2007

Visite o seu hemisfério cerebral direito.

Coloquei dois vídeos (curtinhos) ao mesmo tempo.

Ambos são filmes de publicidade, mas vamos usa-los como metáforas para provocar reflexões sobre o dia-a-dia do mundo corporativo. O filme - com tres vídeos - sobre as trocas de pneus chegam a ser chocantes, mas têm mensagem eficaz.

Veja-os com atenção e faça um exercício sobre o que você poderia comentar a respeito se estivesse numa reunião com colegas ou subordinados.

E se numa entrevista lhes fossem apresentados os vídeos para você destacar alguma lição a ser tirada sobre o ambiente de trabalho? O que você diria?

Acredite! É um excelente exercício para treinar o seu pensamento horizontal.

Mãos à obra...

video video´

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Um comentário:

  1. Rocha Maia apenas um artista21/12/2007 17:23

    Minha praia...! Sim, este tem sido um dos meus estudos mais constantes, tanto na vida pessoal como na vida profissional. Gosto muito de desafios de criatividade, para minha vida e para a dos outros.
    No meu ateliê, dou largas ao processo como um autêntico artista ingênuo, com autodidaxia eivada de “alquimia” cotidiana.
    Na faculdade, com meus alunos, busco caminhos diferentes daqueles que os educadores mais “quadrados” costumam usar; aos meus, eles classificam como “impossíveis”.
    Na Empresa onde trabalho, por ser uma empresa pública, do ponto de vista gerencial mais rígida do que as organizações privadas, encontro maior resistência.
    Assim, exceto quando estou no meu Atelier Luz Dourada, meus laboratórios são montados em ambientes ora acadêmicos, ora burocráticos.
    Nós, chamados seres mortais, não trabalhamos com a criatividade na forma como O Incriado. Não podemos tirar do nada o ser, um novo existir de algo que não teve princípio. Para nossa felicidade, Ele nos concedeu um processo criativo com menor responsabilidade. Para tanto, recebemos a capacidade de usar o fantástico “computador” chamado cérebro humano.
    O negócio é assim: o cerebelo, uma porção do encéfalo situada póstero-inferiormente, é o nosso cérebro primitivo; encobrindo-o vem o cérebro, dividido em dois hemisférios: direito e esquerdo. Simples! Não? É a coisa mais complexa que nosso organismo tem. Dizem ser a parte do corpo menos conhecida pela ciência, contudo é a mais vital de todas. Antigamente a morte era declarada quando o coração parava de bater; hoje é a morte cerebral a forma de reconhecer o estágio irreversível do fim da vida.
    Contudo, perder a saúde mental é estar morto em vida para o nosso mundo. Confesso que uma das coisas que mais me dá pena de ver é uma pessoa demente, insensata na sua loucura. Não me refiro aos descocados sensatos, como são muitas vezes os artistas. Em certos casos, como uma última janela que se abre para comunicar sentimentos de um louco, podemos contar com as artes em geral.
    Mas, qual será o motivo que faz com que os ditos seres normais rotulem outros como sendo loucos? A resposta é complexa. Qualquer coisa que fuja ao sentido de uso equilibrado do cérebro pode dar motivo aos rotuladores, mesmo que seja por poucos instantes de anormalidade ou desequilíbrio. Por serem exímios na liberação do uso da criatividade, da emoção, da música, das cores, e de tantas outras coisas comandadas pelo lado direito do cérebro, associado a uma boa dose de desprezo pela formalidade, pelas regras, pelos números exatos, os artistas são tidos como malucos. Assim também, o uso exacerbado do lado esquerdo do cérebro, preponderando sobre o direito, pode levar a comportamentos igualmente considerados tresloucados.
    Pessoalmente, acreditando apenas no que dizem os estudiosos, eu nunca percebi uma diferença de funcionamento no meu cérebro, quando estou mais criativo ou mais racional. A química sim, consigo perceber em meu corpo, em razão de efeitos nítidos: sinto o rosto vultuoso quando “pago um mico”; se estou mais aborrecido fico trêmulo; quando equaciono um problema importante percebo os batimentos cardíacos bem ritmados e a respiração calma. O que eu não consigo perceber é, no cérebro, a troca de hemisférios quando por exemplo estou criando ou estou efetuando um cálculo.
    A literatura dos novos estudos sobre o assunto é farta e de variada abordagem. Não quero aqui comentar o assunto do ponto de vista patológico, em razão de me faltar competência. No entanto, as oficinas de criatividade na Empresa, permitem-me fazer algumas considerações que julgo serem interessantes para os administradores.
    Nossas organizações de trabalho, em razão de um passado mecanicista e organicista, desenvolveram grandes habilidades de racionalização dos processos de trabalho, levando os gerentes a serem cada vez mais capazes de impor de forma truculenta a ordem. Custe o que custar, os paradigmas corporativos rígidos, quase todos devidamente documentados em manuais de normas de procedimentos, fluxogramas e outros diagramas interessantes, foram criados para o controle dos padrões daquilo que podemos considerar como sendo o know-how de uma empresa.
    Uma vez submetidos aos processos imutáveis e repetitivos, coagidos por chefes duros e autoritários, os empregados tendem a desenvolver uma rigidez mental que chega às raias da insanidade. Param de “pensar”! Passam a ter medo de “pensar” por suas próprias cabeças.
    Exagero?
    Pois eu lhes digo e afirmo, adoecem mentalmente no ambiente de trabalho, por medo de usar os dois hemisférios do cérebro. Tornam-se frios, calculistas e... burros! Alguns até proclamam ser assim o comportamento de um bom profissional. E, o que é pior, levam tal demência para o ambiente familiar e para o de convivência social, provocando reflexos horrorosos para as pessoas com quem convivem.
    Vou lhes contar um “causo”! Certa feita, um colega que chefiava o serviço médico, ao apelar para uma atitude mais rígida na observação de procedimentos previstos na rotina de encaminhamento de pacientes ao seu consultório, deu severas ordens no sentido de que a recepcionista sempre pegasse o prontuário do paciente no arquivo, antes de encaminhá-lo, exatamente como mandavam as normas. Ele foi tão “competente” em fazer prevalecer a burocracia reinante, que acabou provocando uma quase “paralisia cerebral” na funcionária. Ela não queria ficar louca, então fez o que qualquer um de nós faria: tornou-se uma criança adaptada, tinha perdido toda e qualquer vontade de ser sensata. (Recomendo a leitura: BYHAM, William C.; COX, Jeff. Zapp! O poder da energização: como melhorar a qualidade, a produtividade e a satisfação dos funcionários. 30.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1992. 153 p. Tradução de : Zapp! The lighthing of empowerment.)
    Tendo eu, na ocasião, colocado à venda um aparelho celular e sabendo do interesse do colega médico em comprá-lo, procurei-o diretamente no serviço médico da empresa. Chegando ao balcão de atendimento, solicitei à recepcionista para avisar ao chefe que eu desejava falar com ele. Ela, prontamente, solicitou meu número de cadastro para poder levantar o meu prontuário. Retomei o assunto explicando que não era o caso, posto que eu apenas desejava mostrar o celular para negociação com o colega. Ela entendeu, mas falou que somente poderia me encaminhar caso eu lhe informasse o número de cadastro. Novamente, tentei demovê-la daquela posição que me pareceu, digamos educadamente..., “sem sentido”! Ela apenas repetia a mesma exigência: o número de cadastro, para poder desarquivar o prontuário do paciente. Finalmente, vencido pela irracionalidade da funcionária, dei meu número e solicitei, em tom de brincadeira, que anotasse o assunto da consulta como sendo: “hipocondria do aparelho de telefonia celular”. Sentei e esperei para ser atendido. Fui chamado! Enquanto ela caminhava à minha frente, com toda a pompa e os passos firmes, levando-me até o chefe do serviço médico, notei um detalhe! Fiquei abismado ao ver que a funcionária portava, sob a axila direita, a pasta do meu prontuário médico! Inacreditável!
    Tomando por base observações de “causos” semelhantes, dei início ao projeto de realizar seminários de sensibilização para a qualidade e oficinas de criatividade no ambiente de trabalho. Esta última iniciativa, a oficina de criatividade, ao longo dos últimos anos, tornou-se uma ação vitoriosa na Empresa.
    E o que fazemos durante as oficinas de criatividade?
    Inicialmente, elegemos uma temática ( Natal, Páscoa, Dia-das-Mães, Sete de Setembro etc.) a ser trabalhada com algum tipo de técnica, como pintura, escultura, reciclagem etc. Depois, sem qualquer obrigatoriedade de participação, deixamos que os funcionários se inscrevam. Os instrutores, escolhidos dentre os próprios colegas de trabalho, são voluntários que já dominam alguma técnica a ser repassada. Reunidos os meios necessários, em local apropriado e no horário de expediente, os participantes são estimulados a passar pelas primeiras experiências de “criação”. O medo de errar é uma das primeiras barreiras que todo participante deve vencer. Quando ele descobre que o erro proveniente de buscar fazer acontecer o novo não implica em algum tipo de punição externa, ele adquire maior confiança de tentar avançar sobre o desconhecido. O único juiz de seus erros será a própria consciência. Muitas vezes ouvi participantes exclamarem: - Estou com medo de errar! Me ajuda! Como é que eu devo fazer? Alguns, de tão bloqueados que estão, ficam olhando para a mesa, paralisados, horrorizados apenas com a possibilidade de errar. Outros, simplesmente, arranjam uma desculpa qualquer e acabam saindo à francesa, dizendo que estão sendo convocados para participar de uma importante tarefa numa comissão de licitação etc.. Os estudiosos chamam a isso de “fuga psicológica”. A pior situação, porém, é vivida por aqueles que se maltratam com negativismo do tipo: - Eu nunca consegui fazer isso antes. Nasci burro de pai e mãe para essas coisas!
    Mas, vamos aos estágios seguintes, quando o desconforto de romper a ignorância leva o indivíduo a querer avançar em direção do desconhecido, a tentar fazer alguma coisa nova.
    Com paciência e palavras de incentivo, o instrutor acaba convencendo o participante a continuar. Para abrir as “portas” da criatividade, persistir é um importante aprendizado na busca do novo. São muitas e variadas essas “portas”, todas elas localizadas no lado direito do cérebro.
    Aqueles que aceitam o desafio e ultrapassam as sombras da fronteira da primeira experiência criativa, descobrem que há um mundo muito bom de ser vivido no contato com o novo, com a mudança de paradigmas, com a visão do até então “impossível”.
    A evolução se dá quando as pessoas constatam como podemos ter infinitas formas de solução, para um mesmo problema; quando elas percebem que muitas soluções surgem, justamente, daquilo que até então acreditavam ser a forma errada de fazer alguma coisa; quando a variedade de caminhos estéticos, descobertos individualmente para solucionar um problema, levam à unidade na diversidade, capaz de formar um todo mais belo e perfeito do que as partes.
    A transformação que acontece em muitos espíritos e mentes é algo comovente, quando as experiências de cada um são processadas numa avaliação de reação. Muitas dessas experiências nas oficinas passam a constituir excelentes metáforas, capazes de levar ao entendimento dos benefícios da criatividade, como forma apropriada para tornar as pessoas mais equilibradas e felizes nas corporações.

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